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O NÍVEL de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentou a uma velocidade inédita em 2015, relataram recentemente os cientistas do Governo dos Estados Unidos da América (EUA), reforçando as preocupações sobre um dos principais gases com efeito de estufa.

A medição foi feita no observatório que a agência governamental para os oceanos e a atmosfera (NOAA, na sigla em Inglês) tem em Mauna Loa, no Havai.

“A taxa de crescimento anual do dióxido de carbono na atmosfera (…) saltou 3,05 partes por milhão durante 2015, o maior aumento anual em 56 anos de investigação”, adiantou a NOAA, em comunicado.

O ano passado também foi o quarto consecutivo em que o dióxido de carbono na atmosfera aumentou mais de duas partes por milhão.

Em relação a Fevereiro, o nível global atmosférico do dióxido de carbono foi de 402,59 partes por milhão, o que é uma subida significativa em relação aos tempos pré-industriais.

Antes de 1800, o dióxido de carbono na atmosfera era de 280 partes por milhão.

“Os níveis de dióxido de carbono estão a aumentar mais depressa do que ocorreu durante centenas de milhares de anos”, especificou Pieter Tans, o principal cientista da Rede de Referência Global dos Gases com Efeito de Estufa da NOAA.

A situação atual, comparou, “é explosiva quando comparada com o processo natural”.

Fonte: www.jornalnoticias.co.mz

Usar produtos feitos de cortiça ajuda a remover da atmosfera os gases com efeito estufa. Além de ser um dos grandes contributos da economia portuguesa, a cortiça é “um reservatório de carbono”, o que contribui para que este elemento seja retirado da atmosfera, conclui um estudo desenvolvido na Universidade de Aveiro, pela investigadora Ana Cláudia Dias.

“O setor de cortiça é um sumidouro efetivo de gases com efeito de estufa, uma vez que o sequestro de dióxido de carbono da atmosfera é bastante superior às emissões desses gases emitidos ao longo do setor, desde a floresta até ao destino final dos produtos de cortiça”, explica Ana Cláudia Dias, investigadora do Departamento de Ambiente e Ordenamento e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA) e coordenadora do estudo que pretendeu avaliar a pegada de carbono do setor da cortiça em Portugal.
A investigação da (UA) foi a primeira em Portugal a quantificar a pegada de carbono do setor da cortiça e confirma o contributo ecológico do sobreiro e do ecossistema que o envolve. “Por cada tonelada de cortiça produzida, o montado sequestra mais de 73 toneladas de dióxido de carbono, o equivalente às emissões daquele gás libertadas para percorrer cerca de 450 mil quilómetros de automóvel”, revela uma nota divugada pela UA.

Experiência em Coruche
Na Herdade da Machuqueira do Grou, em Coruche, o Instituto Superior de Agronomia (ISA), parceiro da UA neste estudo, realizou uma experiência ao longo dos últimos sete anos, que registou a quantidade de dióxido de carbono retirada da atmosfera por um ecossistema de montado (formado por sobreiros, solo e toda a restante vegetação característica dos montados) com uma média de 177 árvores por hectare.
Os investigadores avaliaram ainda a quantidade de gases com efeito de estufa emitida pelo setor nacional da cortiça, “desde a floresta até ao destino final dos produtos feitos à base de cortiça, incluindo o respetivo processamento industrial”, informa a UA, revelando que “o saldo é extremamente positivo para o meio ambiente”.

Cortiça: um reservatório de carbono
Como a cortiça tem a capacidade de reter o carbono absorvido durante o crescimento do sobreiro, permite que esta árvore seja “um reservatório de carbono ao longo do seu ciclo de vida, garantindo que por cada tonelada de cortiça duas de dióxido de carbono sejam sequestradas da atmosfera”.
Sendo assim, “os produtos produzidos a partir de cortiça nacional constituem reservatórios crescentes de carbono, quer durante a sua utilização, quer quando são depositados em aterro, tendo acumulado entre 150 e 250 mil toneladas de dióxido de carbono por ano nos últimos 15 anos”, sublinha Ana Cláudia Dias. Os resultados da investigação indicam que “a utilização de produtos de cortiça contribui para a mitigação das alterações climáticas, quer pela sua capacidade de acumular carbono, quer pelo facto de substituírem produtos alternativos mais intensivos do ponto de vista energético”, acrescenta a cientista.
Financiado por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do Compete, o projeto desenvolveu um modelo de cálculo que permite que os produtos de cortiça passem a ser incluídos nos inventários nacionais de gases com efeito de estufa, tal como já sucede com os produtos de madeira.
Ana Cláudia Dias não tem dúvidas em afirmar que o estudo dotou o setor da cortiça de informação e ferramentas que ajudam à tomada de decisão “no que respeita a práticas que possam otimizar a pegada de carbono do setor” e reforçam o papel do setor “como elemento importante na mitigação das alterações climáticas”.
O montado é um ecossistema criado pelo homem e característico da região do Alentejo. São, na verdade, florestas de sobreiros que subsistem apenas no Mediterrâneo – sobretudo nas regiões a sul da Península Ibérica, Argélia e Marrocos. Portugal, onde o montado é legalmente protegido, tem a maior extensão de sobreiros do mundo e lidera as exportações, com uma quota que ronda os 65%.
Segundo a Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), Portugal concentra 34 por cento da área mundial de montado, o correspondente a uma área de 736 mil hectares e 23 por cento da floresta nacional. A  APCOR cita um estudo do ISA que refere que o montado pode fixar cerca de seis toneladas de carbono por hectare e ano, o que corresponde, no caso de Portugal, a mais de quatro milhões de toneladas de carbono por ano. Um sobreiro vive em média 200 anos.

Fonte: Mundo Português

CASO SEJA BEM-SUCEDIDA, A NOVA TECNOLOGIA EM TESTE, NO MAIOR INCINERADOR KLEMETSRUD DE OSLO, NA NORUEGA, VAI PERMITIR QUE O LIXO GLOBAL AJUDE A REDUZIR O AQUECIMENTO GLOBAL.

O incinerador de Klemetsrud queima lixo doméstico e industrial emitindo mais de 300.000 toneladas de dióxido de carbono por ano, cerca de 0,6% do total de emissões produzidas pelo homem daquele país. Mas, através desta metodologia, poderá ajudar a captar e enterrar gases com efeito de estufa em locais como centrais a carvão e fábricas que utilizam combustíveis fósseis.

Até agora, os altos custos desta tecnologia têm desacelerado a sua implementação, contudo, decorrerão testes em cinco contentores da fábrica e irão capturar dióxido de carbono a uma taxa equivalente a 2.000 toneladas por ano, até ao fim de abril.

Segundo avança o Climate Central, caso os testes sejam bem-sucedidos uma fábrica de captura de carbono será construída, em Oslo, até 2020. Mais tarde, estes gases “culpados” pelo aumento da temperatura global, secas, inundações e aumento do nível médio do mar, serão transportados para o Mar do Norte e injetados em campos de petróleo e gás, para ajudar a aumentar a pressão e produção.

Existe um grande potencial neste mercado, em todo o mundo”, explicou Valbord Lundegaard, responsável pela Aker Solutions, a empresa de engenharia que está a desenvolver os testes.

Gazeta do Rossio
Fonte: Green Savers

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