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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) avaliaram na quinta-feira, 25 de fevereiro, um novo sistema de aplicação do Índice Municipal de Vulnerabilidade Humana à Mudança do Clima. A ferramenta está em fase de construção por meio de projeto financiado pelo Fundo Clima. Ao todo, R$ 2,8 milhões serão investidos. O objetivo é criar indicadores dos riscos gerados pelo aquecimento global para a população brasileira.

O sistema será usado, de forma inicial, em seis estados. Já foram apresentados os resultados da aplicação dos índices de vulnerabilidade no Espírito Santo e em Pernambuco. Os outros quatros estados são Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Maranhão. De acordo com o diretor-substituto de Licenciamento e Avaliação Ambiental do MMA, Pedro Christ, a estratégia deve ser expandir o uso do sistema futuramente.

A partir da inserção de dados, serão gerados mapas temáticos que permitirão o cálculo de índices como o de vulnerabilidade sociodemográfica, além de mostrar as sensibilidades e os riscos de exposição futura. “A construção desse sistema é uma oportunidade de levar a discussão para os estados e trazer elementos práticos para que sejam desenvolvidas ações em adaptação à mudança do clima”, explicou Pedro Christ.

Ações de adaptação se referem a iniciativas e medidas capazes de reduzir a vulnerabilidade dos sistemas naturais e humanos frente aos efeitos atuais e esperados da mudança do clima. Ou seja, são uma forma de resposta para lidar com possíveis impactos e explorar eventuais oportunidades. A elaboração de uma estratégia de adaptação envolve, entre outras coisas, a identificação da exposição a esses impactos com base em projeções e cenários climáticos.

Fonte: (Por Lucas Tolentino, do Ministério do Meio Ambiente) via ecodesenvolvimento

 

Mato Grosso do Sul deu o primeiro passo para auxiliar o Brasil a atingir as metas estabelecidas para a redução das emissões de carbono e contenção dos efeitos do aquecimento global, firmadas no documento final da Conferência Mundial do Clima (COP 21) realizada em dezembro do ano passado em Paris. O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade) realizaram na segunda-feira (15), a primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas e Biodiversidade.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, “o GT está no ambito do PPA (Plano Plurianual) da Semade e integra as ações do ProClima, programa idealizado para discutir e propor políticas públicas sobre o tema. O objetivo inicial desse grupo é o de apresentar ao final de 2016 um Plano Estadual para as Mudanças Climáticas e oferecer contribuições efetivas para as metas brasileiras firmadas na Carta de Paris”.

Técnicos do Imasul e da Semade integram o GT, juntamente com representantes de outros órgãos do governo do Estado, como a Defesa Civil, Secretaria de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf) e Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei). Serão realizados encontros periódicos para o nivelamento do conhecimento dos integrantes e levantamento de todo o know how de pesquisas e estudos existentes sobre o assunto em Mato Grosso do Sul.

“Trata-se de um novo paradigma a ser estabelecido em nosso Estado. Não podemos falar de Desenvolvimento Sustentável sem tratar de ações que contribuam para conter o aquecimento global. O GT vai nos indicar caminhos para estabelecer uma política pública de governo. Será um trabalho intenso e ousado, mas que vai nos possibilitar contribuir significativamente para o país e o mundo”, afirma o secretário-adjunto da Semade, Ricardo Senna.

Algumas ações concretas já serão realizadas ainda no primeiro semestre deste ano. “Vamos realizar um seminário com pesquisadores da área e instituições que tratam do tema. Temos uma proposta audaciosa que é a de criar o programa Estado de Mato Grosso do Sul Carbono Zero. Já possuímos um agricultura tecnificada e uma produção industrial com práticas sustentáveis. Nós acreditamos que podemos ser um Estado pioneiro e nos destacar nacionalmente sob o ponto de vista estratégico. Queremos liderar o processo de mudanças climáticas e mostrar que é possível um Estado ser Carbono Zero”, informou o titular da Semade e diretor-presidente do Imasul.

Além do secretário Jaime Verruck e do secretário-adjunto Ricardo Senna, também participaram da primeira reunião do GT Mudanças Climáticas e Biodiversidade a diretora de Desenvolvimento do Imasul, Thaís Azambuja Caramori, a gerente de Desenvolvimento e Modernização, Eliane Crisóstomo Dias Ribeiro, o superintendente de Ciência e Tecnologia da Sectei, Renato Roscoe, representantes da Sepaf, da Defesa Civil e fiscais, analistas e gestores ambientais do Instituto. Outras entidades poderão ser convidadas a participar do GT, que será coordenado pela Semade e pelo Imasul. (fonte: idest.com.br)

 

Iniciativa é resultado de uma parceria entre Fundação Oswaldo Cruz e Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com informações do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), é esperado um aumento da temperatura e redução das chuvas para a região Centro-Oeste do país e o bioma do Pantanal nas próximas décadas. Para entender melhor essa realidade e estimular o debate sobre as mudanças climáticas no Mato Grosso do Sul, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizarão uma visita técnica à Campo Grande, nos dias 17 e 18 de fevereiro.

Esta visita integra as ações do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, desenvolvido pela Fiocruz e Ministério do Meio Ambiente (MMA). O objetivo da iniciativa é avaliar os riscos gerados pelo aquecimento global às populações nas cinco regiões do país. Além de fomentar o diálogo sobre esse assunto, será criada uma ferramenta, um software, para mensurar a vulnerabilidade humana às mudanças do clima, conforme cada município.

A proposta do encontro é reunir gestores para a apresentação de dados preliminares no estado e mostrar o trabalho similar realizado no Espírito Santo, além da coleta de novas informações para o desenvolvimento de estudos sobre vulnerabilidade. No dia 17 de fevereiro, a equipe técnica do projeto visitará a sede do Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (IMASUL) e no dia 18 será promovida uma reunião na sede da Fiocruz em Campo Grande, às 9h, com representantes das secretarias estaduais de Saúde e Meio Ambiente, Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (CEMTEC) e IMASUL.

Desenvolvimento do projeto

O projeto é executado em seis estados brasileiros: Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Maranhão, Amazonas e Mato Grosso do Sul, sendo este último o representante da região Centro-Oeste do país.

Para a realização desses estudos são consideradas informações de cada município referentes à preservação ambiental, a dados sobre a população, como saúde e condições socioeconômicas e a ocorrência de fenômenos extremos, a exemplo de tempestades e doenças relacionadas ao clima, entre elas, a dengue e malária. Por meio do cruzamento e análise dessas informações, é possível calcular o Índice Municipal de Vulnerabilidade aos Impactos de Mudança Climática.

Com o desenvolvimento do software, que permitirá a identificação das cidades do Mato Grosso do Sul mais vulneráveis à mudança do clima, gestores públicos com a participação da sociedade civil, poderão planejar e executar ações e medidas para reduzir os impactos das alterações climáticas nos municípios e aumentar a capacidade de adaptação da população a esta nova realidade.

Fonte: A Crítica CG

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