Sustentabilidade

Área sob responsabilidade dos produtores rurais tem papel fundamental para o sequestro e formação de estoques de carbono

SÃO PAULO – A vegetação nativa dentro das propriedades rurais privadas soma193 milhões de hectares na forma de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RLs) e desempenham um papel fundamental no sequestro e formação de estoques de carbono, já que esta extensão territorial corresponde a 53% do total de floresta original protegida do País.

Ou seja, os produtores rurais são responsáveis por mais da metade do território brasileiro coberto por mata nativa, o que dá ao agricultor e/ou pecuarista o protagonismo positivo no esforço que o Brasil tem a cumprir, sob o guarda-chuva do Acordo da ONU de Paris, de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEEs).

Isso porque a área rural, coberta por vegetação nativa, sob controle do segmento privado, é capaz de sequestrar e formar um estoque de aproximadamente 17 bilhões de toneladas de CO2eq,  o que é crucial para que o Brasil cumpra a meta de redução de emissões de GEEs de 37% até 2025 e de 43% até 2030, com base nos níveis registrados em 2005. O CO2eq [equivalente de dióxido de carbono] é a medida tradicionalmente mais aceita mundialmente nos cálculos de mitigação das emissões de GEEs.

O diagnóstico acima faz parte do estudo “O Acordo de Paris e o futuro do uso da terra no Brasil”, elaborado e recém-lançado pela organização Agroicone, o qual assinala que as contribuições brasileiras para o corte de emissões de GEEs têm íntima relação com a agenda de uso da terra, agropecuária e energias renováveis. De acordo com o documento, as obrigações de corte de emissões de GEEs presentes no Acordo de Paris farão com que o Brasil construa uma nova dinâmica de uso da terra nos próximos 20 anos.

Na avaliação de Rodrigo C. A. Lima, diretor da Agroicone e autor do estudo, as mudanças na utilização do solo no País, dentro deste contexto, envolverão “reduzir o desmatamento, implementar o novo Código Florestal, criar uma economia da restauração, dar escala às práticas de baixo carbono na agricultura, fomentar energias renováveis como biocombustíveis e biomassa, etc..” Segundo Lima, o desenho de novas políticas públicas que permitam aprofundar reduções de emissão e práticas de adaptação no setor de uso da terra e da agropecuária são vitais para o futuro do desenvolvimento sustentável no Brasil.

Novo Código Florestal

O estudo aponta, ainda, que o novo Código Florestal também tem significativo potencial de formação de estoques de carbono por meio da restauração e compensação florestal. Estima-se que o processo de regularização perante a nova lei enseje a restauração de cinco milhões de hectares de APPs e de ao menos 7,5 milhões de hectares de RLs, o que pode promover a formação de estoques de carbono da ordem de 4,5 bilhões de toneladas de CO2eq nos próximos 30 anos.

Fonte: InfoMoney

 

Ainda incipiente no país, sistema fotovoltaico ganha espaço em residências e indústrias. Número de micro e miniusinas instaladas nos telhados em MG já é o maior do país

Apesar de estar entre os dez países que mais consomem energia em todo o mundo, de ter a seu favor o calor dos trópicos e ver o sol brilhar o ano inteiro, o Brasil ainda é dependente do sistema hidrelétrico e aproveita muito pouco o potencial da luz que vem do céu e pode baratear a conta de energia, reduzir impactos socioambientais e ainda contribuir para o crescimento econômico. Na corrida mundial rumo às novas fontes renováveis de energia, o país tem posição acanhada, mas Minas vem se destacando na chamada geração fotovoltaica distribuída. O estado tem o maior número de micro e miniusinas, aquelas instaladas nos telhados das residências.

Aos poucos a geração a partir do sol começa a alcançar também as indústrias. Na região Central do estado, em Alvinópolis, a Bio Extratus concluiu investimentos da ordem de R$ 3 milhões e será a primeira indústria no país a utilizar energia cem por cento fotovoltaica instalada com capital próprio. Em Minas, são cerca de 330 sistemas gerando energia, principalmente em residências, o que corresponde a 20% de todos os sistemas instalados no país. Apesar de a tecnologia ainda ter custo alto, dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontam que nos últimos 10 anos o investimento ficou perto de 80% mais barato.
Hoje o preço médio de uma microusina é de aproximadamente R$ 20 mil. “O sistema é capaz de abastecer uma residência, de quatro pessoas, que tenha um consumo médio mensal da energia próximo a 300 kw/h”, compara Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da Absolar. Segundo ele, o retorno do investimento se dá entre seis e nove anos e há equipamentos em funcionamento há mais de 30 anos. Ele diz que Minas tem um dos melhores recursos do país, com sol o ano inteiro. “A intenção agora é motivar o uso da energia em escolas, hospitais, creches, reduzindo as contas do próprio estado e municípios”, aponta.
EM CASA Apesar de países europeus estarem bem à frente na geração fotovoltaica, os melhores níveis de insolação no continente europeu são iguais aos piores níveis brasileiros. Pensando em aproveitar a fonte solar, em setembro do ano passado o engenheiro mecânico Lupércio de Sousa Junior decidiu usar o espaço livre em seu apartamento de cobertura para instalar uma usina de microgeração.
Ele investiu R$ 20 mil no projeto que tem vida média estimada em aproximadamente 27 anos. Na família de Lupércio são quatro pessoas e o consumo mensal de energia, antes da microgeração, girava próximo a R$ 300 por mês. “Hoje pago a taxa mínima da Cemig, de R$ 90”, explica o engenheiro. Segundo ele a decisão do investimento não foi apenas financeira mas também ambiental. “A energia fotovoltaica agride menos o meio ambiente.”
Como engenheiro mecânico que observa de perto o avanço do setor, ele acredita no potencial do país e diz que o preço da tecnologia tende a cair com o crescimento do volume instalado. “Percebo que existe há muito tempo nos países europeus, nos Estados Unidos, a preocupação de ter as construções voltadas para o Norte. O Brasil está bem atrasado, mas tem grande potencial.”
Para se ter ideia do descompasso entre o Brasil e o mundo, a geração fotovoltaica brasileira corresponde ao que os Estados Unidos geravam em 1992.Na corrida mundial, o ensolarado Brasil largou atrasado e por enquanto, a energia fotovoltaica na matriz nacional não corresponde nem a 1% do que gera países como a Alemanha, até pouco tempo líder na energia limpa, posto agora ocupado pela China. O Brasil gera cerca de 40 MW, o que lhe dá uma participação de 0,02% na matriz energética.
Usina para fábrica
Em Alvinópolis, região Central do estado, foi dada partida num projeto importante para o país. Na pequena cidade de 15 mil habitantes terá a primeira indústria do país abastecida totalmente com a energia fotovoltaica e implementada com capital privado. “Em todos os países do mundo onde a energia fotovoltaica decolou foi alavancado por políticas públicas ou por iniciativas do setor privado que contornou os impasses”, observa Bárbara Rubim, coordenadora no Greenpeace da campanha de energias renováveis.
Driblar os impasses foi a atitude da Bio Extratus, especializada em cosméticos naturais. A indústria, que atualmente consome 67 mil kw/h mês de energia, a partir de maio vai ser abastecida pela fonte fotovoltaica. A construção da usina foi rápida, cerca de dois meses e a decisão foi bancar o projeto com capital próprio.
“Estimamos recuperar o investimento de R$ 3 milhões em sete anos, mas o maior retorno que pretendemos é o ambiental. A geração de uma energia renovável e menos agressiva faz parte da política ambiental da empresa”, aponta Lindouro Modesto, um dos fundadores da indústria, que começou com a fabricação caseira de xampus, na cozinha de casa, e hoje emprega 530 funcionários. “Estamos apenas aguardando a chegada da Rússia, de um religador, equipamento que dá proteção à rede da Cemig para dar início ao funcionamento da usina”, explica Lindouro.
As 6 mil toneladas de cosméticos/ano produzidas pela Bio Extratus e comercializadas para todo o país, com exportações também para Europa, Estados Unidos e América do Sul, vão ser agora fabricadas com a energia fotovoltaica. São 2.159 placas de 265 Megawatts cada, distribuídas em 4 mil metros quadrados de telhados e galpões.

Em Santos, desconto varia de 1,5% a 10% no IPTU, dependendo da área.
Preço total do telhado verde pode custar entre R$ 3.500 e R$ 550 mil.

Os condomínios que implantarem o telhado verde, cobertura vegetal instalada nas edificações, terão desconto no IPTU em Santos, no litoral de São Paulo. Alguns prédios, que já tinham telhados verdes antes do projeto ser aprovado no fim do ano passado, se beneficiaram com a nova lei por pensar no meio ambiente.

O projeto de lei complementar (PLC), de autoria do vereador Marcelo Del Bosco (PPS), foi aprovado no fim do ano passado. A lei prevê desconto no IPTU para os condomínios de edifícios que tenham mais de três unidades agrupadas. O desconto vai de 1,5% a 10% do IPTU, dependendo da área utilizada. A lei prevê que os telhados verdes sejam compostos por impermeabilização, proteção contra raízes, drenagem, filtragem, substrato e vegetação.

Em Santos, o prédio da Petrobras, no Valongo, conta desde 2014 com essa estrutura. Outro prédio que também aderiu ao telhado verde é o edifício Ana Costa, que fica na avenida de mesmo nome. No topo do prédio comercial, foram colocadas grama esmeralda e capim do texas em uma área de 550 m².

Sérgio Rocha, diretor do Instituto Cidade Jardim, que implantou o telhado verde no edifício Ana Costa, está no ramo desde 2008 e diz que o telhado verde pode ser instalado em qualquer casa ou prédio. “Se a gente tem um telhado totalmente limpo, com toda a estrutura, a gente monta como se fosse um ‘lego’, um kit pré-fabricado”, falou. É preciso averiguar  se a estrutura comporta o telhado verde e conferir os sistemas de impermeabilização e drenagem.

Segundo ele, vários tipos de vegetação podem ser colocadas nos telhados, a escolha depende do objetivo do proprietário. Em um prédio, por exemplo, se a intenção for fazer uma horta ou espaço para lazer, podem ser plantadas árvores que demandem um cuidado diário por parte dos moradores para uma maior interação.

Construção do telhado verde, em Santos (Foto: Divulgação/Instituto Cidade Jardim)Construção do telhado verde, em Santos (Foto: Divulgação/Instituto Cidade Jardim)

Já se a ideia é fazer apenas um gramado simples, que exija uma manutenção diária, é possível fazer uma combinação simples e encontrar plantas que são mais resistentes. “Fazemos um trabalho de curadoria para chegar a uma combinação que não dê muito trabalho. É uma camada super leve, em torno de 80 quilos. É a que tem melhor custo beneficio”, explica.

A irrigação para um telhado verde simples deve ser feita, no máximo, cinco vezes ao dia. Já a manutenção do jardim deve ser feita, no mínimo, duas vezes por ano. É preciso checar os ralos entupidos, o desenvolvimento das plantas, adicionar novas mudas e verificar a chegada de novas sementes.

Rocha diz que o projeto mais simples sai em torno de R$ 180 o metro quadrado e o mais caro pode chegar a R$ 1 mil o metro quadrado. O preço total do serviço varia de R$ 3.500 a R$ 550 mil e pode ser feito em telhados que tenham de 20 metros a até 3 mil metros.

Segundo Rocha, o mais importante é que o telhado verde traz benefícios para os moradores do prédio ou da casa. Além da boa estética, o telhado aumenta a umidade relativa do ar, dando a sensação de que o ar está mais úmido. “Chega de reduzir cerca de 70% de temperatura. A luz solar bate na laje e não esquenta, reduz a temperatura em torno também”, comenta Rocha.

A presença das plantas no telhado também auxilia na diminuição da poluição e a redução dos ruídos e do calor nas casas. E agora, também ajuda no IPTU dos prédios em Santos, o que já acontece em outras cidades do Brasil. “A procura pelo nosso serviço tem aumentado bastante, não tanto devido a lei, mas porque vira um diferencial. É uma valorização do imóvel”, diz.

Telhado verde em prédio de Santos (Foto: Divulgação/Instituto Cidade Jardim)
Telhado verde em prédio de Santos (Foto: Divulgação/Instituto Cidade Jardim)

 

São Paulo – Hoje em dia, quase todas as empresas apoiam o conceito de um planeta mais verde. A maioria reconhece a questão ética para o desenvolvimento de cadeias de suprimentos que conservam energia e causam menor dano ambiental.

No entanto, de acordo com Ozge Islegen, professora assistente de economia de gestão e ciências da decisão da Kellog School, há uma crescente conscientização de que também faz sentido comercialmente projetar as operações em torno da sustentabilidade social e ambiental.

Com o aumento do custo das matérias-primas, as mudanças nas expectativas das partes interessadas, a crescente complexidade das cadeias de suprimentos globais e as novas regulamentações governamentais (incluindo o Plano de Energia Limpa dos EUA e os compromissos da ONU quanto ao combate a alterações climáticas), a redução do impacto de uma empresa sobre o meio ambiente representa muito mais do que um mero serviço de utilidade pública e torna-se parte da proposta de valor.

“Todos reconhecem que este é o rumo que devemos tomar”, diz Islegen. “Agora é uma questão de fazer com que o desempenho ambiental faça parte da estratégia corporativa. Descobrimos que realmente existem razões estratégicas para a criação de operações sustentáveis, as quais podem inclusive oferecer um certo grau de vantagens”.

Seja pioneiro no seu setor

Sempre houve pelo menos um incentivo para as empresas se concentrarem no desempenho ambiental: evitar publicidade negativa. Com a explosão das mídias sociais, esse incentivo só ficou mais forte.

Qualquer notícia sobre poluição grave ou normas ambientais frouxas irão se espalhar instantaneamente e deixar uma marca/cicatriz. A Volkswagen descobriu isso depois de projetar motores para fraudar testes de emissões em 11 milhões de seus carros a diesel. A empresa agora se recupera da raiva dos clientes, recalls de produtos e queda das ações, além de multas de bilhões de dólares.

Ao mesmo tempo, os líderes empresariais estão aprendendo que operações limpas e maior crescimento podem caminhar lado a lado.

Agora que clientes, investidores, ativistas e até os próprios funcionários da empresa expressam preocupações sobre o impacto ambiental, um histórico mais verde é mais do que uma simples proteção contra desastres de relações públicas: pode até mesmo fortalecer a reputação de uma empresa.

Mesmo nos casos em que uma estratégia de operações sustentáveis venha a aumentar os custos, as vantagens oriundas de uma boa reputação podem, no longo prazo, trabalhar no sentido de compensar esses custos.

Ser um pioneiro, por exemplo, pode reforçar o apelo de uma empresa entre potenciais clientes e parceiros, dando a essa empresa uma voz de destaque na sociedade civil global, o que, em última análise, ser vantajoso para os negócios.

A empresa Patagonia, fabricante de vestuário para atividades ao ar livre, é uma dessas líderes do mercado. Em 2010, a Patagonia ajudou a fundar a Sustainable Apparel Coalition, uma aliança de 30 empresas dos setores de vestuário e calçados.

“As empresas que melhoram seu desempenho ambiental não precisam abrir mão da vantagem competitiva”, diz Islegen.

Em dia com as regulamentações

Além das preocupações sobre reputação, também há muitas vantagens em estar um passo na frente da da regulamentação. “Com tantas pessoas prestando atenção e com os governos sentindo a necessidade de agir, certamente virão mais regulamentações”, diz Islegen. “De uma perspectiva operacional, é melhor estar preparado”.

Parte deste preparo é ajudar a estabelecer as normas do setor. A Coca-Cola, por exemplo, anunciou seus esforços junto a seus fornecedores para aumentar a eficiência do uso da água. O diretor de sustentabilidade da Tiffany’s recentemente pediu maior responsabilidade nas operações de mineração global.

No congresso de mudanças climáticas deste ano em Paris, várias empresas, incluindo a gigante de logística UPS e a Levi’s, a icônica empresa de vestuário, se comprometeram voluntariamente em reduzir as emissões de carbono de suas operações nos próximos cinco anos.

Islegen vê esses movimentos como estratégicos, além de éticos. Por meio da cooperação com ONG’s e grupos sem fins lucrativos, as empresas podem aprender a se adaptar com antecedência às mudanças nos interesses das partes interessadas e se posicionar para ajudar a criar novas regulamentações, em vez de simplesmente reagir a elas. Tomemos, por exemplo, a recente iniciativa de sustentabilidade social da Intel.

A empresa ajudou a criar um programa de auditoria por todo o setor para rastrear a origem de metais preciosos e garantir que nenhum deles sejam extraídos de minas controladas por grupos armados.

Ao trabalhar com um terceiro, a Intel pode obter uma visão melhor da sua própria cadeia de suprimentos, ao mesmo tempo em que permanece à frente de uma questão que é importante para governos, organizações de direitos humanos e cidadãos comuns.

Evidentemente ser totalmente transparente não é uma tarefa tão simples quanto parece. Dada a complexidade das cadeias de suprimentos globais, é preciso um esforço altamente coordenado para garantir que o histórico de todos os fornecedores esteja em conformidade com os padrões do mercado. Islegen diz que isso faz parte do processo de levar a sério as operações sustentáveis.

“O impacto ambiental não é algo fácil de medir”, diz ela, “mas o movimento rumo a uma maior transparência é positivo. Conforme esta tendência continua, pode ser que os [parceiros da cadeia de suprimentos] que estejam dispostos a revelar informações tenham mais oportunidades de serem selecionados pelas empresas”.

O Walmart, por exemplo, criou o seu próprio índice de sustentabilidade em cooperação com o Consórcio de Sustentabilidade, uma organização independente, que facilita encontrar produtos que foram fabricados por meio de operações sustentáveis.

Diante deste desafio, as empresas também poderiam levar em consideração a forma como lidam com grupos de vigilância e ativistas ambientais. “Pode-se aprender muito com esses grupos”, diz Islegen, “mas somente se eles se tornarem envolvidos. Caso contrário, não se aprenderá nada, e eles acabarão se voltando contra sua empresa”.

Uma visão abrangente

Por fim, pode haver certas partes da empresa, ou determinados mercados, onde as mudanças que levam a uma cadeia de suprimentos mais enxuta, mais eficiente ou mais confiável também podem resultar em uma cadeia de suprimentos mais sustentável.

Por isso é fundamental que haja uma abordagem global do desempenho ambiental, apoiando-se com tudo em novas tecnologias e avanços na análise de dados para colocar todas as fases da cadeia de suprimentos sob o microscópio da sustentabilidade.

“Quando se monitora as suas cadeias de suprimentos”, diz Islegen, “às vezes se descobre que aquilo que parecia ambientalmente amigável em um ponto na cadeia de suprimentos talvez não o seja quando se observa seu impacto global”, explica ela. “No entanto, encontra-se também oportunidades”.

Em outras palavras, a mesma vigilância institucional que garante operações mais verdes também pode ajudar as empresas a identificar ineficiências na cadeia de suprimentos, além de pontos onde, ao mudar a forma de fazer negócios, é possível ajudar tanto o meio ambiente quanto o resultado financeiro como um todo.

Por um lado, as empresas certamente podem se beneficiar de uma utilização mais eficiente e do baixo custo das matérias-primas, especialmente quando há aumento de preços.

Outro exemplo: a ascensão dos medidores inteligentes, um tópico que Islegen estudou recentemente, significa que as empresas agora estão mais capacitadas a controlar e prever o uso da energia pelos clientes.

As concessionárias de serviços públicos nos mercados com o mix correto de geradores poderão oferecer incentivos de tarifação que reduzem o custo de geração de eletricidade e aumentam a dependência dos clientes em fontes de energia mais verdes, uma situação verdadeira de ganha-ganha.

“Estas ferramentas podem ajudar as empresas a aprender a serem rentáveis e sustentáveis ao mesmo tempo”, diz Islegen. Para ela, só é preciso que os líderes tomem a iniciativa. Quanto mais as empresas forem sistemáticas em seus próprios esforços para alcançar operações sustentáveis, melhor. “É uma mudança que terá de acontecer”, diz ela. “Assim, vale a pena investir agora”.

Texto publicado com a permissão da Northwestern University (em representação da Kellog School of Management). Publicado originalmente no Kellogg Insight.

Fonte: EXAME

Mais preocupada com as questões ambientais, a indústria da moda tem reaproveitado materiais recicláveis que iriam para lixo para produzir novas linhas de produtos.

A Adidas é um exemplo disso. A empresa acaba de lançar o protótipo de um tênis feito com plásticos retirados do oceano em parceria com a ONGParley for the Ocean.

Os plásticos usados na fabricação do protótipo foram retirados de uma expedição de 110 dias ao longo da costa oeste da África. Parte desse material foi encontrado em redes utilizadas por pescadores ilegais, que poluem o mar e são responsáveis pela morte de várias espécies marinhas.

O Primeknit, nome dado ao modelo, foi todo produzido com materiais recicláveis, como fibras, fios e filamentos. Como é tricotado, o Primeknit não gera resíduos com o processo de corte necessário para a maioria dos outros tênis.

O objetivo da marca é mudar o status do consumo de plástico no mundo e eventualmente incluí-lo em outros produtos. “Nós não queremos nos limitar”, diz Eric Lietke, membro do conselho executivo de marcas globais da Adidas. “Nós podemos colocar isso em T-shirts, shorts, em todos os tipos de coisas”, finaliza.

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Fonte: http://razoesparaacreditar.com/

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