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São Paulo – As florestas ocupam 22% do território daÍndia. É pouco, mas vale muito: nada menos do que US$ 1,7 trilhões, quase o PIB do próprio país, e mais que o do Canadá. A estimativa vem de um relatório produzido por uma painel de cientistas do Instituto Indiano de Pesquisa e Gestão Florestal da Índia.

Em 2013, a pedido do governo indiano, eles calcularam o Valor Presente Líquido (VPL) das florestas indianas para uma situação hipotética em que toda a cobertura vegetal fosse convertida para atividades econômicas.

Como nossas sociedades têm dificuldade de enxergar valor em coisas que não circulam dentro do tradicional sistema de preços — quanto custam as árvores, as águas de um manacial ou até mesmo o ar que se respira? — a valoração ambiental tem atraído atenção de governos, que buscam de alguma forma legitimar a importância da preservação dos ecossistemas naturais.

No caso indiano, a legislação determina que quando terrenos florestais são convertidos para uso industrial, o desenvolvedor do projeto tem que pagar uma quantia determinada para a arborização compensatória e o Valor Presente Líquido (VPL) da floresta, para compensar a perda de ecossistema.

Neste mês, o ministro de Meio Ambiente daquele país aprovou o relatório apresentado em 2013, que a partir de agora servirá de base para calcular o valor de compensação florestal por áreas que vierem a ser desmatadas. As taxas de cobrança foram fixadas em 2008, mas a nova revisão de valores deve duplicar essas taxas, segundo o Hindu Times.

O desmatamento, seja ele legal ou ilegal, é um ciclo vicioso. Na Índia, a perda de cobertura florestal está associada, principalmente, à agricultura, exploração de madeira, mineração e construção indiscriminada de projetos hidroelétricos. Para agravar, o país ainda tem uma população em crescimento constante e uma urbanização desordenada, o que aumenta a pressão sobre as áreas verdes.

O saldo da perda de floresta é sempre desastroso, e inclui erosão do solo, secas e enchentes extremas. Um estudo recente do Indian Institute of Science de Bangalore estimou que o desmatamento em grande escala poderia, até mesmo, mudar a direção das chuvas de monção para o sul do país, o que reduziria a precipitação na Índia em quase um quinto, segundo os cientistas.

Na prática, com a aplicação das novas taxas pelo Ministério do Meio Ambiente, a Índia vai aumentar a sua arrecadação junto aos industriais e talvez frear novas investidas do setor sobre as áreas florestadas remanescentes.

Apesar das aparentes boas intenções da nova abordagem, as autoridades deixaram de fora cerca de 400 milhões de pessoas que dependem direta ou indiretamente dos recursos florestais para sua sobrevivência.

Ao contrário do que propunha o relatório do Instituto Indiano de Gestão Florestal e Pesquisa Florestal da Índia, as comunidades florestais não serão contempladas pelo fundo de compensação por desmatamento. Então quando uma floresta for desmatada para fins econômicos, as comunidades tradicionais afetadas não serão compensadas e tampouco participarão do processo de decisão inicial.

Historicamente, a Índia herdou uma infraestrutura de governança florestal colonial que trata as florestas como propriedade do Estado. Essa situação gerou nos últimos anos uma grande mobilização nacional exigindo direitos locais sobre as florestas e culminou em 2006 com a criação da Lei de Direitos Florestais.

Mas as autoridades indianas ainda falham em reconhecer os direitos coletivos territoriais dos grupos tribais. A falta de direitos legalmente reconhecidos deixa as comunidades vulneráveis à perda de suas terras, o que, por tabela, também reduz a proteção das florestas, um problema que extrapola as fronteiras indianas.

Globalmente, existem pelo menos 513 milhões de hectares de florestas comunitárias, reconhecidas legalmente. Estudos mostram que esses terrenos, mantidos coletivamente por populações rurais ou indígenas, revelam-se aliados na luta pela preservação ambiental e no combate às mudanças climáticas.

Nesse sentido, fortalecer os direitos das comunidades florestais e expandir suas áreas é uma oportunidade para os governos cumprirem suas metas climáticas ao mesmo tempo em que protegem o meio ambiente.

Fonte: Revista Exame

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  • Roteiro Europa

    Neste início de segundo semestre de 2016, o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF) estará em solo europeu para participar, prospectar e trazer soluções em negócios florestais para o Brasil, passando pela França, Alemanha e Suíça.

     

    Além da presença em 2 importantes eventos do setor florestal: Carrefour International Du Bois (França) e KWF-Tagung (Alemanha), o IBF estará em Zurique, na Suíça, para realização de visitas e reuniões com empresas do setor florestal.

  • Carrefour International Du Bois (França)

    O primeiro evento que o IBF participará será o do Carrefour International Du Bois, que acontece entre os dias 1 e 3 de junho, na cidade de Nantes, na França.
    Esta feira é organizada a cada 2 anos e conta com a presença dos principais grupos de madeira da Europa. Ao longo dos 3 dias, a feira conta com a participação de mais de 500 expositores e 10.000 visitantes oriundos de 60 países.
    Os participantes encontrarão todos os tipos de produtos, inovações e soluções disponíveis sob o mesmo teto.

     

    Os eventos desta feira (conferências, assembleias, reuniões) a transformaram em uma feira imperdível por todo o ciclo de negócios da madeira, sendo um termômetro do mercado.

  • KWF-Tagung (Alemanha)

    Paralelo a participação no Carrefour International Du Bois, o IBF também estará presente no KWF-Tagung, que acontece no período do dia 9 à 12 de junho, na cidade de Roding, na Bavária (Alemanha).

     

    Este evento é realizado a cada 4 anos e está na 17ª edição, sendo considerada a maior feira florestal de demonstrações do mundo, além de ser o encontro florestal mais importante do setor.

     

    Tradicionalmente, os encontros da KWF consistem em três elementos: Maquinário florestal e inovações, encontros a campo e congressos científicos.

  • Participação em Feiras e Reuniões de Negocio:

    Por meio desta Missão Europa, o IBF buscará oportunidades de transferência de tecnologia florestal Europa/Brasil e Brasil/Europa. Assim sendo, realizará alguns encontros:

     

    01, 02 e 03/06/2016 (4ª, 5ª e 6ª feira)
    Carrefour International Du Bois
    Nantes | FRANÇA

     

    06, 07 e 08/06/2016 (2ª, 3ª e 4ª feira)
    Zurique | SUÍÇA

     

    09, 10/06/2016 (5ª, 6ª feira)
    KWF-Tagung
    Roding | ALEMANHA

     

    10/06/2016 – 6ª feira
    Roding | ALEMANHA
    Local: À definir
    Horário: À definir

     

    11/06/2016 – Sábado
    Stuttgart | ALEMANHA
    Local: À definir
    Horário: À definir

 

Fonte: IBF

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Bruxelas, 02 – A ONG Greenpeace alegou nesta segunda-feira que as discussões em torno do Acordo Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês), negociado entre os Estados Unidos e a União Europeia, ignoram a agenda ambiental.

A ONG divulgou em seu site um documento de 248 páginas com um trecho da última negociação do TTIP, ocorrida em Nova York, em abril. Aspectos do acordo comercial levantaram preocupações dos ambientalistas sobre os níveis de proteção ao consumidor, segurança dos alimentos e do meio ambiente.

O trecho vazado representa quase metade do texto discutido nesta última reunião. De acordo com o Greenpeace, em nenhum ponto do documento há indicação ou preocupação com a agenda climática, por exemplo.

“Está na hora de colocar uma luz sobre essas negociações. O progresso ambiental está sendo trocado a portas fechadas”, afirmou Faiza Oulahsen, representante do Greenpeace na Holanda.

A comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, respondeu rapidamente a essas preocupações, alegando que o bloco europeu não diminuirá o nível de proteção que oferece aos consumidores acerca da segurança alimentar e do meio ambiente. Para ela, as contestações alarmantes do Greenpeace não passam de uma “tempestade em copo d’água”.

“Nenhum acordo da União Europeia jamais diminuirá os níveis de proteção do consumidor ou segurança dos alimentos e do meio ambiente”, disse Malmstrom.

Os dois maiores blocos econômicos têm discutido sobre o tratado desde 2013. O Acordo pretende colocar próximo de zero algumas tarifas de comércio, além de remover ou simplificar uma série de regulamentações que vão desde o comércio de automóveis até a indústria química.

O vazamento de documentos acontece uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tentarem acelerar a assinatura do Acordo para que uma possível resistência dentro dos dois países pudesse fechar a janela de possibilidade para a consolidação do TTIP. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Jornal O Estado de Minas

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Para vigorar, é necessário que nações ratifiquem texto internamente. China e EUA, maiores poluidores, dizem que farão processo este ano.

Na última sexta-feira (22), na sede das Nações Unidas, em Nova York, 175 países assinaram o Acordo de Paris contra a mudança climática. Jamais tantos países tinham assinado uma convenção internacional deste tipo no primeiro dia em que o texto foi aberto para que as nações começassem a aderir.

Para que o acordo entre em vigor, é preciso agora que pelo menos 55 países, que somem no total 55% das emissões globais, completem o processo de ratificação. Entre eles, 15, em sua maioria pequenos países insulares, já o fizeram nesta sexta, e espera-se que ao longo deste ano muitas outras nações sigam o caminho. Na maioria dos casos, os países precisam que o texto seja aprovado por seus parlamentos.

Os dois maiores poluidores do mundo, Estados Unidos e China, se comprometeram a cumprir esses processos neste ano e, no caso dos chineses, antes da cúpula do G-20 prevista para setembro.

Dilma assina acordo do clima na ONU (Foto: Jewel Samad/AFP)

O Brasil foi representado pela presidente Dilma Rousseff.

A França, que liderou as negociações deste primeiro acordo global contra a mudança climática, espera que seu parlamento autorize a ratificação ainda neste ano, segundo o presidente François Hollande.

O chefe de Estado francês, que foi hoje o primeiro a assinar o documento, cobrou que os demais países da União Europeia (UE) deem o “exemplo” e cumpram as ratificações ao longo de 2016.

Os discursos dos líderes mundiais ressaltaram o sentimento de urgência de ação contra o aquecimento global. “Estamos em uma corrida contra o relógio”, advertiu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que reiterou que o “futuro” do mundo depende dos progressos rumo a uma economia baixa em emissões. “Estamos batendo recordes nesta reunião, e é uma boa notícia. Mas os recordes também estão sendo batidos fora”, disse Ban ao se referir sobre as temperaturas globais e o degelo.

Já o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, selou o pacto em nome de seu país acompanhado de sua neta de 2 anos. As Nações Unidas também destacaram a importância do momento para o futuro do mundo e decidiu que, ao invés de um alto dirigente da organização, as primeiras palavras da sessão de assinatura fossem da jovem tanzaniana Gertrude Clément, que com apenas 16 anos se destacou por seu ativismo sobre o clima.

Os mais de 60 líderes e centenas de representantes nacionais reunidos no salão da Assembleia Geral ouviram também um forte discurso do ator Leonardo DiCaprio, que apoia a ONU como Mensageiro contra a mudança climática.

“O mundo está olhando. Os senhores serão aclamados ou vilipendiados pelas gerações futuras”, alertou DiCaprio aos líderes mundiais, ressaltando que “o planeta não será salvo se não deixarmos os combustíveis fósseis debaixo da terra, onde pertencem”.

Leonardo DiCaprio na sede da ONU nesta sexta (22) (Foto: Jewel Samad/AFP)
Leonardo DiCaprio na sede da ONU nesta sexta (22) (Foto: Jewel Samad/AFP)

O acordo é o primeiro pacto universal de luta contra a mudança climática de cumprimento obrigatório e determina que seus 195 países signatários ajam para que a temperatura média do planeta sofra uma elevação “muito abaixo de 2°C”, mas “reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C”.

Processo de adesão

A adoção do texto de Paris, que colocou fim a anos de complexas e trabalhosas negociações, “não quer dizer que as partes aderem automaticamente ao acordo”, lembra Eliza Northrop, do World Resources Institute.

São necessárias duas etapas: a assinatura (aberta desta sexta-feira até abril de 2017) e a ratificação em função das regras nacionais (votação pelo parlamento, decreto, etc). Formalmente, para entrar em vigor, o acordo de Paris precisa ser ratificado por 55 países que representem 55% das emissões mundiais de gases de efeito estufa.

Alguns países indicaram que depositarão os instrumentos de ratificação imediatamente depois da assinatura da convenção, no próprio dia 22 de abril, enquanto em muitas nações se requer a aprovação parlamentar.

“Uma entrada em vigor rápida”, talvez em 2017 ou 2018, “permitiria enviar uma mensagem política”, afirma Laurence Tubiana, negociadora francesa.

“Para aplicá-lo, os Estados devem agora organizar sua transição energética, que passa por uma reorientação dos investimentos”, resume Celia Gautier, da ONG Réseau Action Climat (ONG).

VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS DO ACORDO DO CLIMA DE PARIS

– Países devem trabalhar para que aquecimento fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC
– Países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 bilhões por ano
– Não há menção à porcentagem de corte de emissão de gases-estufa necessária
– Texto não determina quando emissões precisam parar de subir
– Acordo deve ser revisto a cada 5 anos


Acordo inédito

O Acordo de Paris foi  primeira vez que se atinge um consenso global em um acordo em que todos os países reconhecem que as emissões de gases do efeito estufa precisam ser desaceleradas e, em algum momento, comecem a cair.

Cientistas criticam a ausência de metas específicas de cortes de emissão para períodos de longo prazo – de 2050 –, mas o acordo deixa em aberto a possibilidade de que essas sejam estabelecidas posteriormente, com “a melhor ciência possível”.

O tratado não determina com precisão até quando as emissões precisam parar de subir e começar a cair, mas reconhece o pico tem de ocorrer logo.

“As partes do acordo visam atingir um pico global nas emissões de gases de efeito estufa assim que possível, reconhecendo que o pico levará mais tempo para países em desenvolvimento”, diz o texto.

O documento ainda conclama os países a “adotarem reduções rápidas a partir de então, de acordo com a melhor ciência disponível, de modo a atingir um equilíbrio entre as emissões antropogênicas por fontes [queima de combustíveis fósseis] e pela remoção por sorvedouros de gases de efeito estufa na segunda metade deste século.”

Financiamento

Também está incluído o compromisso de países ricos de garantirem um financiamento de ao menos US$ 100 bilhões por ano para combater a mudança climática em nações desenvolvidas a partir de 2020, até ao menos 2025, quando o valor deve ser rediscutido.

O acordo também inclui um mecanismo para revisão periódica das promessas nacionais dos países para rever suas metas de desacelerar as emissões do efeito estufa, que não atingem hoje nem metade da ambição necessária para evitar o aquecimento de 2°C.

Tanto o financiamento quanto a ambição terão de ser revistos de cinco em cinco anos. A primeira reunião para reavaliar o grau de ambição dos cortes é prevista para 2023, mas em 2018 deve ocorrer um encontro que vai debatê-las antecipadamente.

Proposta final de texto da COP 21 agora é analisada pelos representantes de 195 países (Foto: Miguel Medina/AFP)
Proposta final de texto da COP 21: texto foi aprovado pelos 195 países (Foto: Miguel Medina/AFP)

Outro ponto crucial do acordo foi o estabelecimento de um mecanismo de compensação por perdas e danos causados por consequências da mudança climática que já são evitáveis. Muitos países pobres e nações-ilhas cobravam um artigo especial no tratado para isso, e foram atendidos.

Países emergentes lutaram muito durante as negociações contra que fossem obrigados a dar contribuições junto com países ricos. No final, a obrigação ficou apenas com países ricos.

“Países desenvolvidos parte do acordo devem fornecer recursos financeiros para auxiliar países em desenvolvimento com relação a mitigação e adaptação”, diz texto do acordo. “Outras partes são encorajadas a continuar a prover tal suporte voluntariamente.”

Fonte: G1, em São Paulo

Medições mostram que camada de gelo do Ártico avançou menos durante o inverno, registrando novo recorde inferior. Para cientistas, parte da culpa é do aquecimento global.

O aumento das temperaturas no Ártico, durante o último inverno no hemisfério norte, fez com que a camada de gelo alcançasse a menor área máxima já registrada nessa estação do ano.

Em 2016, a cobertura máxima de gelo, registrada no dia 24 de março, foi de 14,52 milhões de quilômetros quadrados, batendo o recorde inferior do ano passado, que havia sido de 14,54 milhões de quilômetros quadrados.

Essas medidas se referem à área máxima da cobertura de gelo no mar antes de ela começar a recuar com a chegada da primavera.

O aquecimento do Ártico

“O recorde inferior da camada de gelo do Ártico, durante o último inverno, é um dos sintomas e consequências do aquecimento global em curso, causado pelas emissões humanas de gases do efeito estufa”, afirma o cientista Stefan Rahmstorf, do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre o Impacto Climático.

Ele lembra que as temperaturas globais têm aumentado constantemente desde o início dos anos 1970. As temperaturas do ar sobre o Ártico em dezembro, janeiro e fevereiro ficaram entre 2 e 6 graus Celsius acima da média em quase todas as regiões, segundo o Centro Nacional da Neve e do Gelo dos EUA (NSIDC, na sigla em inglês).

Temperaturas de 12 graus Celsius acima da média foram registradas no norte de Svalbard em março. “Eu ainda não havia visto um inverno tão quente e maluco no Ártico”, diz Mark Serreze, diretor do NSIDC. “O calor foi implacável.”

Em 24 de março, a extensão da camada de gelo no mar era de 14,52 milhões de quilômetros quadrados

Em 24 de março, a extensão da camada de gelo no mar era de 14,52 milhões de quilômetros quadrados

Águas quentes do Atlântico

Segundo cientistas, as altas temperaturas podem ter sido causadas, em parte, pelo efeito El Niño no Oceano Pacífico. O degelo mais dramático, porém, foi no lado do Ártico mais próximo ao Atlântico, nos mares de Barents e de Kara.

Tore Furevik, diretor do Centro Bjerknes de Pesquisa Climática da Noruega, afirma que isso aconteceu porque as correntes quentes do Atlântico são as principais causas do degelo do mar durante o inverno.

“Tivemos águas muito quentes fluindo em direção ao Ártico, vindas do Atlântico Norte, durante os últimos anos”, explica Furevik. “Parte disso é provavelmente culpa do aquecimento global, mas outra parte talvez se deva à flutuação natural.”

Por isso, a camada de gelo no mar durante o inverno é vista como um indicador menos confiável das mudanças climáticas do que a camada de gelo durante o verão. Mas Furevik afirma que as mudanças climáticas foram, sem dúvida, um fator importante.

“Tivemos um degelo recorde no Ártico no ano passado e um novo recorde neste ano – isso aponta para o aquecimento global. Não deveríamos ficar surpresos se, no ano que vem, tivermos de novo mais gelo, mas a tendência de longo prazo é evidentemente de menos gelo no mar”, diz o especialista.

Implicações para os sistemas meteorológicos

A perda de gelo no Ártico e o consequente aumento do nível do mar têm implicações para os sistemas meteorológicos. “O que gera especial preocupação é o rápido aquecimento do Ártico durante os últimos 15 anos”, diz Rahmstorf.

“Isso tem causado uma perda acelerada de gelo continental na Groenlândia, o que eleva o nível do mar e provavelmente contribui para o enfraquecimento da corrente do Golfo. Possivelmente também afetou as correntes de jato na atmosfera e tem sido associado a eventos climáticos extremos em latitudes médias”, realça.

Menos gelo no mar significa que mais calor pode ser absorvido e emitido pelo oceano. Furevik diz que pesquisas estavam sendo realizadas a fim de listar os possíveis impactos do degelo no Mar de Barents para os sistemas climáticos do oriente, incluindo consequências para o inverno de países como a China e Japão.

Impulso para a pesca

No entanto, há quem ganhe com o aquecimento do Atlântico Norte. Uma camada mais reduzida de gelo e águas mais quentes têm sido um impulso considerável para a pesca, afirma Furevik.

“A quantidade de bacalhau na costa norte da Noruega e do Mar de Barents parece ser maior do que nunca. Então, é um impacto muito positivo para a economia do norte norueguês”, explica.

Porém, o Greenpeace alertou que a pesca no Ártico representa uma ameaça para a biodiversidade da região.

Bildergalerie Svalbard Global Seed Vault
 TESOURO DE SEMENTES NO ÁRTICO

Paisagem deslumbrante

Spitzbergen é um arquipélago pertencente à Noruega, com área equivalente às da Bélgica e da Suíça juntas. Árvores? Sem chance! Para onde quer que se olhe, o que se vê são pequenas montanhas de topos achatados. O ar é cristalino, e o céu, azul vivo – uma paisagem deslumbrante. No verão, há luz 24 horas por dia. No inverno, é sempre escuro, e a temperatura cai para -25 graus Celsius.

Fonte: DW Made for Minds

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Um morador da Singapura foi obrigado a pagar 10 mil dólares por emissões nocivas que o seu carro ecológico teria emitido.

John Nguen recebeu a multa por causa do seu carro elétrico Tesla Model S.

A decisão foi feita pelo Ministério do Transporte da Singapura após realizar testes no carro pela primeira vez neste país. O Model S recebeu a categoria de veículos mais prejudiciais ao meio ambiente.

​A razão para tal controvérsia é simples: ao considerar o impacto ambiental de carros, as autoridades da Singapura não só olham para emissões de tubo de escape, que carros Tesla simplesmente não têm. Mas elas tomam em consideração também um indicador que define o montante condicional de emissões de dióxido de carbono que ocorreu durante a produção de eletricidade para o carro – 0,5 gramas em um quilômetro de via em cada watt-hora consumida pelo carro.

“O que é interessante aqui é a falta de convergência dos dados oficialmente declarados por produtor e os registrados pelas autoridades de Singapura – 210 watts-horas contra 444 watts-horas em um quilômetro.”

Cabe mencionar também que o singapurense que recebeu a multa após testes inicialmente queria fazê-los para receber descontos de taxas, previstas para proprietários de carros ecológicos em Singapura.

Fonte: Sputnik News

O NÍVEL de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentou a uma velocidade inédita em 2015, relataram recentemente os cientistas do Governo dos Estados Unidos da América (EUA), reforçando as preocupações sobre um dos principais gases com efeito de estufa.

A medição foi feita no observatório que a agência governamental para os oceanos e a atmosfera (NOAA, na sigla em Inglês) tem em Mauna Loa, no Havai.

“A taxa de crescimento anual do dióxido de carbono na atmosfera (…) saltou 3,05 partes por milhão durante 2015, o maior aumento anual em 56 anos de investigação”, adiantou a NOAA, em comunicado.

O ano passado também foi o quarto consecutivo em que o dióxido de carbono na atmosfera aumentou mais de duas partes por milhão.

Em relação a Fevereiro, o nível global atmosférico do dióxido de carbono foi de 402,59 partes por milhão, o que é uma subida significativa em relação aos tempos pré-industriais.

Antes de 1800, o dióxido de carbono na atmosfera era de 280 partes por milhão.

“Os níveis de dióxido de carbono estão a aumentar mais depressa do que ocorreu durante centenas de milhares de anos”, especificou Pieter Tans, o principal cientista da Rede de Referência Global dos Gases com Efeito de Estufa da NOAA.

A situação atual, comparou, “é explosiva quando comparada com o processo natural”.

Fonte: www.jornalnoticias.co.mz

HONSHU (IPC Digital) – A organização não governamental Greenpeace alertou no último dia 4 que o impacto ambiental nas florestas causado pelo acidente nuclear em Fukushima, no Japão, em 2011, começa a se manifestar e vai permanecer como fonte de contaminação nos próximos anos.

Com a aproximação do quinto aniversário do desastre, o Greenpeace alerta para sinais de mutação nas árvores e o surgimento de vermes com DNA danificado, enquanto “vastas reservas de radiação” impedem que a floresta seja descontaminada.

Num relatório, o Greenpeace aponta para o “aparente aumento de mutações em abetos (…), mutações hereditárias nas populações de borboletas azuis”, bem como “vermes de DNA danificado em zonas altamente contaminadas”.

O relatório surge no momento em que o governo pretende levantar várias ordens de evacuação para vilas em torno da central de Fukushima até março de 2017. Atualmente, apenas as zonas residenciais estão sendo limpas por recomendação da Agência de Energia Atômica Internacional.

FONTE: EBC

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Acredita-se que rio Ayotac teria sido drenado por cratera de 30 metros de largura e 20 de profundidade; impacto de fenômeno preocupa região de ampla atividade rural.

Moradores de uma zona montanhosa no Estado de Veracruz, no sudeste do México, viram um caudaloso rio desaparecer em questão de dois dias.

Tudo o que resta do rio, o Ayotac, é o leito cheio de pedras, poças e lodo. E o mistério ficou ainda maior porque a região tinha sido atingida por chuvas. Parecia que o rio tinha simplesmente sido tragado pela terra.

A explicação das autoridades locais é justamente essa: uma falha geológica abriu uma cratera de 30 metros de largura e 20 de profundidade na altura do vilarejo de Rancho San Fermin, a 3 km da nascente do Ayotac.

Resgate
Mas peritos ainda não determinaram se o esvaziamento será permanente.

“Entendermos o que aconteceu levará tempo e avaliar o impacto também”, disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, um porta-voz da Defesa Civil do Estado de Veracruz.

A única coisa que se sabe até agora é que o rio desapareceu. Atoyac, na língua indígena nahuatl, significa “água que derrama”.

O rio nasce no município de Amatlan de Los Reyes, em uma zona montanhosa em que há um vulcão, o Monte Orizaba. É o segundo mais alto do México, perdendo apenas para o Popocatépetl. O Atoyac, desemboca no rio Cotaxtla, cuja foz é no Golfo do México.

E este rio também já começou a perder volume, o que preocupa uma região de extensa atividade agropecuária. Segundo o prefeito da cidade de Atoyac, pelo menos 10 mil famílias podem ser diretamente afetadas pela falta d’água.

“Precisamos resgatar o rio, pois não apenas a fauna e a flora estão morrendo, mas também a alma e a vida da região”, disse ele à mídia local.

Rio Atoyac antes de perder o volume (Foto: Governo Veracruz/ BBC)Rio Atoyac antes de perder o volume (Foto: Governo Veracruz/ BBC)

A Bacia do Atoyac há alguns anos sofre com a poluição. Suas águas estão contaminadas com resíduos domésticos e dejetos dos engenhos de açúcar, plantações e de fazendas pecuárias. E o problema agora é que as águas não podem mais carregar tudo para longe.

As autoridades ambientais têm esperança de encontrar uma solução, até porque a nascente do rio não foi afetada. Uma das soluções, segundo Dalos Rodríguez Vargas, procurador estadual para o Meio Ambiente, seria fazer alterações no curso do rio.

“Precisamos reorientar o curso, mas que a água continue correndo por onde corria, pois o rio é uma fonte importante de abastecimento”, explicou Vargas.

É uma corrida contra o tempo e algo precisa ser feito antes que termine a temporada de estiagem, período em que os habitantes da região estão já acostumado a um menor nível do rio.

Fonte: G1

O rápido crescimento e industrialização da China tornou-se o líder em eletrônicos e muitas outras áreas, mas este rápido crescimento econômico tem um custo para o meio ambiente, por essa razão, para melhorar sua imagem do país a construir o maior estação ferroviária Ásia 100% funcional com energia solar.

Apelidado de Pequim Sul , a estação tem bastante quarto para abrigar dentro de um Boeing 747 e vai mobilizar 30.000 passageiros por espaço de hora. O uso de energia solar para escalas gigantescas, cobre grande parte da estrutura do telhado com 3246 painéis solares que geram energia suficiente para abastecer a estação.

Fonte: meioambienterio

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