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Após meses de pedidos feitos por grupos, Fundação Florestal autorizou.
Voluntários ficarão responsáveis pelo plantio e manutenção da floresta.

Uma área da Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena), em Rio Claro (SP), recebeu autorização para reflorestamento. No local serão plantadas cerca de 1,6 mil mudas que vão evitar o crescimento da mata e incêndios, já que nos últimos dois anos, o espaço foi prejudicado pelas queimadas.

“A ideia principal é fazer o plantio de árvores justamente na ativa, algumas frutíferas, outras não, mas árvores que possam causar um sombreamento para a gente conseguir o combate a braquiária. A gente precisa de árvores que tenham um dossel um pouco melhor, mais desenvolvido, uma copa maior”, explicou o voluntário Ives Barreto.

Em dois anos, a floresta foi prejudicada com dois incêndios. Em 2015, foram destruídos cerca de 100 alqueires de vegetação, já em 2014, 2,4 hectares acabaram prejudicados. Durante dois anos lutando para que a cidade não corra mais riscos, o projeto dos voluntários finalmente recebeu autorização.

“O tramite ocorreu normalmente. A gente deve lembrar que os plantios que estão acontecendo faz parte do processo, já que as outras etapas já foram atendidas”, disse Nelson Gallo, gerente regional da Feena.

Plantio
O plantio da área será dividido em três etapas. As mudas, que foram doadas por uma empresa da cidade, já chegaram e a primeira parte do projeto deve começar em março.

Reflorestamento deve evitar o crescimento de braquiária (Foto: Marlon Tavoni/ EPTV)
Reflorestamento deve evitar o crescimento de
braquiária no horto (Foto: Marlon Tavoni/ EPTV)

Mas durante todo o processo só plantar não é suficiente. Segundo o projeto, é necessário fazer a manutenção da área durante, pelo menos, dois anos. O mato que cresce em volta das mudas será retirado pelos voluntários.

A manutenção vai gerar um custo de R$ 5 mil, e até agora, 15% do valor já foi arrecadado. Como vão precisar de recursos, os voluntários reforçam o pedido de ajuda para manter o patrimônio natural.

“Nós temos toda essa floresta para cuidar, é nossa, a gente tem que valorizar isso. Quem gosta do horto ajuda de forma financeira ou voluntária, divulgando a ação que está acontecendo aqui, porque de uma forma ou de outra estarão ajudando positivamente”, contou Anaí Arraes, voluntária.

Fonte: G1

 

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