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Computadores, impressoras, teclados, televisões, celulares. Eletroeletrônicos não devem ser jogados no lixo comum quando acaba sua vida útil, pois os materiais usados na composição desses equipamentos são muitas vezes tóxicos – e também valiosos, já que ouro e prata, por exemplo, fazem parte dos circuitos. A chamada sucata eletrônica deve ser recolhida e enviada a empresas especializadas na reciclagem desses produtos, em um processo chamado de manufatura reversa. O nome ilustra bem as etapas: desmontar, separar partes e extrair diferentes elementos de cada componente, ou seja, uma lógica que faz o caminho contrário ao da produção de equipamentos.
 “Tudo é passível de ser reciclado”, afirma Ronylson Freitas diretor da RecicloAmbiental, empresa do setor. A diferença, continua ele, é que alguns produtos são mais difíceis de serem decompostos e reutilizados. Então por que não se recicla tudo? Falta conscientizar a população sobre a possibilidade e a necessidade de dar destinação correta à sucata eletrônica, diz o empresário.
Freitas destaca que a reciclagem permite evitar a contaminação do ambiente por metais pesados e interromper a superlotação de lixões e aterros sanitários. Além disso, recoloca matérias-primas no ciclo de produção – gerando emprego e renda – e evita que haja mais degradação com a extração de novos materiais.
Referências: SALVES, Déborah. Saiba o que acontece com a sucata eletrônica.Disponível em: <http://www.terra.com.br/noticias/tecnologia/infograficos/sucata-eletronica/>. Acesso em: 08 fev. 2016

CASO SEJA BEM-SUCEDIDA, A NOVA TECNOLOGIA EM TESTE, NO MAIOR INCINERADOR KLEMETSRUD DE OSLO, NA NORUEGA, VAI PERMITIR QUE O LIXO GLOBAL AJUDE A REDUZIR O AQUECIMENTO GLOBAL.

O incinerador de Klemetsrud queima lixo doméstico e industrial emitindo mais de 300.000 toneladas de dióxido de carbono por ano, cerca de 0,6% do total de emissões produzidas pelo homem daquele país. Mas, através desta metodologia, poderá ajudar a captar e enterrar gases com efeito de estufa em locais como centrais a carvão e fábricas que utilizam combustíveis fósseis.

Até agora, os altos custos desta tecnologia têm desacelerado a sua implementação, contudo, decorrerão testes em cinco contentores da fábrica e irão capturar dióxido de carbono a uma taxa equivalente a 2.000 toneladas por ano, até ao fim de abril.

Segundo avança o Climate Central, caso os testes sejam bem-sucedidos uma fábrica de captura de carbono será construída, em Oslo, até 2020. Mais tarde, estes gases “culpados” pelo aumento da temperatura global, secas, inundações e aumento do nível médio do mar, serão transportados para o Mar do Norte e injetados em campos de petróleo e gás, para ajudar a aumentar a pressão e produção.

Existe um grande potencial neste mercado, em todo o mundo”, explicou Valbord Lundegaard, responsável pela Aker Solutions, a empresa de engenharia que está a desenvolver os testes.

Gazeta do Rossio
Fonte: Green Savers

ae