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Instituto irá contratar mais de 82 mil profissionais. Setor defende que a pesquisa seja realizada a cada 5 anos

 

Na última década, a agricultura brasileira se modificou significativamente, principalmente da ‘porteira para dentro’. O setor registra inúmeras transformações, desde a utilização de novas tecnologias para plantio e colheita até cultivares e produtos para alavancar a produtividade.

 

Para mapear essas transformações do agronegócio nacional, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está com as inscrições abertas para o concurso para contratar mais de 82 mil profissionais. O objetivo levantar as informações para o Censo Agropecuário 2016, que vai a campo a partir de abril de 2017. O último estudo deste gênero foi realizado em 2006.

“Até hoje, as informações utilizadas são de 10 anos atrás. Precisamos de novos dados, pois as transformações no setor foram imensas nestes últimos anos”, destaca o agrônomo Robson Mafioletti, assessor técnico-econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). “O ideal, pela importância do agronegócio, seria um censo a cada 5 anos”, complementa.

Os cargos disponíveis são para analista censitário (223), agente censitário regional (486), agente censitário administrativo (700), agente censitário municipal (5.500), agente censitário supervisor (12.540), agente censitário informativo (174) e recenseador (62.400). Os profissionais, que serão selecionados por processo seletivo simplificado, irão coletar informações sobre o uso da terra e água, sustentabilidade, agricultura de precisão, máquinas agrícolas, uso de agrotóxicos, agricultura familiar, entre outros fatores pertinentes ao agronegócio nacional.

“Muita coisa está mudando rápido. O censo é muito importante”, diz Ricardo Wolter, presidente do sindicato rural de Carambeí, nos Campos Gerais.

Inscrições

A inscrição deverá ser efetuada somente via internet, no período de 26 de janeiro até 22 de fevereiro, na página da Fundação Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br). As provas objetivas estão previstas para 22 de maio, com duração de 4 horas, das 13h às 17h.

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Um dos poucos setores em crescimento, o agronegócio tem despertado o interesse de bancos privados, advogados, securitizadoras (empresas que emitem títulos) e de investidores do mercado de capitais  antes avessos a trabalhar com o risco do campo, como seca ou pragas.

O crédito na cadeia agropecuária, que estava nas mãos do BB e dependia quase que exclusivamente de crédito subsidiado, agora cresce nas linhas comerciais com juros de mercado, busca recursos no exterior e capta dinheiro com a emissão de dívida no mercado local.

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A aposta é reflexo do desempenho do setor, que cresceu 2,1% de janeiro a setembro de 2015, ante queda de 3,2% do PIB brasileiro no mesmo período. A agricultura foi o único segmento que apresentou saldo positivo de vagas no ano passado, com 9.821 postos criados.

A agropecuária, que já teve fama de caloteira, hoje tem um índice de inadimplência menor do que a média.

O objetivo é buscar parte do financiamento que hoje está nas mãos das tradings (grandes compradoras de commodities, como Bunge e Cargill) e também dos fornecedores de insumos, como fertilizantes, agroquímicos e sementes.

Eles bancaram, por exemplo, 34% do custeio da última safra de soja em Mato Grosso, maior produtor do país, segundo o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Aplicada).

A trading financia o produtor ao antecipar o pagamento pela compra do produto que será entregue meses depois, no final da safra. Já o vendedor de insumos faz o caminho inverso: vende “fiado” o insumo para receber só após a colheita.

Em ambos os casos, os juros da operação estão embutidos nos preços negociados.

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Tomar o mercado das tradings, que captam em dólares com juros baixos no exterior, é desafio ainda distante.

Já as revendas de insumos, a maioria empresas regionais também com dificuldade de financiamento, vêm reduzindo sua contribuição. Na última safra, responderam por 17% do custeio da safra em Mato Grosso, ante 31% na temporada anterior –a fatia do juro subsidiado também caiu (ver quadro acima).

“Os bancos têm a oportunidade de competir com as tradings por um espaço maior no financiamento do setor”, disse Frederico Azevedo, gerente da Aprosoja-MT (que reúne produtores do Estado).

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Segundo Azevedo, Bradesco, Itaú e Santander têm procurado estreitar o relacionamento com os produtores.

O Santander elegeu o campo como uma das prioridades no crédito. O banco está contratando agrônomos para ir até a fazenda entender as necessidades do produtor. Eles querem bancar o capital de giro, cuidar da folha de pagamento, emitir cartões para os trabalhadores rurais e financiar a exportação.

As instituições visam também outros elos da cadeia do agronegócio, como indústria, comércio, transporte e distribuição.

Fonte: Folha de São Paulo

 

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