Tecnologia

Redução na conta de energia pode chegar a 95% por mês.
Investimento inicial se paga em torno de seis anos, diz especialista

O sol é uma fonte com potencial para produzir energia elétrica de forma econômica e sustentável e o Brasil tem um grande potencial fotovoltaico. De acordo com Luís Guilherme Campos de Oliveira, sócio proprietário de uma empresa de energia solar em São Roque (SP), a economia pode chegar a até 95% na conta de energia por mês.

“O painel solar produz mais ou menos energia de acordo com a radiação do local, mas todas as casas e empresas podem ter energia solar”, explica Oliveira. “A Alemanha foi uma das pioneiras nesse ramo e no local com menos sol no Brasil tem 30% a mais de potencial fotovoltaico do que no lugar com mais sol na Alemanha”, afirma.

O governo brasileiro vem estudando formas de impulsionar a geração solar fotovoltaica no país, conforme afirmou o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, na abertura de um evento relacionado ao tema. O Brasil deve integrar o ranking dos 20 maiores produtores de energia solar em 2018, segundo o boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2015”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). China, Estados Unidos e Alemanha são os países que têm mais potência instalada atualmente, segundo o Portal Brasil, do Governo Federal.

Sistema de energia solar (Foto: Divulgação)Sistema de energia solar (Foto: Divulgação)

O especialista explica que existem três estruturas básicas no sistema de energia solar: a de fixação, os painéis solares – que são compostos por células fotovoltaicas que recebem luz do sol e convertem em corrente continua – e o inversor, que transforma essa energia em corrente alternada, que é a usada em residências.

Há oito meses, o engenheiro eletricista Diego Branco, também de São Roque, usa energia solar em sua casa. Ele relata que a instalação dos painéis foi realizada em um dia. “É feito um projeto anterior para definir o ponto em que esses painéis serão instalados. Em chácaras ou lugares abertos, por exemplo, dá para colocá-los no chão, em áreas verdes. Dá para adequar o lugar onde as placas serão colocadas”, conta.

Diego conta que optou pela instalação do sistema solar depois da alta nos preços da energia elétrica tradicional. “Tive um investimento inicial em torno de R$ 15 mil com seis painéis e o inversor. Mas no fim do mês, a minha conta caiu de R$ 130  para cerca de R$ 30”, contabiliza.

“O investimento inicial se paga em torno de seis anos. Investir em energia solar é melhor que qualquer aplicação financeira no mercado porque a taxa de retorno do investimento fica em torno de 20%”, expõe Luís Guilherme.

O especialista explica que o sistema solar funciona como um sistema de crédito e débito. “Se a pessoa produzir mais energia do que consumir, ela vai para a rede da concessionária. Com as mudanças das leis da Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL, o que foi ela produziu e não consumiu pode abater conta de outras residências ou comércios que tenham o mesmo CNPJ ou CPF e que sejam atendidos pela mesma concessionária.”

“Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou ainda que existe valorização de mais de 10% de imóveis que tem energia solar e esses imóveis são vendidos 30% mais rápido”, afirma Oliveira. “Durante o dia, a energia excedente que você produz é mandada para a rede da concessionária. A noite, ou em dias sem sol, você pega a energia que mandou para lá”, explica.

O especialista destaca também que durante apagões, por questões de segurança, a energia de locais com sistema solar também é cortada. Mas ele afirma que, se nesse período o dia estiver ensolarado, a energia ainda é produzida e enviada para a rede da concessionária.

Manutenção
Uma das vantagens que atraiu o engenheiro Diego Branco foi a baixa manutenção do sistema solar. Guilherme explica que ela é quase inexistente e ressalta que em apenas alguns casos é preciso uma limpeza simples com água e sabão.

O especialista ainda fala sobre outra vantagem. “É possível verificar a produção de energia do estabelecimento no computador ou tablet, através de um site específico. O sistema mostra quanto foi produzido no dia, no mês, no ano, além de saber quanto o local deixou de emitir de CO2.”

A preocupação com o meio ambiente também foi um fator decisivo para Diego Branco optar pela energia solar. “Se tivéssemos mais casas e empresas com solar, teríamos menos termoelétricas ligadas, que é uma fonte de energia mais cara e suja”, comenta. “A energia solar é totalmente limpa e, por causa da menor emissão de Co2 há uma redução do efeito estufa”, conclui Luís Guilherme.

É feito um projeto para definir onde os painéis solares serão instalados (Foto: Divulgação)É feito um projeto para definir onde os painéis solares serão instalados (Foto: Divulgação)

O Brasil é repleto de jovens talentosos à espera de um empurrãozinho para chegar lá! E um exemplo dessa afirmação é a história de duas jovens gaúchas, Letícia Camargo Padilha, de Novo Hamburgo, e Samantha Karpe, de Ivoti, ambas cidades do Rio Grande do Sul.

Em 2012, quando cursavam o ensino médio e o curso técnico de mecânica, as amigas, na época com 18 e 17 anos, tiveram de criar um projeto científico como trabalho escolar da Fundação Liberato, uma tradicional e conceituada escola de Novo Hamburgo, famosa pelo incentivo que oferece aos alunos no desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação.

E foi desse trabalho escolar que as jovens criaram um produto extremamente inovador e sustentável, o Poliway.

“Com muito esforço, ouvindo muitos ‘nãos’, caminhando sob  sol e  chuva, visitando inúmeras empresas e laboratórios, dias e noites sem dormir, e muita pesquisa,  obtivemos resultados satisfatórios e tiramos uma ideia mirabolante da nossa cabeça para a realidade”, conta Letícia.

A tal “ideia mirabolante”, como define a “inventora”, é um novo estilo de pavimento, que utiliza em sua composição um tipo de plástico reciclado que hoje, muitas vezes, é descartado indevidamente na natureza. “O Poliway é cerca de cinco vezes mais resistentes que os pavimentos convencionais. Enquanto um asfalto normal se rompe, ao suportar mil quilos, o PoliWayaguenta cerca de cinco mil e se deforma três vezes menos. Além disso, nosso produto é, aproximadamente,  15% mais barato que o pavimento convencional e, em relação a material,  cerca de 50%. Tudo isso com a vantagem de preservar o meio ambiente, trazer mais segurança, evitando acidentes e salvando vidas”, explica.

Nos anos que se seguiram à invenção, as amigas foram colecionando prêmios e participações de destaque em diversas amostras e feiras pelo Brasil e também no mundo.

“Participamos da Mostratec, um evento realizado pela própria Fundação Liberato, quando recebemos três prêmios. Um deles foi uma credencial para participar de uma feira na Turquia. Em 2013, participamos da Feicit, da Mostratec e da DOESEF. Em 2014, fomos surpreendidas com o convite para participar de uma eliminatória para o quadro ‘Jovens inventores do Caldeirão do Huck’, na Rede Globo. Fomos selecionadas e ganhamos R$ 30 mil. Também em 2014, ganhamos o Prêmio Jovem Brasileiro na área Meio Ambiente, e o Prêmio Brasil Criativo, na área Arquitetura. Em 2015, fomos finalistas do BraskemLabs, um projeto de fomento a startups que utilizam o plástico para mudar a vida das pessoas”, enumera orgulhosa a agora estudante de Engenharia Civil, fazendo questão de acrescentar uma nova conquista: “E agora, no meio do ano, vamos carregar a Tocha Olímpica das Olimpíadas do Rio de Janeiro”.

 

Em busca de apoio

Apesar de todos os prêmios, as meninas ainda não tiveram os recursos necessários para continuar as pesquisas e transformar o Poliway em um produto comercial.

Hoje Letícia cursa Engenharia Civil, e Samantha, Engenharia Mecânica, e trabalham na área de engenharia, mas não com o produto que inventaram. Como precisam de dinheiro para sobreviver, não conseguem se dedicar mais ao projeto, porém não abrem mão do sonho de viabilizar o produto. “Nosso grande sonho, é poder trabalhar com o nosso projeto, com a nossa ideia. Temos o estudo, o conhecimento e os resultados, mas falta o apoio para tornar tudo real”, comenta Letícia.

À espera de empresas ou investidores que acreditem no projeto, as meninas gaúchas creem  que o futuro reserva grandes planos para elas.  “Ainda acreditamos em fazer um caminho melhor para os nossos filhos e amigos.  Sonhamos com estradas seguras, sem buracos, caminhos ecológicos, com a natureza conservada e limpa. Há muito plástico por aí esperando para virar asfalto”, finaliza.

E, se alguém podia desconfiar de duas meninas de 17 e 18 anos que criaram  um produto dessa complexidade, em uma feira de ciências do interior do Rio Grande do Sul, quem se atreverá agora a não acreditar no plano de Letícia e Samantha?

O Brasil torce por vocês!

 

Saiba mais sobre o trabalho de Letícia e Samantha:

Facebook Poliway

Participação no Programa Caldeirão do Huck

Vídeo sobre o Poliway

Fonte: renataspallicci Blog

Um projeto de longa duração para realização de pesquisas e difusão tecnológica na área da Agrishow foi apresentado durante a 23ª edição da Feira, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Vitrine Tecnológica Sustentável terá foco no desenvolvimento e transferência de tecnologia em pecuária de corte e recuperação de áreas degradadas, por meio do uso da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

O projeto prevê a implantação do sistema ILPF em uma área de 44 hectares que ficará dentro da Agrishow até 2028 e será de responsabilidade da Agência, por meio de seus polos regionais e do Instituto de Zootecnia (IZ), e da Embrapa Meio Ambiente. O projeto total é estimado em R$ 3 milhões. A Apta e a Embrapa buscam parcerias com instituições privadas para a execução dos trabalhos.
O projeto foi lançado em 28 de abril de 2016, o objetivo da parceria é gerar, consolidar e promover tecnologias para a produção de bovinos de corte nas fases de recria e terminação em sistemas integrados. A expectativa é que na área sejam apresentadas oportunidades de uso eficiente do solo, considerando a recuperação de áreas degradadas ou em degradação e a renovação de áreas canavieiras.
O evento reuniu a organização da Agrishow e empresas participantes da Feira, como a empresa John Deere, que manifestou interesse em participar do projeto.

Os pesquisadores também querem mostrar aos produtores rurais a importância de incluir culturas anuais ou de ciclo longo em áreas exclusivas para pastagem. “A inserção de soja e eucalipto nessas áreas contribuem para a produtividade animal e vegetal, melhoria das condições do solo e sustentabilidade de sistemas de produção de carne. Com o sistema ILPF o produtor também diversifica sua renda. A Vitrine Tecnológica Sustentável servirá como um modelo que possibilitará o conhecimento do agricultor das novidades da pesquisa para melhorar sua produção”, afirma Renata Helena Branco, pesquisadora e diretora-geral do IZ.
De acordo com o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, o lançamento da área, que realizará pesquisa e servirá para difusão tecnológica, é um momento histórico. “Estamos muito confiantes com a realização desse projeto, que terá impactos efetivos na produtividade e sustentabilidade ambiental. As parcerias com o setor produtivo são fundamentais para a concretização desse projeto e temos a pretensão de achar que quem vier para ele, se dará muito bem, pois integraremos os conhecimentos das nossas instituições”, afirmou. Segundo Jardim, uma das diretrizes propostas pelo governador Geraldo Alckmin é aproximar a pesquisa do setor produtivo.

A expectativa é que sejam avaliados na área sistemas de sucessão de culturas que incluirão soja para a produção de grãos e milho consorciado com capim para produção de silagem, inseridas em áreas de plantio de eucalipto e mogno africano.
Os sistemas de ILPF e integração lavoura-pecuária ILP têm como vantagens a melhoria na qualidade da pastagem, o aumento do conforto animal, da conservação do solo e a diversificação da fonte de renda do produtor. O principal benefício é a recuperação de pastagem, essencial para fornecer os nutrientes necessários à alimentação animal e evitar processos de degradação, como a erosão. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo estima que 4,8 milhões de hectares de pastagens estejam em estágio mediano de degradação e outros 1,5 milhão em estágio avançado em todo o Estado de São Paulo.
O IZ iniciou, em 2015, o Programa de Produção Animal em Sistemas Integrados (Propasi) com o objetivo de desenvolver uma pecuária intensiva, com sustentabilidade ambiental e respeito ao bem-estar animal, nas unidades de Nova Odessa e Sertãozinho, interior paulista. O Programa já contempla alguns projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), com o objetivo de avaliar os diversos sistemas existentes, a influência de diferentes tipos de plantios na produção de forragem, bovinos de corte e leite e os impactos no solo e nas emissões de gases de efeito estufa. Também é objeto de estudo avaliar a produção do capim-marandu e o desenvolvimento das árvores de mogno africano em cultivo exclusivo – padrões comerciais – e em sistema ILP.

Parcerias

Durante o evento de lançamento, Paulo Herrmann, presidente da John Deere no Brasil, manifestou interesse em aderir ao projeto. Segundo Herrmann, o sistema ILPF gera a sustentabilidade ambiental, econômica e proporciona mais receita ao agricultor durante todo o ano. “Esse projeto é a grande revolução de recurso, pois possibilita trabalhar de maneira mais intensa as potencialidades dos campos tropicais. Produzir e preservar não são verbos antagônicos. Esta é uma oportunidade de montar um sistema que dê ao agricultor uma tranquilidade maior, para que ele fique mais protegido das intempéries, mitigue os riscos de clima e de mercado e tenha uma sustentabilidade econômica mais assegurada”, afirmou.
O diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Francisco Matturro, também aprovou o projeto. Segundo ele, a Vitrine Tecnológica Sustentável estará inserida em um grande centro do agronegócio, a cidade de Ribeirão Preto. “Mas a grande vantagem é a parte técnica envolvida, com os pesquisadores do mais alto nível do IZ, APTA Regional, Instituto Agronômico (IAC) e Embrapa. Temos a oportunidade de transformar esta pequena propriedade, em uma grande vitrine, junto com a Agrishow, em que o público da feira poderá conhecer o programa funcionando, com os custos computados”, explicou.

Fernanda Domiciano, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (MTB)
Embrapa Meio Ambiente
imprensa@apta.sp.gov.br

Fonte: Meio Ambiente Rio

 App BNDES Agro permite simular condições financeiras dos empréstimos e está disponível para smartphones e tablets nos sistemas Android e Apple

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, de forma pioneira, um aplicativo para empresas e pessoas físicas interessadas em linhas de financiamento agropecuárias e microcrédito. O BNDES Agro está disponível para smartphones e tablets, nos sistemas Android e Apple.

O app foi lançado na Agrishow, feira de tecnologia agrícola realizada na cidade paulista de Ribeirão Preto até esta sexta-feira, 29, e que está entre os três principais eventos mundiais do setor.

O novo aplicativo possui inúmeras funções para auxiliar os interessados em realizar operações com o Banco, trazendo informações sobre as linhas e programas oferecidos ao agronegócio e microcrédito, consulta ao Credenciamento Informatizado de Fabricantes (CFI) para máquinas e equipamentos agrícolas cadastrados, calendário de feiras importantes para o setor, além do contato direto com o BNDES, através de seus canais institucionais e redes sociais.

Outra importante função oferecida pelo BNDES Agro é o simulador financeiro, que ajuda o usuário na avaliação prospectiva de suas prestações, considerando as condições financeiras dos respectivos programas operacionalizados pelo BNDES, entre eles Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e Programa para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC).

Desempenho – O BNDES desembolsou R$ 3,1 bilhões para projetos do setor agropecuário no primeiro trimestre deste ano. As aprovações de novos financiamentos neste período somaram R$ 3,3 bilhões, com crescimento de 31% em relação ao primeiro trimestre de 2015. Nos últimos 12 meses encerrados em março, o valor desembolsado pelo BNDES para o setor agropecuário foi de R$ 13,3 bilhões.

Fonte Portal BNDES

 

Ainda incipiente no país, sistema fotovoltaico ganha espaço em residências e indústrias. Número de micro e miniusinas instaladas nos telhados em MG já é o maior do país

Apesar de estar entre os dez países que mais consomem energia em todo o mundo, de ter a seu favor o calor dos trópicos e ver o sol brilhar o ano inteiro, o Brasil ainda é dependente do sistema hidrelétrico e aproveita muito pouco o potencial da luz que vem do céu e pode baratear a conta de energia, reduzir impactos socioambientais e ainda contribuir para o crescimento econômico. Na corrida mundial rumo às novas fontes renováveis de energia, o país tem posição acanhada, mas Minas vem se destacando na chamada geração fotovoltaica distribuída. O estado tem o maior número de micro e miniusinas, aquelas instaladas nos telhados das residências.

Aos poucos a geração a partir do sol começa a alcançar também as indústrias. Na região Central do estado, em Alvinópolis, a Bio Extratus concluiu investimentos da ordem de R$ 3 milhões e será a primeira indústria no país a utilizar energia cem por cento fotovoltaica instalada com capital próprio. Em Minas, são cerca de 330 sistemas gerando energia, principalmente em residências, o que corresponde a 20% de todos os sistemas instalados no país. Apesar de a tecnologia ainda ter custo alto, dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontam que nos últimos 10 anos o investimento ficou perto de 80% mais barato.
Hoje o preço médio de uma microusina é de aproximadamente R$ 20 mil. “O sistema é capaz de abastecer uma residência, de quatro pessoas, que tenha um consumo médio mensal da energia próximo a 300 kw/h”, compara Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da Absolar. Segundo ele, o retorno do investimento se dá entre seis e nove anos e há equipamentos em funcionamento há mais de 30 anos. Ele diz que Minas tem um dos melhores recursos do país, com sol o ano inteiro. “A intenção agora é motivar o uso da energia em escolas, hospitais, creches, reduzindo as contas do próprio estado e municípios”, aponta.
EM CASA Apesar de países europeus estarem bem à frente na geração fotovoltaica, os melhores níveis de insolação no continente europeu são iguais aos piores níveis brasileiros. Pensando em aproveitar a fonte solar, em setembro do ano passado o engenheiro mecânico Lupércio de Sousa Junior decidiu usar o espaço livre em seu apartamento de cobertura para instalar uma usina de microgeração.
Ele investiu R$ 20 mil no projeto que tem vida média estimada em aproximadamente 27 anos. Na família de Lupércio são quatro pessoas e o consumo mensal de energia, antes da microgeração, girava próximo a R$ 300 por mês. “Hoje pago a taxa mínima da Cemig, de R$ 90”, explica o engenheiro. Segundo ele a decisão do investimento não foi apenas financeira mas também ambiental. “A energia fotovoltaica agride menos o meio ambiente.”
Como engenheiro mecânico que observa de perto o avanço do setor, ele acredita no potencial do país e diz que o preço da tecnologia tende a cair com o crescimento do volume instalado. “Percebo que existe há muito tempo nos países europeus, nos Estados Unidos, a preocupação de ter as construções voltadas para o Norte. O Brasil está bem atrasado, mas tem grande potencial.”
Para se ter ideia do descompasso entre o Brasil e o mundo, a geração fotovoltaica brasileira corresponde ao que os Estados Unidos geravam em 1992.Na corrida mundial, o ensolarado Brasil largou atrasado e por enquanto, a energia fotovoltaica na matriz nacional não corresponde nem a 1% do que gera países como a Alemanha, até pouco tempo líder na energia limpa, posto agora ocupado pela China. O Brasil gera cerca de 40 MW, o que lhe dá uma participação de 0,02% na matriz energética.
Usina para fábrica
Em Alvinópolis, região Central do estado, foi dada partida num projeto importante para o país. Na pequena cidade de 15 mil habitantes terá a primeira indústria do país abastecida totalmente com a energia fotovoltaica e implementada com capital privado. “Em todos os países do mundo onde a energia fotovoltaica decolou foi alavancado por políticas públicas ou por iniciativas do setor privado que contornou os impasses”, observa Bárbara Rubim, coordenadora no Greenpeace da campanha de energias renováveis.
Driblar os impasses foi a atitude da Bio Extratus, especializada em cosméticos naturais. A indústria, que atualmente consome 67 mil kw/h mês de energia, a partir de maio vai ser abastecida pela fonte fotovoltaica. A construção da usina foi rápida, cerca de dois meses e a decisão foi bancar o projeto com capital próprio.
“Estimamos recuperar o investimento de R$ 3 milhões em sete anos, mas o maior retorno que pretendemos é o ambiental. A geração de uma energia renovável e menos agressiva faz parte da política ambiental da empresa”, aponta Lindouro Modesto, um dos fundadores da indústria, que começou com a fabricação caseira de xampus, na cozinha de casa, e hoje emprega 530 funcionários. “Estamos apenas aguardando a chegada da Rússia, de um religador, equipamento que dá proteção à rede da Cemig para dar início ao funcionamento da usina”, explica Lindouro.
As 6 mil toneladas de cosméticos/ano produzidas pela Bio Extratus e comercializadas para todo o país, com exportações também para Europa, Estados Unidos e América do Sul, vão ser agora fabricadas com a energia fotovoltaica. São 2.159 placas de 265 Megawatts cada, distribuídas em 4 mil metros quadrados de telhados e galpões.

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Um morador da Singapura foi obrigado a pagar 10 mil dólares por emissões nocivas que o seu carro ecológico teria emitido.

John Nguen recebeu a multa por causa do seu carro elétrico Tesla Model S.

A decisão foi feita pelo Ministério do Transporte da Singapura após realizar testes no carro pela primeira vez neste país. O Model S recebeu a categoria de veículos mais prejudiciais ao meio ambiente.

​A razão para tal controvérsia é simples: ao considerar o impacto ambiental de carros, as autoridades da Singapura não só olham para emissões de tubo de escape, que carros Tesla simplesmente não têm. Mas elas tomam em consideração também um indicador que define o montante condicional de emissões de dióxido de carbono que ocorreu durante a produção de eletricidade para o carro – 0,5 gramas em um quilômetro de via em cada watt-hora consumida pelo carro.

“O que é interessante aqui é a falta de convergência dos dados oficialmente declarados por produtor e os registrados pelas autoridades de Singapura – 210 watts-horas contra 444 watts-horas em um quilômetro.”

Cabe mencionar também que o singapurense que recebeu a multa após testes inicialmente queria fazê-los para receber descontos de taxas, previstas para proprietários de carros ecológicos em Singapura.

Fonte: Sputnik News

O rápido crescimento e industrialização da China tornou-se o líder em eletrônicos e muitas outras áreas, mas este rápido crescimento econômico tem um custo para o meio ambiente, por essa razão, para melhorar sua imagem do país a construir o maior estação ferroviária Ásia 100% funcional com energia solar.

Apelidado de Pequim Sul , a estação tem bastante quarto para abrigar dentro de um Boeing 747 e vai mobilizar 30.000 passageiros por espaço de hora. O uso de energia solar para escalas gigantescas, cobre grande parte da estrutura do telhado com 3246 painéis solares que geram energia suficiente para abastecer a estação.

Fonte: meioambienterio

A primeira torneira monocomando a obter certificação de eficiência hídrica A+ em Portugal é de fabrico nacional. Parece banal? Não é. Afinal, quantos produtos na fase pioneira da equivalente certificação energética foram de produção portuguesa? A classificação A+ foi atribuída ao modelo ‘Lusitano’ da BRUMA pela ANQIP – Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais, por permitir reduzir o consumo de água até 60%. Sim, mais de metade! Poderia ser tarefa simples se fosse reduzido o conforto, mas o mérito da inovação está ai – com um limitador de caudal especial que se ajusta às diferenças de pressão foi possível manter constante um caudal máximo de 5 litros por minuto. Quem utiliza não tem qualquer percepção de desconforto ou de menos água a fluir pois um espumador, com a função de misturar o ar com a água, proporciona um fluxo perfeito. Mas a maior surpresa desta tecnologia reside num cartucho cerâmico BRUMA SmoothBreeze®, com ColdStart, que permite uma poupança automática de energia com a abertura em água fria do manípulo na posição central – ou seja, só com um gesto claro e intencional rodando para a esquerda o manípulo se abrirá a água quente, evitando o tão comum e dispendioso disparo involuntário do esquentador.  Poupar água, energia e consequentemente dinheiro, ao mesmo tempo que os recursos naturais do planeta são respeitados, coloca esta empresa nacional num posicionamento de vanguarda tecnológica.   Sobre a BRUMA A Marca, cujas origens remontam a 1953, possui várias colecções com diferentes estilos, do mais moderno ao mais clássico, e tem por filosofia a versatilidade. A Bruma produz mais de 30 modelos de torneiras, sendo uma das maiores empresas Portuguesas do sector, presente já em mais de 20 países. Reconhecida no mercado pela qualidade dos seus produtos, a Bruma preocupa-se também com o meio-ambiente, fazendo uma forte aposta em modelos ecológicos. No ano de 2007, a marca viu os seus esforços serem reconhecidos ao ganhar o primeiro prémio do Espaço Inovação Tektónica, por ter sido o primeiro produtor mundial de torneiras em Ecobrass® (Latão Isento de Chumbo).   Neste vídeo a BRUMA demonstra as especificações do sistema EcoDrop:

https://vimeo.com/152983077 | https://www.youtube.com/watch?v=pPY_bCilmec

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/comunicados_imprensa/detalhe/a_primeira_torneira_com_eficiencia_hidrica_a_e_portuguesa.html

O objetivo do presente estudo foi direcionado ao atendimento da necessidade de combustível renovável de biomassa, de uma indústria cerâmica padrão, definida como aquela com produção mensal de 500.000 blocos, a 2 kg/bloco, ou de 1000 t de produtos por mês.
Essa biomassa deveria substituir aos atuais combustíveis (serragem e cavaco, principalmente). Para tanto, foi feita uma comparação entre um plantio dedicado de eucalipto e outro de capim elefante. Definidas as variáveis de um e de outro, como por exemplo, espécies ou variedades, espaçamento, adubação e épocas de colheita, o estudo foi conduzido, do ponto de vista da produtividade e energético, para várias condições, em busca das melhores alternativas. Embora o estudo tenha se limitado, nesta fase, a comparar balanços energéticos, há elementos para, numa fase seguinte, chegar-se ao levantamento de custos. Há um paralelismo insofismável entre gastos energéticos e custos financeiros.

Para o eucalipto, foram obtidos dados da literatura, considerados 2 tipos de plantio, o primeiro sendo o tradicional, com espaçamento médio de 3x2m, com cortes a cada 7 anos e duração prevista do plantio de 21 anos (Rodigheri et al., 2001) e o segundo, o assim chamado plantio adensado, com espaçamento de 3×0,5m, e corte previsto a cada 36 meses (Dinardi, 2014). Com relação ao capim, foram adotados dados de um plantio de projeto experimental, em Panorama-SP, polo de cerâmica vermelha, onde foram plantados, para efeito de comparação de produtividades, 3 variedades de capim elefante, o Cameroon, o Carajás e o Pennisetum Purpureum C.V. Guaçú.

Em função dos resultados iniciais da primeira colheita semestral, foi adotado apenas o Cameroon, bem superior aos outros. Para o capim, por exemplo, foram assumidos dois tipos de compactação, o enfardamento e a briquetagem, e, para o eucalipto, apenas a briquetagem. Quanto à forma de secagem, foram eleitos dois processos, a secagem solar e a secagem induzida.
Fruto das maiores produtividades, em termos de massa seca, o capim sempre apresenta melhores balanços energéticos, tanto melhores quanto menor a incidência de energia elétrica ou de consumo de diesel, comparativamente.

Analisando primeiramente a combinação briquetagem com secagem solar, os valores dos balanços favorecem o capim, na razão de 14,45 contra 11,35 para o eucalipto de plantio adensado e 8,75 para o eucalipto de plantio tradicional.

Para a combinação secagem induzida e briquetagem, as razões passam a ser 9,68 para o capim contra e 9,26 e 7,18 respectivamente para o eucalipto, plantio adensado e tradicional. Vale ressaltar que, os maiores resultados encontrados para o eucalipto dizem respeito ao plantio adensado, o qual, apesar de sua maior produtividade, ainda é pouco usual e possui diversas dificuldades de plantio e colheita inerentes. A produtividade de eucalipto, baseada em colheita anualizada, constante da literatura utilizada, se situa entre 19,5 e 34,9 tm.s./ha.ano, o último valor se referindo a plantio adensado . Para o capim, a produtividade que emergiu da colheita semestral, no projeto de campo em Panorama-SP, em base anualizada, resultou em 56,8 tm.s./haa.ano.

O enfardamento do capim apresenta valores que se destacam, com razões de balanço de 20,65 e 11,23, para secagem solar e induzida, respectivamente, aparecendo como a melhor alternativa, mas, devido às limitações do sistema de alimentação mecânica por rosca-sem-fim, já existente nas cerâmicas, resulta como a melhor solução o uso dos briquetes de capim elefante, em especial, mini-briquetes, também conhecidos como bripell.

A secagem do eucalipto pode-se dar ao ar e durante meses, até o equilíbrio com a umidade do meio ambiente. Isto é uma relativa vantagem do eucalipto. Ao contrário, o capim necessita ser seco rapidamente após a colheita e picagem, sob risco de aparecimento de fungos, que podem levar ao apodrecimento da biomassa (Santos et al., 2011), ou ao surgimento de incêndios.

Por esse motivo, e por não poder-se contar com a secagem solar em qualquer período, é recomendável complementar-se a secagem solar pela induzida, em fornos rotativos. Nosso cálculo teórico da energia para secagem de um certo volume de água, 682 kcal/kg de água, esteve bem próximo do valor informado pela RCA Máquinas, fabricante de secadores, 700 kcal/kg de água.

Espera-se, com esta breve análise, resumo de trabalho bem mais detalhado, demonstrar viabilidade técnica e energética do capim elefante frente a biomassas mais tradicionais, ou ao menos abrir discussões sobre o tema. Espera-se também abrir caminho, frente às novas mudanças em sustentabilidade no mundo, para introdução do capim elefante, uma gramínea rústica e extremamente adaptável a diversas condições edafoclimáticas, como fonte de energia, ao invés do uso tão exclusivo de madeira e resíduos de eucalipto. Cumpre finalmente lembrar dois fatos: a biomassa é a única fonte de energia renovável que pode interagir com o saldo de carbono de cerca de 4 bilhões de toneladas de C por ano, que se somam às já existentes na atmosfera, e que provam todos os efeitos dos gases estufa. Para absorver esse carbono, seria necessário, por ano, uma área de plantio de florestas em torno de 400 milhões de hectares, enquanto seriam necessários apenas 20 milhões de hectares de plantio de capim elefante. O segundo fato é que a biomassa pode gerar energia junto aos centros consumidores.

O Brasil possui 145 milhões de hectares de terras degradadas ou subutilizadas (John, 2014) aguardando recuperação. O capim elefante pode ser a forma mais rápida e econômica de resolver esse problema, e além disso, o Brasil é o locus ideal para geração de energia de biomassa, pela extensão de terras disponíveis, pelo número anual de horas de insolação, só igualável por países africanos.

Fonte: Biomassa BR

O estudo que originou a clonagem ideal durou oito anos no viveiro-laboratório da usina hidrelétrica Eletrogoes.

Nominado em “EG 2009”, o clone do eucalipto que melhor atende à combustão na usina termelétrica movida a biomassa começa a ser produzido em larga escala em Pimenta Bueno. O estudo que originou a clonagem ideal durou oito anos no viveiro-laboratório da usina hidrelétrica Eletrogoes.

 

A meta é produzir 1.500 mudas por mês no viveiro

 

Todo o processo da clonagem do eucalipto ocorre no viveiro. Neste primeiro momento, a meta é produzir 1.500 mudas por mês, no viveiro que tem capacidade de produção de seis milhões de mudas por ano, segundo informou o engenheiro florestal, Carlos Alberto Soares Monteiro, responsável pelo reflorestamento da empresa energética.

 

As pesquisas iniciaram em 2008. Ao todo, mais de 200 variedades da espécie de eucalipto foram estudadas e/ou desenvolvidas no viveiro. “Nossos estudos apontam que a EG 2009 tem a maior produtividade e rentabilidade para a usina termelétrica”, assegura o engenheiro florestal.

 

A espécie clonal pode ser cortada com quatro anos, segundo as pesquisas. “É um salto em tecnologia e qualidade em floresta plantada”, comemora o gerente operacional Gefeson Melo, da Eletrogoes, ao fazer um chamamento ao pequeno produtor para que invista na produção do eucalipto.

 

“Nossas pesquisas fomentam novas culturas de florestas sustentáveis. Este é o momento para o agricultor diversificar a renda na propriedade”, incentiva melo.

 

A floresta plantada de eucalipto, pela própria natureza, responde bem em áreas arenosas e é fonte de energia renovável gerando emprego e renda.

 

Por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), o governo de Rondônia está legalizando o Plano Estadual de Desenvolvimento das Florestas Plantadas, o que garante o planejamento de plantio, extração, beneficiamento e comercialização da madeira.
Fotos: Paulo Sérgio

Fonte: rondoniadinamica

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