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Manifestantes pediram liberação de licenças embargadas após tragédia.
Com faixas e cartazes, grupo fez passeata pelas ruas da cidade histórica.

Moradores, políticos e funcionários da Samarco, cujas as donas são a Vale e a BHP Billiton, fizeram manifestação neste sábado (12), pedindo a volta das atividades da mineradora em Mariana, na Região Central de Minas. O ato foi realizado para pressionar a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) a liberar as licenças embargadas depois do rompimento da barragem de Fundão.

A estrutura se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues e deixando centenas de desabrigados. A lama gerada pelo rompimento atravessou o Rio Doce e chegou ao mar do Espírito Santo. No percurso do rio, cidades tiveram de cortar o abastecimento de água para a população em razão dos rejeitos.

O grupo de manifestantes se concentrou por volta das 9h, em frente à Arena Mariana, ginásio que ficou conhecido por ser o local onde várias famílias ficaram alojadas logo após a tragédia e por ter sido uma base de apoio de recebimento das doações.

Segundo a Prefeitura de Mariana, desde a paralisação dos trabalhos da mineradora há quatro meses, o comércio teve queda de 60%, e o município perdeu R$ 5 milhões em arrecadação.

Com faixas e cartazes, os participantes do protesto demonstraram apoio à Samarco. Segundo a Polícia Militar (PM), durante a caminhada, o ato chegou a reunir entre 500 e 700 pessoas. Já na Praça da Sé, destino final do protesto, cerca de 300 manifestantes estavam presentes, conforme a corporação.

Nesta semana, um grupo já havia se manifestado pelo mesmo motivo na cidade. Na terça-feira (8), cerca de 60 pessoas fizeram um ato em uma rua perto da prefeitura.

No último dia 3, o presidente da Samarco, Roberto Carvalho, afirmou que a empresa espera voltar a operar suas atividades de extração e exportação de minério de ferro ainda em 2016. Segundo ele, o processo para reaver a licença ambiental, suspensa desde o rompimento da barragem, está em análise, mas sem prazo de conclusão.

Fonte: G1 

 

 

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