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No semiárido nordestino, uma oportunidade de negócio surge com alta rentabilidade aos investidores. Segundo a Associação Brasileira de Reflorestadores do Semiárido (ABRS), realizando o reflorestamento em uma área de um hectare, dependendo da espécie florestal – com um investimento que varia de R$ 15 a 30 mil – o produtor poderá ter uma receita real de R$ 100 mil a R$ 500 mil, ao longo de oito a 12 anos. “O produtor tem que ter a visão de futuro, e citando como exemplo ao plantar mil árvores de mogno, poderá, em dez anos, ter uma receita de R$ 1 milhão”, destaca o presidente da entidade, engenheiro agrônomo Chico Rosa.

Segundo o especialista, a relação de custo-benefício é muito boa, diante de um mercado em crescente ascensão pelos apelos ambientais, porque está proibido o consumo de madeira de floresta nativa, só podendo de florestas plantadas, ou seja, áreas de reflorestamento, como o mogno africano, por exemplo, que é bastante resistente à falta de chuvas, ideal para a região Nordeste. “O mais importante é que o pacote tecnológico, em desenvolvimento aqui no Ceará, é bastante simplificado e ao alcance do produtor rural”, ressaltou Rosa, que também é presidente do Grupo Gestor Estadual do Programa Agricultura de Baixo Carbono.

Oportunidade
Com experiência na área há dez anos, o engenheiro agrônomo Chico Rosa diz que o reflorestamento é uma nova e sólida opção de renda para todo o ambiente agrário, seja para mini, pequenos, médios e grandes produtores. No Ceará, já existe plantios iniciados com mogno em mais de 30 municípios, sendo o município de Nova Russas o centro difusor, com vários plantios já implantados, com perspectiva de colheita já para os próximos cinco anos.
Já na área de reflorestamento com sabiá, o município de Granja é o pioneiro e juntamente com outros 20 municípios, e já exporta estacas de sabiá para os Estados de Pernambuco, Alagoas. Sergipe e Bahia. No município de Marco, já existe um campo experimental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – juntamente com a Universidade Federal do Ceará (UFC), Governo do Estado, Sindicato da Indústria do Mobiliário no Ceará (Sindmóveis/Fiec) –, que conta com várias espécies florestais nobres, como cedro, mogno, ipê, teca e outras como aroeira e angico.

Discussão
Tendo em vista a importância de uma nova atividade com alta rentabilidade econômica e sustentação ambiental para o produtor e empreendedores rurais, é que a coordenação do Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste), realizará no dia 23 de junho, de 13 às 17h30, o I Encontro de Reflorestadores do Semiárido, coordenado pela ABRS. O evento faz parte da programação do seminário, que será realizado de 21 a 23 de junho próximos, no Centro de Eventos do Ceará, e promovido pelo do Sistema Faec/Senar/Sebrae-Ce.

Na programação constam palestras sobre: Reflorestamento com Mogno no Ceará, Logística de Implantação de Projetos, Reflorestamento de Sabiá e outras culturas de sequeiro e ainda sobre os Programas Governamentais para o Setor, na área de crédito e fornecimento de insumos, tecnologia e assistência técnica.

Para participar do I Seminário de Reflorestamento do Semiárido, os interessados poderão se inscrever através do site do Pecnordeste (www.pecnordestefaec.com.br) –onde consta toda a programação do evento ­­–, ou ligar para o telefone (85)-3535-8009 para obter outras informações.

Fonte: O Estado do CE

ae