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Nas edições do Showtec, em todos os stands com plantação de milho ou soja as empresas em exposição incentivam o plantio de refúgio, que é uma técnica de manejo da resistência de insetos, adotada no manuseio integrado de pragas. A técnica preserva o equilíbrio do sistema e modera doenças de difícil controle.

De acordo com a Embrapa, na cultura de milhosafrinha, é indicado uma área de refúgio de 5% a 10% do total da lavoura, dependendo do material transgênico utilizado, seguindo a recomendação das empresas detentoras.

O criatório deve ser semeado com cultivares de iguais porte e ciclo do milho transgênico, conhecido como milho Bt, e a no máximo 800 metros de distância.

Conforme a engenheira agrônoma e analista da Embrapa Agropecuária Oeste, Carmen Pezarico, o plantio simultâneo de Bt e não Bt ainda é visto pelo produtor como um trabalho a mais, porém o desenvolvimento conjunto é necessário e comprovadamente eficiente. “É um método que consiste na mistura de sementes de plantas modificadas e não modificadas”, afirma.

Para ela, a desvantagem está em predispor os insetos vulneráveis mais facilmente às plantas Bt e diminuir o número desses para garantir o cruzamento com insetos resistentes. “Já a vantagem é a facilidade e proximidade dos insetos suscetíveis migrarem para acasalar com os resistentes”, avalia.

BRS 1010, BRS 2020 e BRS 2223 são as cultivares de milho recomendadas para as áreas de refúgio, conforme a analista. A BRS 1010 é um híbrido simples que apresenta adaptação ampla e alto potencial produtivo.

O híbrido duplo BRS 2020 adapta-se a diversos ambientes e sistemas de produção, com excelente relação entre produtividade, custo e qualidade e a BRS 2223 é um híbrido duplo super precoce, com arquitetura moderna de planta e boa produtividade.

Fonte: Campo Grande News

ae