Tag: Mogno Africano

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Visando o melhor entendimento sobre as diferenças entre as espécies de mogno africano cultivadas como floresta para extração futura de madeira no Brasil, compartilhamos este artigo de pesquisa de campo realizado pelo senhor Milton Frank, associado da ABPMA (Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano) com relação ao estresse hídrico nas espécies.

Observa-se que a espécie Khaya Ivorenses apesar de possuir madeira mais uniforme e retilínea é menos resistente a seca, principalmente no período pós plantio.

Outra dificuldade relatada em outros artigos na internet é que é mais vulnerável a broca (lagarta que apodrece a madeira) no período adulto.

Já a espécie Khaya Senegalenses possui madeira mais arrepiada, com mais galhos, porem sua resistência é surpreendentemente maior  que a Ivorenses na seca e sem incidência de broca na idade adulta, demandando apenas um maior cuidado na ralhação de galhos. Confira o artigo:

O ESTRESSE HÍDRICO É BENÉFICO PARA O MOGNO IVORENSIS E SENEGALENSIS

Aqui no Mato Grosso em Diamantino no ano passado choveu cerca de 2.100 mm. Foi um ano atípico, pois o normal é um índice em torno de 1.600 mm. Acontece que durante os meses de abril, maio, junho, julho e agosto não caiu uma gota de chuva aqui na região. Veio a chover no dia 29 de setembro de 2014 e mesmo assim apenas 10 mm. A chuva só firmou agora dia 23 de outubro de 2014.

Com este cenário de seca tive o seguinte resultado nos plantios de Mogno Ivorensis e Senegalensis:

MOGNO IVORENSIS:

1-     De uma população de 8.000 mudas plantadas de mogno ivorensis apenas 73 mudas secaram e morreram. 1609 mudas ficaram sem folhas, pois elas caíram em sua totalidade, As demais mudas apenas sentiram a seca com os seguintes sintomas: algumas folhas caíram, algumas folhas ficaram amareladas, algumas folhas secaram nas suas pontas, e algumas folhas murcharam de dia se recuperando à noite.

2-     Logo depois das primeiras chuvas todas as mudas de mogno ivorensis retomaram o crescimento e soltaram brotos. O que me chamou a atenção é que o crescimento médio do mogno ivorensis depois das primeiras chuvas foi de 46,36 cm até hoje dia 29/10/2014. As árvores vão continuar a crescer e vou torná-las a medir quando o período chuvoso terminar no final de março de 2015.

3-     Replantei as 73 mudas que morreram logo após a queda da primeira chuva e elas estão vigorosas.

MOGNO SENEGALENSIS:

1-     De uma população de 8.000 mudas plantadas de mogno senegalensis apenas 6 mudas secaram e morreram. Nenhuma muda ficou sem folhas, As demais mudas não sentiram absolutamente nada.

2-     Logo depois das primeiras chuvas todas as mudas de mogno senegalensis retomaram o crescimento e soltaram brotos. O crescimento médio do mogno senegalensis depois das primeiras chuvas foi de 18,36 cm até hoje dia 29/10/2014. As árvores vão continuar a crescer e vou torná-las a medir quando o período chuvoso terminar no final de março de 2015.

3-     Replantei as 6 mudas que morreram logo após a queda da primeira chuva e elas estão vigorosas.

COMPARATIVO DAS DUAS ESPÉCIES:

1-     O Mogno Senegalensis cresceu mesmo durante a seca. Durante o período de seca o mogno senegalensis cresceu 22,8 cm em média.

2-     O Mogno ivorensis também cresceu na seca, mas seu crescimento médio foi de 1,34 cm.

3-     O mogno senegalensis não sentiu a seca tanto num solo argiloso quanto num solo arenoso com 16% de argila.

4-     O mogno ivorensis não sentiu a seca no solo argiloso, porém ele sentiu a seca num solo arenoso com 16% de argila.

5-     No geral a seca não prejudicou o plantio de nenhuma das duas espécies de mogno.

6-     O mogno ivorensis teve um índice de mortalidade de 0,9125% o que é excelente em silvicultura.

7-     O mogno senegalensis teve um índice de mortalidade de 0,075% o que é espetacular a nível de silvicultura.

MANEJO DESTES DOIS PLANTIOS – SILVICULTURA A MODA ANTIGA USANDO NOVAS TECNOLOGIAS:

1-     Foi dado dois ferros de grade 36 no solo.

2-     Foi jogado 2 toneladas de calcário calcítico por hectare

3-     O solo foi nivelado

4-     Foi aplicado os defensivos SOLARA e SAVANA. A dose foi de 1,5 litros por hectare.

5-     Foi feito uma cova de 60 cm de profundidade para o plantio

6-     No fundo da cova foi colocado 300 gramas de adubo 9%  de nitrogênio, 2% de fósforo, 9% de potássio, 5%de enxofre, 1% de boro, 1% de zinco e 0,5% de manganês.

7-     Depois de depositado no fundo este adubo cobrimos a cova com 30 de terra.

8-     Depois disso plantamos a muda com muito cuidado e manualmente no chão.

9-     Para combater formiga usamos DINAGRO-S que mostrou uma eficiência de 100%, pois nenhuma muda sofreu ataque de formigas. Nosso combate foi feito da seguinte forma: Combate total duas semanas antes do plantio diretamente nas trilhas das formigas e nas intermediações dos olheiros. Quantidade de formicida calculada conforme instruções do fabricante. Depois do primeiro combate fizemos de 3 em 3 meses o combate sistemático.

10-  Não fizemos ainda nenhuma capina ou roçada. O que fizemos foi um coroamento depois do sexto mês de plantio apenas nas mudas que apresentaram mato competição. Após o coroamento aplicamos FORDOR com pulverizador costal na área do coroamento feito.

11-  Aplicamos no pé das mudas no mês de fevereiro e março (antes da seca) o produto REDIRENOVARE que é um produto a base de turfa. Este produto age na facilitação da liberação dos nutrientes que estão no solo. Nossa intenção foi fortalecer as mudas a fim de que elas ficassem aptas para enfrentar a seca.

12-  Usamos também o produto REDISTART que é um bioativador florestal, também considerado um fertilizante líquido e sua aplicação é folear. Este produto foi aplicado em dezembro, de dois a três meses após o plantio. Aplicamos com pulverizadores costais.

OBSERVAÇÃO: Os produtos REDINOVARE e REDISTART foram fornecidos gratuitamente pela REDI FERTILIZANTES que em troca solicitou o acompanhamento dos resultados práticos e a passagem deste resultado para eles.

Milton Frank, associado da ABPMA

Fonte: ABPMA

     Originário da costa ocidental africana, hoje o mogno africano ganha espaço no cenário mundial, especialmente no Brasil, onde é a principal madeira nobre cultivada. Com interessante valor econômico, o mogno africano tem boa cotação no mercado internacional e excelente uso comercial, devido à raridade e beleza da madeira, que é usada em movelaria, construção naval e em sofisticadas peças ornamentais.

     Além do alto aproveitamento econômico, o plantio do mogno africano torna-se interessante pela capacidade de adaptação em todo território nacional, pela revitalização de áreas degradadas e cultivo em consórcio com demais espécies, tais como banana, café, milho, soja, sorgo e outras, além do cultivo também em sistema de integração lavoura-pecuária-floresta.

     Entre as quatro espécies conhecidas pela denominação genérica de mogno africano, a Khaya ivorensis é a que tem apresentado melhor desenvolvimento, seguida da Khaya antoteca e pela K. grandiflora. Apesar de contar com bom crescimento, a Khaya senegalensis esgalha mais demandando maior cuidado .

     Histórico – Em 1976, cinco exemplares da Khaia ivorensis cultivadas na sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém-PA, chamaram a atenção pelo crescimento, altura e diâmetro atingidos. Mas as primeiras sementes do mogno africano só foram produzidas no país em 1989, permitindo que agricultores locais iniciassem a difusão do plantio da espécie.

     Com desenvolvimento mais vigoroso e abundante, a Khaya ivorensis tomou, em alguns casos, áreas onde já havia sido plantado mogno brasileiro no Pará, e de lá a plantação se espalhou também para o centro-sul do país, chegando a Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

     Vantagens – De tronco retilíneo – característica importante para uma espécie madeireira –, o mogno africano ainda leva vantagem sobre seus pares que pertencem à mesma família, como o próprio mogno brasileiro, o cedro e a andiroba. Também fornecedoras de madeira de qualidade, essas espécies são, no entanto, mais vulneráveis ao ataque da broca-das-ponteiras, o que favorece a emissão de ramos laterais e torna o tronco curto, o que faz com que os exemplares percam valor como produto madeireiro.

     Além disso, é possível plantar mogno africano em sítios, chácaras ou fazendas, mesmo que, por se tratar de árvore de grande porte, não seja recomendado o plantio próximo a casas, galpões e redes elétricas e de telefone. Se for necessário, as sementes podem ser armazenadas por mais de um ano, mas precisam estar secas e envasadas em embalagens à prova de vapor d’água, além de mantidas em câmaras frias ou geladeira, sob temperatura entre 5º e 8 ºC.

     O mogno africano tem bom desenvolvimento em solos de terra firme, preferencialmente em locais com clima tropical úmido, mas também se adapta bem a regiões de clima subtropical. As adubações devem ser feitas com base na análise de solo, mas a espécie responde muito bem à adubação orgânica, sendo que uma planta adubada com esterco tem crescimento 50% superior no primeiro ano.

     Entre 15 e 20 anos, o mogno africano atinge a idade de corte. Com os cuidados necessários, como controle de mato, adubação e verificação de doenças, o tronco deverá estar com 12 a 15 metros de comprimento e diâmetro entre 60 e 80 centímetros.

     Devido ao seu alto valor agregado, a busca pelo mogno africano continua a crescer, o que torna o seu plantio um promissor investimento a médio e longo prazo, especialmente pelo fato de que há um déficit da madeira no panorama internacional, o que a torna cada vez mais requisitada. Além disso, a alta rentabilidade da madeira, quando comparada a outras culturas, ajuda a consolidar o mogno africano como um negócio sustentável e altamente lucrativo.

O mogno africano tem boa cotação no mercado internacional e excelente uso comercial, se tornando uma boa opção de investimento a médio e longo prazo.

Fonte: CREA GO

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   Para descobrimos se o Mogno Africano é a melhor opção de investimento em se tratando de Florestas Plantadas e, principalmente, de madeiras nobres, devemos ter em mente dois principais aspectos: primeiro, o seu valor comparado as demais madeiras e, segundo, a sua taxa de desenvolvimento.

 

O Valor de Mercado

    O quadro comparativo abaixo exemplifica que, o Mogno Africano, assim como qualquer outra madeira Nobre, possui alto valor de mercado. Os valores estão em reais por metro cúbico de madeira:

    Vemos que seu valor se iguala ao Jatobá, sendo inferior, somente ao Ypê. Contudo, observamos também, que as madeiras nobres possuem um preço por metro cúbico expressivamente maior que o pinus e o eucalipto.

  Segundo a ITTO (The International Tropical Timber Organization – Organização Internacional das Madeiras Tropicais), o país de Gana exportou o metro cúbico da madeira serrada de Mogno Africano em 2014 a 629 Euros, conforme a tabela acima apresenta.

     A cotação de novembro de 2015 apresenta, ainda, uma alta dos preços. A madeira serrada de Mogno Africano da espécie Khaya Ivorensis foi exportada a 989 euros por m³. 

 O Desenvolvimento

  O Fuste de uma árvore é o comprimento do tronco que pode ser aproveitado em madeira serrada. Conforme demonstrado nas figuras abaixo, a taxa de crescimento do Mogno Africano é, em média, 1 metro de Fuste por ano.

     O DAP é o diâmetro do tronco medido na altura do peito, que no Mogno Africano evolui, em média, 5 cm por ano.

      Dessa forma, aos 10 anos, obtemos um Fuste de 10 metros e um DAP de 50 cm. Isso resulta em um volume de mais de 1,9 m³ de madeira por árvore.

  Podemos usar como parâmetro de comparação o Ipê-roxo, que somente aos 20 anos atinge, em média, um volume de 0,4 m³, conforme tabela abaixo¹.

     Esse desempenho volumétrico baixo não é exceção do ipê, mas pode ser verificado em diversas outras espécies de madeira nobre, tais como mogno brasileiro, teca, jatobá, cumaru, guanandi, entre outros.

     Conclusão

      Ao final dessas análises, concluímos que em termos de valor de mercado, o Mogno Africano se assemelha as demais madeiras nobres. Contudo, seu diferencial consiste em sua elevada taxa de crescimento, que é sensivelmente maior. Sendo, portanto, a melhor opção de investimento.

¹Ciência Florestal, v. 10 , n. 2, 2000, pág 96.

Fonte: Poupança Verde Mudas

Sabia que cada R$ 1,00 investido em Mogno Africano pode render até R$ 29,00*

A Floreste tem o prazer de indicar a seus clientes uma das madeiras mais nobres e rentáveis do mercado. Nossa melhor escolha ao indicar alta produtividade e qualidade de madeira está no Mogno Africano, Khaya Ivorensis.

Ela tem um amplo uso comercial devido às características tecnológicas e a beleza da madeira. De elevada durabilidade, fácil manuseio e secagem, o mogno africano se destaca no mercado europeu que é grande importador principalmente da espécie Khaya ivorensis.

O mogno africano pode ser até  47 vezes mais rentável do que o eucalipto. O valor do metro cúbico do mogno africano, segundo cotação de março de 2013, é de 2.500 reais aos 15 anos de idade. Já o Eucalipto tem seu metro cúbico estere vendido a 77,50 reais aos 6 anos de idade.

A demanda de madeira é alta e o Brasil já entrou em um processo de apagão florestal. Isto significa que faltará madeira para a demanda de consumo interno e externo. Este é um ótimo momento para iniciar um investimento em plantio de florestas.

Conheça o próspero investimento em plantio de Mogno africano. O trabalho da Floreste vai além da venda de mudas de Mogno Africano, é dar aos clientes informações para correção, adubação, limpeza, manejo da floresta para otimizar seu crescimento e o resultado financeiro obtido.

Entre em contato por telefone ou conheça melhor o mogno africano navegando no menu direito.

Floreste Mudas – 67 3331.1371 – 99230-8937

 

Fonte: http://mudasnobres.com.br/mogno-africano

Texto da fonte adaptado para Floreste.

 

Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano comanda o Projeto Mogno de Design, que busca familiarizar o público com essa madeira nobre

O Mogno africano é um tipo de madeira nobre com origem na costa ocidental africana. O cultivo da espécie vem ganhando popularidade no Brasil. Além disso, a beleza e raridade da madeira do mogno conferem um grande potencial de uso comercial, sendo assim utilizada em movelaria, construção naval e peças ornamentais.

E é no setor moveleiro que essa madeira recebe considerável atenção no momento, graças ao Projeto Mogno de Design, um dos principais temas da 13ª reunião da Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano (ABPMA), entidade que comanda o projeto.

Segundo Patrícia Fonseca, diretora executiva da ABPMA, uma das metas ao dar início ao Projeto Mogno de Design era divulgar positivamente o mogno africano para todos aqueles que trabalham com madeira nobre, principalmente, o segmento moveleiro, que utilizaria o mogno africano para aproveitar toda sua beleza e se beneficiar de vantagens como rápido crescimento e fornecimento em larga escala. Considerada uma espécie exótica, que não é nacional, o mogno africano é livre para corte e também pode contribuir para a diminuição do desmatamento das florestas brasileiras.

O Projeto Mogno de Design também visa estar perto de estudantes de Design, Decoração e Arquitetura, pessoas que, futuramente, indicarão o mogno africano para clientes. A ideia é futuramente abrir um concurso de Design com premiação para estudantes espalhados por todo o país.

Ao mesmo tempo, o projeto deve se dedicar a ações sociais em parques e ambientes onde o público possa conhecer e ter contato com a matéria-prima. “A apresentação de peças esculturais criadas pelos nossos designers parceiros fomentará nos potenciais consumidores, arquitetos, designers, marcenarias, indústrias, o desejo pelo mogno africano. Queremos que seja inserida no melhor nível de mercado que uma madeira nobre possa alcançar e que seja usada em larga por todos aqueles que trabalham com essa matéria prima”, revela Patrícia Fonseca.

Designers com experiência em trabalhos criativos com madeira e com projeção nacional e internacional são os mais propensos a serem convidados para participar do projeto. Mas, só talento não basta. “É fundamental que se encantem com o mogno africano para que possam usar toda a força de sua criatividade. Fornecemos a madeira sem custo algum e sem nenhuma exigência quanto ao objeto a ser criado”, conta Patrícia.

Até o momento, o Projeto Mogno de Design está sendo divulgado somente a nível nacional, porém, um dos passos mais importantes da ABPMA é atingir o mercado importador de madeiras do Brasil, o que deve fazer com que em breve um plano de divulgação internacional seja colocado em prática.

Fonte: www.emobile.com.br

O primeiro sistema de Integração Lavoura-pecuária-floresta (ILPF) concebido especialmente para agricultura familiar no Pará foi apresentado ao público nesta quinta-feira (16), em Santarém, no dia de campo promovido pela Embrapa Amazônia Oriental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em área de produtor parceiro da instituição.

O projeto piloto, implantado este ano, inclui componentes de lavoura, pastagem, pecuária e floresta dispostos na mesma área, em cultivo consorciado. “São todas opções tecnológicas disponíveis para adoção imediata, reforçando a ideia de que, na Amazônia, é possível fazer agricultura familiar com tecnologia, de forma competitiva. O desafio é possibilitar o acesso do agricultor familiar à tecnologia”, afirma o pesquisador Eduardo Maklouf, responsável pelo experimento.

Entre as tecnologias empregadas nesse sistema integrado ILPF proposto para agricultura familiar, estão quatro que fazem parte das opções tecnológicas do Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, do governo federal. Além do ILPF, há também recuperação de áreas degradadas, Sistema Plantio Direto e florestas plantadas, todas com possibilidade de financiamento aos produtores

Área degradada

O ILPF aumenta a produtividade das culturas e permite a recuperação de áreas degradadas, como era o caso de parte da propriedade do agricultor Nelson Ferreira do Nascimento, da comunidade Boa Esperança, nos arredores de Santarém, onde a Embrapa instalou o experimento pioneiro em área considerada totalmente improdutiva.

Segundo o agricultor, a família já estava enfrentando dificuldade com a produção, especialmente a do milho, a ponto de ele e seus filhos quase desistirem de continuar na lida com a terra. “A nossa parceria com a Embrapa surgiu bem nesse momento, de desesperança, mas decidimos apostar na tecnologia e está sendo muito produtivo, até árvores resolvemos plantar pensando no futuro. Onde não dava mais nada agora temos abundância”, avalia o produtor.

O sistema ILPF desenvolve cadeias produtivas para produção de alimentos como carne e grãos e madeira para energia, construção civil e movelaria, em áreas antropizadas (já alteradas pelo homem) consolidadas. Nos três primeiros anos deste modelo desenhado em conjunto com a família do agricultor, planta-se milho entre as faixas de árvores (mogno africano, cumaru e andiroba), seguido de capim para pasto (Brachiaria ruzizienses).

A mandioca também faz parte do sistema, implantada nos dois primeiros anos nas entrelinhas das espécies arbóreas. Os animais entram a partir do segundo ano para serem manejados em pastejo rotacionado intensivo. O experimento contém ainda feijão-caupi, arroz e tomate.

Grãos em Belterra na sexta-feira (17)

Outro evento da Embrapa envolvendo sistema Integração Lavoura-pecuária-floresta no Oeste do Pará ocorre nesta sexta-feira (17), desta vez em Belterra, no campo experimental da instituição. Nesse dia de campo vão ser apresentados os avanços das pesquisas para melhoria de qualidade do solo e produção de grãos (milho, soja e arroz) nas condições do Oeste paraense, cultivados em ILPF e Sistema Plantio Direto.

Os estudos com grãos permitem identificar o potencial de materiais genéticos adaptados às condições locais e em diferentes arranjos, capazes inclusive de possibilitar duas culturas no mesmo ano agrícola em sistema de safra e safrinha. Os pesquisadores buscam também definir espaçamento e densidade de semeadura, controle de plantas invasoras, de insetos e doenças, bem como definição de doses econômicas de adubação.

“A intensificação no uso da terra sem práticas sustentáveis propicia o desequilíbrio e a degradação do solo. Nestas condições, o solo requer sistemas que o conservem e mitiguem impactos, como o Sistema Plantio Direto, possibilitando a formação de palhada”, destaca o pesquisador Carlos Veloso, coordenador técnico do evento em Belterra.

O dia de campo é aberto ao público interessado, a exemplo de produtores rurais, engenheiros agrônomos e florestais, técnicos, extensionistas, professores e estudantes, além de agentes financeiros.

Fonte:rondoniagora

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No semiárido nordestino, uma oportunidade de negócio surge com alta rentabilidade aos investidores. Segundo a Associação Brasileira de Reflorestadores do Semiárido (ABRS), realizando o reflorestamento em uma área de um hectare, dependendo da espécie florestal – com um investimento que varia de R$ 15 a 30 mil – o produtor poderá ter uma receita real de R$ 100 mil a R$ 500 mil, ao longo de oito a 12 anos. “O produtor tem que ter a visão de futuro, e citando como exemplo ao plantar mil árvores de mogno, poderá, em dez anos, ter uma receita de R$ 1 milhão”, destaca o presidente da entidade, engenheiro agrônomo Chico Rosa.

Segundo o especialista, a relação de custo-benefício é muito boa, diante de um mercado em crescente ascensão pelos apelos ambientais, porque está proibido o consumo de madeira de floresta nativa, só podendo de florestas plantadas, ou seja, áreas de reflorestamento, como o mogno africano, por exemplo, que é bastante resistente à falta de chuvas, ideal para a região Nordeste. “O mais importante é que o pacote tecnológico, em desenvolvimento aqui no Ceará, é bastante simplificado e ao alcance do produtor rural”, ressaltou Rosa, que também é presidente do Grupo Gestor Estadual do Programa Agricultura de Baixo Carbono.

Oportunidade
Com experiência na área há dez anos, o engenheiro agrônomo Chico Rosa diz que o reflorestamento é uma nova e sólida opção de renda para todo o ambiente agrário, seja para mini, pequenos, médios e grandes produtores. No Ceará, já existe plantios iniciados com mogno em mais de 30 municípios, sendo o município de Nova Russas o centro difusor, com vários plantios já implantados, com perspectiva de colheita já para os próximos cinco anos.
Já na área de reflorestamento com sabiá, o município de Granja é o pioneiro e juntamente com outros 20 municípios, e já exporta estacas de sabiá para os Estados de Pernambuco, Alagoas. Sergipe e Bahia. No município de Marco, já existe um campo experimental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – juntamente com a Universidade Federal do Ceará (UFC), Governo do Estado, Sindicato da Indústria do Mobiliário no Ceará (Sindmóveis/Fiec) –, que conta com várias espécies florestais nobres, como cedro, mogno, ipê, teca e outras como aroeira e angico.

Discussão
Tendo em vista a importância de uma nova atividade com alta rentabilidade econômica e sustentação ambiental para o produtor e empreendedores rurais, é que a coordenação do Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste), realizará no dia 23 de junho, de 13 às 17h30, o I Encontro de Reflorestadores do Semiárido, coordenado pela ABRS. O evento faz parte da programação do seminário, que será realizado de 21 a 23 de junho próximos, no Centro de Eventos do Ceará, e promovido pelo do Sistema Faec/Senar/Sebrae-Ce.

Na programação constam palestras sobre: Reflorestamento com Mogno no Ceará, Logística de Implantação de Projetos, Reflorestamento de Sabiá e outras culturas de sequeiro e ainda sobre os Programas Governamentais para o Setor, na área de crédito e fornecimento de insumos, tecnologia e assistência técnica.

Para participar do I Seminário de Reflorestamento do Semiárido, os interessados poderão se inscrever através do site do Pecnordeste (www.pecnordestefaec.com.br) –onde consta toda a programação do evento ­­–, ou ligar para o telefone (85)-3535-8009 para obter outras informações.

Fonte: O Estado do CE

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  • Roteiro Europa

    Neste início de segundo semestre de 2016, o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF) estará em solo europeu para participar, prospectar e trazer soluções em negócios florestais para o Brasil, passando pela França, Alemanha e Suíça.

     

    Além da presença em 2 importantes eventos do setor florestal: Carrefour International Du Bois (França) e KWF-Tagung (Alemanha), o IBF estará em Zurique, na Suíça, para realização de visitas e reuniões com empresas do setor florestal.

  • Carrefour International Du Bois (França)

    O primeiro evento que o IBF participará será o do Carrefour International Du Bois, que acontece entre os dias 1 e 3 de junho, na cidade de Nantes, na França.
    Esta feira é organizada a cada 2 anos e conta com a presença dos principais grupos de madeira da Europa. Ao longo dos 3 dias, a feira conta com a participação de mais de 500 expositores e 10.000 visitantes oriundos de 60 países.
    Os participantes encontrarão todos os tipos de produtos, inovações e soluções disponíveis sob o mesmo teto.

     

    Os eventos desta feira (conferências, assembleias, reuniões) a transformaram em uma feira imperdível por todo o ciclo de negócios da madeira, sendo um termômetro do mercado.

  • KWF-Tagung (Alemanha)

    Paralelo a participação no Carrefour International Du Bois, o IBF também estará presente no KWF-Tagung, que acontece no período do dia 9 à 12 de junho, na cidade de Roding, na Bavária (Alemanha).

     

    Este evento é realizado a cada 4 anos e está na 17ª edição, sendo considerada a maior feira florestal de demonstrações do mundo, além de ser o encontro florestal mais importante do setor.

     

    Tradicionalmente, os encontros da KWF consistem em três elementos: Maquinário florestal e inovações, encontros a campo e congressos científicos.

  • Participação em Feiras e Reuniões de Negocio:

    Por meio desta Missão Europa, o IBF buscará oportunidades de transferência de tecnologia florestal Europa/Brasil e Brasil/Europa. Assim sendo, realizará alguns encontros:

     

    01, 02 e 03/06/2016 (4ª, 5ª e 6ª feira)
    Carrefour International Du Bois
    Nantes | FRANÇA

     

    06, 07 e 08/06/2016 (2ª, 3ª e 4ª feira)
    Zurique | SUÍÇA

     

    09, 10/06/2016 (5ª, 6ª feira)
    KWF-Tagung
    Roding | ALEMANHA

     

    10/06/2016 – 6ª feira
    Roding | ALEMANHA
    Local: À definir
    Horário: À definir

     

    11/06/2016 – Sábado
    Stuttgart | ALEMANHA
    Local: À definir
    Horário: À definir

 

Fonte: IBF

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É o que acredita o professor doutor Jorge Malinovski, diretor geral da Malinovski Florestal

O renomado professor doutor aposentado Jorge Malinovski participou do 4º Workshop Internacional do Mogno Africano, proferindo palestra sobre fatores que podem influenciar o plantio florestal. Diretor geral da Malinovski Florestal, ele explicou sobre o histórico da empresa e sua presença em outros países, além dos inúmeros eventos de sucesso, como a Expoforest e a recém-lançada Lignum.

Segundo Jorge Malinovski, o mogno africano tem 15 mil hectares plantados no Brasil. Ele acredita que este número deve aumentar, mas ainda é incipiente quando comparado ao eucalipto e pinus. Para isso, é necessário trazer valor agregado ao produto com os desbastes no momento certo, com espaço adequado, além da poda. Malinovski acredita que o sistema silvipastoril será oportuno para o mogno africano. “É preciso escolher bem o tipo de produto, com um foco para infraestrutura, porque com uma boa estrada evita-se perdas”, explicou.

De acordo com Jorge Malinovski, é necessário definir o negócio, ou seja, se será em chapas, serrarias ou laminação, para que, a partir daí, seja possível enfrentar os desafios e restrições. Para ele, os produtores rurais devem buscar mais informações sobre o plantio, além de procurar conhecer o código florestal, para saber o percentual de reserva legal, além do custo da terra, da mão de obra especializada e das pragas e doenças. “O segmento florestal é o que mais protege o meio ambiente”, destacou Maliinovski.

Ele lembrou que o Brasil é o país ideal para investir em florestas, por ter clima e tecnologia para o setor. Malinovski disse, ainda, que há mercado, mas cada caso precisa ser estudado. Para ele, o mogno africano será um negócio lucrativo e rentável, embora a avaliação preliminar seja boa no sentido de mostrar-se como uma poupança no longo prazo. “É fundamental um planejamento detalhado”, acrescentou Malinovski.

Fonte: Painel Florestal

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