Meio Ambiente

Redução na conta de energia pode chegar a 95% por mês.
Investimento inicial se paga em torno de seis anos, diz especialista

O sol é uma fonte com potencial para produzir energia elétrica de forma econômica e sustentável e o Brasil tem um grande potencial fotovoltaico. De acordo com Luís Guilherme Campos de Oliveira, sócio proprietário de uma empresa de energia solar em São Roque (SP), a economia pode chegar a até 95% na conta de energia por mês.

“O painel solar produz mais ou menos energia de acordo com a radiação do local, mas todas as casas e empresas podem ter energia solar”, explica Oliveira. “A Alemanha foi uma das pioneiras nesse ramo e no local com menos sol no Brasil tem 30% a mais de potencial fotovoltaico do que no lugar com mais sol na Alemanha”, afirma.

O governo brasileiro vem estudando formas de impulsionar a geração solar fotovoltaica no país, conforme afirmou o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, na abertura de um evento relacionado ao tema. O Brasil deve integrar o ranking dos 20 maiores produtores de energia solar em 2018, segundo o boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2015”, publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). China, Estados Unidos e Alemanha são os países que têm mais potência instalada atualmente, segundo o Portal Brasil, do Governo Federal.

Sistema de energia solar (Foto: Divulgação)Sistema de energia solar (Foto: Divulgação)

O especialista explica que existem três estruturas básicas no sistema de energia solar: a de fixação, os painéis solares – que são compostos por células fotovoltaicas que recebem luz do sol e convertem em corrente continua – e o inversor, que transforma essa energia em corrente alternada, que é a usada em residências.

Há oito meses, o engenheiro eletricista Diego Branco, também de São Roque, usa energia solar em sua casa. Ele relata que a instalação dos painéis foi realizada em um dia. “É feito um projeto anterior para definir o ponto em que esses painéis serão instalados. Em chácaras ou lugares abertos, por exemplo, dá para colocá-los no chão, em áreas verdes. Dá para adequar o lugar onde as placas serão colocadas”, conta.

Diego conta que optou pela instalação do sistema solar depois da alta nos preços da energia elétrica tradicional. “Tive um investimento inicial em torno de R$ 15 mil com seis painéis e o inversor. Mas no fim do mês, a minha conta caiu de R$ 130  para cerca de R$ 30”, contabiliza.

“O investimento inicial se paga em torno de seis anos. Investir em energia solar é melhor que qualquer aplicação financeira no mercado porque a taxa de retorno do investimento fica em torno de 20%”, expõe Luís Guilherme.

O especialista explica que o sistema solar funciona como um sistema de crédito e débito. “Se a pessoa produzir mais energia do que consumir, ela vai para a rede da concessionária. Com as mudanças das leis da Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL, o que foi ela produziu e não consumiu pode abater conta de outras residências ou comércios que tenham o mesmo CNPJ ou CPF e que sejam atendidos pela mesma concessionária.”

“Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou ainda que existe valorização de mais de 10% de imóveis que tem energia solar e esses imóveis são vendidos 30% mais rápido”, afirma Oliveira. “Durante o dia, a energia excedente que você produz é mandada para a rede da concessionária. A noite, ou em dias sem sol, você pega a energia que mandou para lá”, explica.

O especialista destaca também que durante apagões, por questões de segurança, a energia de locais com sistema solar também é cortada. Mas ele afirma que, se nesse período o dia estiver ensolarado, a energia ainda é produzida e enviada para a rede da concessionária.

Manutenção
Uma das vantagens que atraiu o engenheiro Diego Branco foi a baixa manutenção do sistema solar. Guilherme explica que ela é quase inexistente e ressalta que em apenas alguns casos é preciso uma limpeza simples com água e sabão.

O especialista ainda fala sobre outra vantagem. “É possível verificar a produção de energia do estabelecimento no computador ou tablet, através de um site específico. O sistema mostra quanto foi produzido no dia, no mês, no ano, além de saber quanto o local deixou de emitir de CO2.”

A preocupação com o meio ambiente também foi um fator decisivo para Diego Branco optar pela energia solar. “Se tivéssemos mais casas e empresas com solar, teríamos menos termoelétricas ligadas, que é uma fonte de energia mais cara e suja”, comenta. “A energia solar é totalmente limpa e, por causa da menor emissão de Co2 há uma redução do efeito estufa”, conclui Luís Guilherme.

É feito um projeto para definir onde os painéis solares serão instalados (Foto: Divulgação)É feito um projeto para definir onde os painéis solares serão instalados (Foto: Divulgação)

São Paulo – As florestas ocupam 22% do território daÍndia. É pouco, mas vale muito: nada menos do que US$ 1,7 trilhões, quase o PIB do próprio país, e mais que o do Canadá. A estimativa vem de um relatório produzido por uma painel de cientistas do Instituto Indiano de Pesquisa e Gestão Florestal da Índia.

Em 2013, a pedido do governo indiano, eles calcularam o Valor Presente Líquido (VPL) das florestas indianas para uma situação hipotética em que toda a cobertura vegetal fosse convertida para atividades econômicas.

Como nossas sociedades têm dificuldade de enxergar valor em coisas que não circulam dentro do tradicional sistema de preços — quanto custam as árvores, as águas de um manacial ou até mesmo o ar que se respira? — a valoração ambiental tem atraído atenção de governos, que buscam de alguma forma legitimar a importância da preservação dos ecossistemas naturais.

No caso indiano, a legislação determina que quando terrenos florestais são convertidos para uso industrial, o desenvolvedor do projeto tem que pagar uma quantia determinada para a arborização compensatória e o Valor Presente Líquido (VPL) da floresta, para compensar a perda de ecossistema.

Neste mês, o ministro de Meio Ambiente daquele país aprovou o relatório apresentado em 2013, que a partir de agora servirá de base para calcular o valor de compensação florestal por áreas que vierem a ser desmatadas. As taxas de cobrança foram fixadas em 2008, mas a nova revisão de valores deve duplicar essas taxas, segundo o Hindu Times.

O desmatamento, seja ele legal ou ilegal, é um ciclo vicioso. Na Índia, a perda de cobertura florestal está associada, principalmente, à agricultura, exploração de madeira, mineração e construção indiscriminada de projetos hidroelétricos. Para agravar, o país ainda tem uma população em crescimento constante e uma urbanização desordenada, o que aumenta a pressão sobre as áreas verdes.

O saldo da perda de floresta é sempre desastroso, e inclui erosão do solo, secas e enchentes extremas. Um estudo recente do Indian Institute of Science de Bangalore estimou que o desmatamento em grande escala poderia, até mesmo, mudar a direção das chuvas de monção para o sul do país, o que reduziria a precipitação na Índia em quase um quinto, segundo os cientistas.

Na prática, com a aplicação das novas taxas pelo Ministério do Meio Ambiente, a Índia vai aumentar a sua arrecadação junto aos industriais e talvez frear novas investidas do setor sobre as áreas florestadas remanescentes.

Apesar das aparentes boas intenções da nova abordagem, as autoridades deixaram de fora cerca de 400 milhões de pessoas que dependem direta ou indiretamente dos recursos florestais para sua sobrevivência.

Ao contrário do que propunha o relatório do Instituto Indiano de Gestão Florestal e Pesquisa Florestal da Índia, as comunidades florestais não serão contempladas pelo fundo de compensação por desmatamento. Então quando uma floresta for desmatada para fins econômicos, as comunidades tradicionais afetadas não serão compensadas e tampouco participarão do processo de decisão inicial.

Historicamente, a Índia herdou uma infraestrutura de governança florestal colonial que trata as florestas como propriedade do Estado. Essa situação gerou nos últimos anos uma grande mobilização nacional exigindo direitos locais sobre as florestas e culminou em 2006 com a criação da Lei de Direitos Florestais.

Mas as autoridades indianas ainda falham em reconhecer os direitos coletivos territoriais dos grupos tribais. A falta de direitos legalmente reconhecidos deixa as comunidades vulneráveis à perda de suas terras, o que, por tabela, também reduz a proteção das florestas, um problema que extrapola as fronteiras indianas.

Globalmente, existem pelo menos 513 milhões de hectares de florestas comunitárias, reconhecidas legalmente. Estudos mostram que esses terrenos, mantidos coletivamente por populações rurais ou indígenas, revelam-se aliados na luta pela preservação ambiental e no combate às mudanças climáticas.

Nesse sentido, fortalecer os direitos das comunidades florestais e expandir suas áreas é uma oportunidade para os governos cumprirem suas metas climáticas ao mesmo tempo em que protegem o meio ambiente.

Fonte: Revista Exame

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Aquecimento global é o processo de aumento da temperatura média dos oceanos e da atmosfera da Terra

O aquecimento global e as mudanças climáticas são termos para o aumento escala século observada na temperatura média da Terra sistema climático e seus efeitos relacionados.

Várias linhas de evidências científicas mostram que o sistema climático está a aquecer. Embora o aumento da temperatura atmosférica perto da superfície é a medida do aquecimento global frequentemente relatados na imprensa popular, a maior parte da energia adicional armazenada no sistema climático desde 1970 tem ido para o aquecimento dos oceanos.

O restante derreter gelo e aqueceu os continentes e atmosfera . Muitas das mudanças observadas desde os anos 1950 são sem precedentes ao longo de dezenas de milhares de anos.

O Que é Aquecimento Global? Guia Tira Dúvidas! 

A compreensão científica do aquecimento global está aumentando.O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) relatou em 2014 que os cientistas eram mais de 95% de certeza de que o aquecimento global é principalmente causado pelas atividades humanas (antropogênicos) , principalmente o aumento das concentrações de gases de efeito estufa como o dióxido de carbono (CO 2 ).

Human-made dióxido de carbono continua a aumentar acima dos níveis não vistos em centenas de milhares de anos: atualmente, cerca de metade do dióxido de carbono liberado pela queima de combustíveis fósseis não é absorvida pela vegetação e os oceanos e permanece na atmosfera.

Modelo climático projeções resumidas no relatório indicou que durante o século 21, a temperatura da superfície global é provável que aumente mais um 0,3 a 1,7 ° C (0,5 a 3,1 ° F) para seu mais baixo cenário de emissões usando uma mitigação rigorosa e 2,6-4,8 ° C (4,7-8,6 ° F) por sua alta. Estes resultados foram reconhecidos pelas academias nacionais de ciências dos países mais industrializados e não são contestados por qualquer órgão científico da posição nacional ou internacional.

Futuras mudanças climáticas e impactos associados será diferente de região para região ao redor do mundo. Antecipados efeitos incluem aquecimento da temperatura global, a subida do nível do mar , mudando a precipitação , e expansão de desertos nos subtrópicos.

É esperado aquecimento ser maior sobre a terra do que sobre os oceanos e maior no Ártico , com o contínuo recuo das geleiras , permafrost e gelo do mar . Outras mudanças prováveis incluem mais frequentes climáticos extremos eventos, incluindo ondas de calor , secas , pesadas chuvas com inundações e pesada queda de neve ; a acidificação dos oceanos ; e extinção de espécies devido à mudança de regimes de temperatura. Efeitos significativos para os seres humanos incluem a ameaça à segurança alimentar de diminuir o rendimento das culturas e do abandono de áreas povoadas , devido à subida do nível do mar .

Uma vez que o sistema climático tem uma grande ” inércia ” e CO 2 irão permanecer na atmosfera durante um longo tempo, muitos desses efeitos não só existirá para décadas ou séculos, mas vai persistir por dezenas de milhares de anos.

Respostas sociais possíveis para o aquecimento global incluem a mitigação de redução de emissões, a adaptação aos seus efeitos, os sistemas de construção resistente aos seus efeitos, bem como sobre eventuais engenharia climática . A maioria dos países são partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), cujo objectivo final é o de evitar alterações climáticas antropogénicas perigosas .A UNFCCC adotaram uma série de políticas destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e para ajudar na adaptação ao aquecimento global.

Partes da UNFCCC concordaram que cortes profundos nas emissões são necessários e como primeiro alvo o futuro o aquecimento global deve ser limitado a abaixo de 2,0 ° C (3,6 ° F) em relação ao nível pré-industrial, enquanto o Acordo de Paris de 2015 afirmou que as partes também vai “prosseguir os esforços para” limitar o aumento da temperatura a 1,5 ° F (0,8 ° C).

Reações públicas para o aquecimento global e os temores gerais dos seus efeitos são também constantemente a aumentar, com 2.015 mundial Pew Research Center relatório mostrando uma média de 54% que o consideram “um problema muito sério”. Há, no entanto, diferenças regionais significativas. Notavelmente, americanos e chineses , cujas economias são responsáveis por maiores emissões anuais de CO2 , estão entre os menos interessados.

Mudanças de temperatura

A média global (terra e mar) temperatura da superfície mostra um aquecimento de 0,85 [0,65-1,06] ° C no período 1880-2012, com base em vários conjuntos de dados produzidos de forma independente. A temperatura média da superfície da Terra aumentou 0,74 ± 0,18 ° C ao longo do período 1906-2005. A taxa de aquecimento quase duplicou na última metade deste período ( 0,13 ± 0,03 ° C por década , contra 0,07 ± 0,02 ° C por década ).

A temperatura média do menor troposfera tem aumentado entre 0,13 e 0,22 ° C (0,23 e 0,40 ° F) por década desde 1979, de acordo com medições de temperatura via satélite . Proxies Clima mostrar a temperatura ter sido relativamente estável ao longo dos um ou dois mil anos antes de 1850, com variados regionalmente flutuações como o Período Quente medieval e da pequena Idade do gelo .

O aquecimento que é evidente no registro da temperatura instrumental é consistente com uma vasta gama de observações, como documentado por muitos grupos científicos independentes. Os exemplos incluem aumento do nível do mar , derretimento generalizado da neve e terra do gelo, aumentou o conteúdo de calor dos oceanos , o aumento de umidade,  e quanto mais cedo calendário de eventos da mola, por exemplo, a floração das plantas. A probabilidade de que essas mudanças poderiam ter ocorrido por acaso é praticamente nulo .

As mudanças de temperatura variar ao longo do globo. Desde 1979, as temperaturas da terra aumentaram cerca de duas vezes mais rápido que as temperaturas do oceano ( 0,25 ° C por década contra 0,13 ° C por década ). As temperaturas do oceano aumentam mais lentamente do que as temperaturas da terra por causa da eficácia maior capacidade térmica dos oceanos e porque o oceano perde mais calor por evaporação.

Desde o início da industrialização a diferença de temperatura entre os hemisférios tem aumentado devido ao derretimento do gelo do mar e neve no norte. As temperaturas médias árticas têm vindo a aumentar em quase o dobro do taxa do resto do mundo nos últimos 100 anos; no entanto temperaturas ártico também são altamente variáveis.

Embora mais gases são emitidos no Norte de Hemisfério Sul este não contribui para a diferença de o aquecimento porque as principais gases de estufa persistir o tempo suficiente para misturar entre os hemisférios.

A inércia térmica dos oceanos e respostas lentas de outros efeitos indiretos significa que o clima pode levar séculos ou mais para se ajustar às mudanças em forçar. Compromisso Clima estudos indicam que mesmo que gases de efeito estufa foram estabilizadas nos níveis do ano 2000, um aquecimento adicional de cerca de 0,5 ° C (0,9 ° F) ainda ocorrer.

Temperatura global está sujeita a flutuações de curto prazo que se sobrepõem tendências de longo prazo e pode mascarar-los temporariamente. A relativa estabilidade da temperatura da superfície 2002-2009, que foi apelidado o hiato aquecimento global pela mídia e alguns cientistas, é consistente com tal episódio. 2015 atualizações para explicar os métodos de diferentes medição medições de temperatura de superfície do oceano mostram uma tendência positiva sobre a última década.

anos mais quentes

15 dos melhores 16 anos mais quentes ocorreram desde 2000. Enquanto anos de recorde pode atrair interesse público considerável, anos individuais são menos significativos do que a tendência geral. Assim, alguns climatologistas têm criticado a atenção que a imprensa popular dá para estatísticas “ano mais quente”; por exemplo, Gavin Schmidt afirmou que “as tendências de longo prazo ou a sequência esperada de registros são muito mais importantes do que se qualquer único ano é um registro ou não.” [61]

2015 não foi apenas o ano mais quente já registrado, ele quebrou o recorde pelo maior margem pela qual o registro foi quebrado. 2015 foi o ano consecutivo 39 com temperaturas acima da média. Oscilações oceano como El Niño Oscilação Sul (ENOS) pode afetar as temperaturas médias globais, por exemplo, 1998 temperaturas foram significativamente reforçada por fortes condições de El Niño. 1998 continuou a ser o ano mais quente até 2005 e 2010, a temperatura destes dois anos foi reforçada por períodos de El Niño. O grande margem pela qual 2015 é o ano mais quente também é atribuída a outro forte El Niño.

No entanto, 2014 foi ENSO neutro. De acordo com a NOAA e NASA de 2015 teve mais quentes respectivos meses no recorde de 10 dos 12 meses. A temperatura média ao redor do globo foi 1.62˚F (0.90˚C) ou 20% acima da média do século XX. Em um primeiro, dezembro 2015 foi também o primeiro mês de sempre chegar a uma temperatura de 2 graus Fahrenheit acima do normal para o planeta.

Aquecimento Global

Tudo que você queria saber sobre nossa mudança climática, mas tinham medo de perguntar.

O que provoca o aquecimento global?

O aquecimento global ocorre quando o dióxido de carbono (CO2 ) e de outros poluentes do ar acumular-se na atmosfera e absorvem a luz solar e radiação solar que saltou fora da superfície da terra. Normalmente, essa radiação iria escapar para o espaço-mas estes poluentes, que podem durar por anos para séculos na atmosfera, prender o calor e causar o planeta ficar mais quente.

Nos Estados Unidos, a queima de combustíveis fósseis para gerar eletricidade é a maior fonte de poluição de reter o calor, produzindo cerca de dois bilhões de toneladas de CO2 por ano. usinas de queima de carvão são de longe os maiores poluidores. a segunda maior fonte de poluição de carbono do país é o setor de transportes, que gera cerca de 1,7 bilhões de toneladas de emissões de CO2 por ano.

Limitar perigosa mudança climática exige cortes muito profundos nas emissões, bem como o uso de alternativas aos combustíveis fósseis em todo o mundo. A boa notícia é que nós começamos uma reviravolta: as emissões de CO2 nos Estados Unidos, na verdade, diminuiu de 2005 para 2014, em parte graças à nova tecnologia, eficiência energética e do uso de combustíveis mais limpos. E os cientistas continuam a desenvolver novas formas de modernização das centrais eléctricas, geram eletricidade mais limpa, e queimar menos gasolina, enquanto nós dirigimos. O desafio é ter certeza que essas soluções são colocadas em uso e amplamente adotado.

É a terra realmente ficando mais quente?

Ao longo dos últimos 50 anos, a temperatura média global aumentou na taxa mais rápida na história. E especialistas vêem a tendência está se acelerando: Todos, exceto um dos 16 anos mais quentes da ficha 134 anos da NASA ter ocorrido  desde 2000 .

Mudanças climáticas negadores têm argumentado que houve uma “pausa” ou um “abrandamento” no aumento das temperaturas globais, mas vários estudos recentes, incluindo um papel 2015 publicado na revista Science, refutaram essa alegação. E os cientistas dizem que a menos que reduzir as emissões do aquecimento global, as temperaturas médias dos EUA poderiam aumentar em até 10 graus Fahrenheit durante o próximo século.

O aquecimento global está causando condições meteorológicas extremas?

Os cientistas concordam que a elevação das temperaturas da Terra estão alimentando as ondas de calor mais longos e mais quentes, secas mais frequentes, as chuvas mais pesadas, e furacões mais poderosos. Em 2015, por exemplo, os cientistas disseram que uma seca em curso na Califórnia-a pior escassez de água no estado 1.200 anos-tinham sido intensificadas em 15 por cento a 20 por cento pelo aquecimento global. Eles também disseram que as chances de secas similares que acontecem no futuro tinha praticamente dobrou durante o último século. E em 2016, as Academias Nacionais de Ciência, Engenharia e Medicina anunciou que agora é possível atribuir com confiança certos eventos climáticos, como algumas ondas de calor, diretamente para a mudança climática.

Temperaturas do oceano do planeta estão ficando mais quentes, também, o que significa que as tempestades tropicais pode pegar mais energia. Assim, o aquecimento global poderia girar, digamos, uma tempestade de categoria 3 para uma forma mais perigosa categoria 4 tempestade. Na verdade, os cientistas descobriram que a frequência de furacões no Atlântico Norte tem  aumentado  desde o início da década de 1980, bem como o número de tempestades que atingem as categorias 4 e 5. Em 2005, o furacão Katrina-o furacão mais caro em golpeou-história dos Estados Unidos New Orleans ; o segundo mais caro, o furacão Sandy, atingiu a Costa Leste em 2012.

Os impactos do aquecimento global estão sendo sentidos em todo o mundo. ondas de calor extremas causaram dezenas de milhares de mortes em todo o mundo nos últimos anos. E em um sinal alarmante de eventos que estão por vir, Antarctica tem vindo a perder cerca de 134 bilhões de toneladas de gelo por ano desde 2002. Esta taxa poderia acelerar se continuarmos a queima de combustíveis fósseis no nosso ritmo atual, alguns especialistas dizem que, fazendo com que o nível do mar subir vários metros ao longo dos próximos 50 a 150 anos.

Por que eu deveria me importar?

A cada ano, os cientistas saber mais sobre como o aquecimento global está afetando o planeta, e muitos concordam que, econômicas e consequências para a saúde ambiental têm probabilidade de ocorrer se as tendências atuais continuarem.Aqui é apenas um punhado de que podemos olhar para a frente:

  • O derretimento das geleiras, derretimento de neve precoce e secas severas vão causar mais dramáticos escassez de água e aumentar o risco de incêndios florestais no oeste americano.
  • A elevação do nível do mar vai levar a inundações costeiras na costa leste, especialmente na Flórida, e em outras áreas como o Golfo do México.
  • Florestas, fazendas e cidades terá de enfrentar novas pragas problemáticas, ondas de calor, chuvas pesadas, e aumento das inundações. Todos esses fatores irão danificar ou destruir a agricultura e as pescas.
  • Perturbação de habitats como os recifes de coral e prados alpinos poderia dirigir muitas espécies de plantas e animais à extinção.
  • Alergias, asma, e surtos de doenças infecciosas se tornarão mais comuns devido ao aumento do crescimento de ervas produtoras de pólen, níveis mais elevados de poluição do ar, e a propagação de condições favoráveis aos patógenos e mosquitos.

Onde é que os Estados Unidos está, em termos de contribuintes do aquecimento global?

Nos últimos anos, a China assumiu a liderança da poluição do aquecimento global, produzindo cerca de  28 por cento  de todas as emissões de CO2. Os Estados Unidos vem em segundo. Apesar de fazer-se apenas a 4 por cento da população do mundo, que produzem um 16 por cento enorme de todas as emissões de CO2-como globais tanto quanto a União Europeia e a Índia (terceiro e quarto lugar) combinados. E a América ainda é o número um, de longe, em emissões acumuladas ao longo dos últimos 150 anos. Nossa responsabilidade é importante para outros países, e deve importa para nós, também.

são os Estados Unidos fazendo nada para frear o aquecimento global?

Nós começamos. Mas, a fim de evitar os piores efeitos da mudança climática, precisamos fazer muito mais, juntamente com outros países-para reduzir a nossa dependência dos combustíveis fósseis e começar a utilizar energia limpa em seu lugar.

Em 2015, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos se comprometeram a reduzir a poluição de carbono de nossas usinas por cerca de um terço até 2030, em relação aos níveis de 2005, através do seu Plano de Energia Limpa. O Departamento de Transportes dos Estados Unidos propôs a poluição de carbono e padrões de economia de combustível que deve reduzir as emissões através da década de 2020. Os produtos químicos que contribuem para o aquecimento global, como hidrofluorocarbonetos (utilizado em condicionadores de ar), estão sendo eliminados da produção nacional, e por isso são itens domésticos energeticamente ineficientes, como lâmpadas incandescentes. Também em 2015, a energia solar e eólica forneceu mais de 5 por cento da eletricidade dos Estados Unidos pela primeira vez, ea construção começou no primeiro projeto de energia eólica offshore do país.

Globalmente, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Paris, 195 países-incluindo os Estados Unidos, concordou em disposições de redução de poluição, com o objetivo de prevenir a temperatura média global aumente mais de 1,5 graus Celsius acima da época pré-industrial. (Os cientistas dizem que devemos ficar abaixo de um aumento de dois graus para evitar impactos climáticos catastróficos.)

Para ajudar a fazer o negócio acontecer, a administração Obama prometeu US $ 3 bilhões para o Fundo Verde para o Clima, uma organização internacional dedicada a ajudar os países pobres adotar tecnologias de energia mais limpas. Sob os termos do acordo de Paris, nações participantes se reunirá a cada cinco anos, começando em 2020, a rever os seus planos para cortar as emissões de CO2. A partir de 2023, eles também terão de informar publicamente o seu progresso.

O aquecimento global é muito grande para mim fazer qualquer coisa sobre isso pessoalmente?

Não. Há muitos passos simples que você pode tomar agora para reduzir a poluição de carbono. Faça conservação de energia uma parte de sua rotina diária e suas decisões como um consumidor. Quando você compra novos aparelhos como geladeiras, lavadoras e secadoras, olhar para os produtos com selo Energy Star do governo; eles encontram um padrão mais elevado para a eficiência energética do que as exigências federais mínimos. Quando você compra um carro, procure aquele com o maior consumo de combustível e menores emissões. Você também pode reduzir suas emissões, tomando o transporte público ou carona quando possível.

E enquanto novos padrões federais e estaduais são um passo na direção certa, muito mais precisa ser feito.  Exprima seu apoio  das políticas de preparação favoráveis ao clima e alterações climáticas, e diga aos seus representantes que a transição de combustíveis fósseis sujos para limpar o poder deve ser uma prioridade, porque superior é vital para a construção de comunidades saudáveis, mais seguros.

Fonte: meioambienterio

Autuação foi no assentamento Tamarineiro II, em Corumbá (MS)
Se condenados, assentados podem pegar de um a dois anos de reclusão.

Policiais Militares Ambientais (PMA) autuaram e multaram dois assentados, de 52 e 74 anos, em R$ 2,5 mil por uso ilegal de motosserras e por exploração de aroeira nessa noite de sexta-feira (15) no assentamento Tamarineiro II em Corumbá, a 415 quilômetros de Campo Grande.

Segundo informações da PMA, eles derrubaram as árvores de espécie protegida por lei com as máquinas que não possuem Documento de Porte e Uso (LPU). A LPU é uma licença ambiental obrigatória para o transporte e utilização do equipamento.

As atividades foram interditadas. Os infratores responderão por crime ambiental, e se condenados, podem pegar pena que varia de um a dois anos de reclusão. O corte também é proibido em desmatamentos autorizados.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) proíbe o corte da aroeira e de outras madeiras nobres sem plano de manejo, que também precisa ser aprovado por órgãos ambientais.

24/05/2016 – Gilson Cavalcante / Governo do Tocantins

  • Fernando Alves/Governo do Tocantins

Técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e das empresas Geoconsult e SCCON estiverem reunidos nesta terça-feira, 24, para discutir sobre o mercado de sequestro e comércio de carbono (CO2), na Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). Ao final da primeira parte da reunião, Virgílio Gibbon, da FGV, apresentou a proposta para a implantação da metodologia para a mensuração das reduções de emissão de carbono por desmatamento, o que se denomina de crédito de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd).

A proposta elaborada pela FGV e a empresa Geoconsult, compreende três eixos: a mensuração por meio da metodologia; a certificação, que é submeter esse trabalho a organizações internacionais que vão validar se esses créditos, de fato existem e se são de boa qualidade; e a terceira, que é a fase de comercialização, cujos créditos são oferecidos ao mercado comprador, principalmente pelos países desenvolvidos.

De acordo com Virgílio Gibbon, é uma operação que promete no futuro ser um mercado bastante expressivo, porque os créditos de Redd são os únicos que apresentam um volume significativo capaz de contribuir para a redução do custo das emissões de carbono dos países desenvolvidos. “Sem os créditos de Redd, os países desenvolvidos não vão conseguir arcar com os custos necessários à redução de emissão que eles terão que fazer”, sustentou.

As duas primeiras etapas do projeto, só para elaboração, demorariam um ano, depois a certificação, que levaria mais um ano. “Mas a comercialização pode começar tão logo seja feita essa mensuração e seja submetida à certificação, uma vez que se pode vir a comercializar a créditos futuros”, observou o técnico da FGV.

No início dos trabalhos, Rodrigo Sabino, da Seplan, apresentou o Inventário Florestal do Estado do Tocantins, documento que servirá de base para a elaboração da metodologia de sequestro e comercialização de carbono. No mês de junho, técnicos do Grupo de Trabalho do Tocantins irão ao Acre conhecer detalhes sobre a experiência implantada naquele estado.

Protocolo de Quioto

Cada tonelada de CO2 não emitida ou retirada da atmosfera por um país em desenvolvimento pode ser negociada no mercado mundial. O mercado de créditos de carbono, que surgiu a partir do Protocolo de Quioto, acordo internacional que estabeleceu que os países desenvolvidos deveriam reduzir, entre 2008 e 2012, suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) 5,2% em média, em relação aos níveis medidos em 1990.

O Acre foi o primeiro estado a receber compensação por resultados na redução de emissões pelo desmatamento. A entrega da certificação REDD+SES (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal com Benefícios Socioambientais) foi feita em Paris, durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21).

“Só foi possível por todo apoio e cooperação que tivemos na construção desse processo com as organizações e também a participação social, com todos os direitos sociais e ambientais das comunidades salvaguardados”, destacou Virgílio Gibbon, para quem os padrões ou salvaguardas socioambientais formam um conjunto de mecanismos de controle e monitoramento de riscos e de cumprimento de direitos.

Reunião

Participaram da reunião, além da secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Meire Carreira; o subsecretário da pasta, Fábio Lelis; o diretor, Rubens Brito; Maurício Braga, da Geoconsult; Maurício Schavozin, da SCCON; Virgílio Gibbon, da FGV; Luiz Gylvan Meira, do Instituto de Estudos Avançados da USP; e de membros do Grupo de Trabalho (GT) do Governo do Estado, composto por representantes de vários órgãos.

Fonte: Portal Tocantins

O desmatamento ilegal da Floresta Amazônica avança a despeito da importância que a comunidade científica mundial e a sociedade atribuem ao bioma e ao impacto de sua destruição no clima do planeta. Em Mato Grosso, a região noroeste abriga o último maciço da floresta no estado e sofre forte pressão para exploração madeireira e ocupação de novas áreas para a produção agropecuária.

Entre os meses de agosto e dezembro de 2015, 419 quilômetros quadrados de Floresta Amazônica desapareceram do mapa no estado, de acordo com dados do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), operado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) com base em imagens de satélite gerados pela plataforma Google Earth Engine (EE).

A derrubada da mata nativa faz de Mato Grosso o único estado da Amazônia Legal a ampliar a área desmatada nos últimos cinco meses de 2015, com aumento de 16% no corte raso da floresta em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do SAD.

Entre janeiro e março de 2016, período de chuvas na região amazônica, as nuvens dificultam a visualização do desmatamento e da degradação florestal. O Boletim de Desmatamento da Amazônia Legal referente a janeiro de 2016, do Imazon, informa que Mato Grosso apresentou 63% de seu território coberto por nuvens, impedindo o cálculo do desmatamento no período.

Análises de imagens de satélite mostram que a tendência de retomada do desmatamento no estado começou em 2013. Segundo a especialista do Instituto Centro de Vida (ICV) de Mato Grosso Alice Thuault, o desmatamento total detectado de agosto a dezembro de 2015 é 670% maior do que o registrado no mesmo período em 2013.

“O padrão do desmate no estado mudou nos últimos 15 anos, provavelmente por causa dos satélites que dificultam que grandes áreas sejam derrubadas. Hoje, temos vários desmates pequenos, enquanto no passado eram mais comuns os grandes”, disse Alice. Segundo ela, o fato indica que novos pequenos proprietários continuam abrindo áreas, especialmente no noroeste do estado.

O chefe da Unidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do município de Juína, responsável pela fiscalização de toda a região noroeste do estado, Evandro Selva, explica que o potencial econômico da madeira e das terras da região ameaçam o que resta da floresta.

“Há uma certa ganância pelos recursos madeireiros do último maciço florestal de Mato Grosso e que tem colocado em xeque a sobrevivência da floresta na região. O avanço da agricultura nas áreas de pecuária tem empurrado o gado ao norte, e essas florestas já enfraquecidas pela exploração madeireira vão cair, é uma conta matemática”, avalia.

A superintendente do Ibama em Mato Grosso, Livia Passos Martins, defende a mudança do modelo de desenvolvimento da região como o único caminho para pôr um ponto final no desmate ilegal. “Já existem tecnologias que permitem o avanço do agronegócio sem ser sobre áreas remanescentes. Precisamos rediscutir o modelo do estado para tentar entender porque há mais de 20 anos o estado avança no agronegócio mantendo o formato anterior de desmatamento da floresta.”

Livia Martins destaca que a ideia de que o desenvolvimento do agronegócio no estado e a proteção ambiental não podem andar juntas é ultrapassada, e que estudos mostram que se áreas desmatadas e degradadas do estado forem recuperadas não será preciso derrubar mais árvores. “Não dá para repetir os modelos antigos que têm demonstrado fracasso no país. Se os lucros do agronegócio retornassem para o estado com a redução da pobreza, por exemplo, ou o aumento do nível educacional, mas não é isso o que acontece. Infelizmente, a grande renda ainda está concentrada na mão de poucos”, avalia.

A secretária adjunta de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Elaine Corsini, disse que o governo de Mato Grosso está cada vez mais preocupado em oferecer alternativas econômicas ao desmatamento no estado, especialmente para os pequenos produtores.

“Dar alternativas para não desmatar, para gerar uma renda, vender madeira como fonte de renda. É preciso fazer com que tenham incentivos para usar territórios que já foram abertos no passado que, em muitas situações, o Código Florestal considera como áreas consolidadas, abertas antes de 2008, mas que ele possa produzir nessas áreas e evitar a abertura de novas áreas. Pensar em alternativas para que essas pessoas possam se estabelecer, produzir e viver da produção em áreas que já foram abertas,” explica.

Na última Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21), sediada em Paris, em novembro de 2015, o governo federal assumiu o compromisso de acabar com o desmatamento ilegal da Amazônia até 2030. Em Mato Grosso, o governo estadual foi mais ousado e se comprometeu a acabar com o desmatamento ilegal no estado até 2020.

A estratégia apresentada pelo estado para acabar com o desmatamento ilegal foi desenvolvida em parceria entre todas as esferas do governo, especialistas de diversas organizações não governamentais e o setor produtivo.

O projeto prevê a substituição de 6 milhões de hectares de pastagens de baixo rendimento por cultivos de alta produtividade, sendo 3 milhões de hectares para grãos, como soja, milho e algodão, 2,5 milhões de hectares para a pecuária e meio milhão para floresta plantada. O projeto também prevê que 6 milhões de hectares de florestas nativas sejam licenciadas para manejo florestal sustentável, uma alternativa para explorar a madeira sem ameaçar a floresta.

A secretária Elaine Corsini destaca que o desmatamento no estado se concentra em poucos municípios que enfrentam questões fundiárias complexas, “cerca de 10”, o que torna difícil responsabilizar os culpados pelo desmate. “Precisamos fazer um esforço para efetivar a regularização nesses municípios”, disse. “Alguns municípios reclamam muito da questão fundiária. A regularização facilitaria, por exemplo, investimentos e acesso a crédito em muitas áreas.”, explica.

Elaine disse que as iniciativas para frear o desmatamento no estado estão previstas no Programa Municípios Sustentáveis. “O projeto vai captar recursos do Fundo Amazônia para fazer a regularização fundiária em diversos municípios. Teremos recursos para cadastrar os pequenos e fazer um levantamento de quem está no campo, produzindo o que, o que vai auxiliar no controle e planejamento para essas áreas”, disse Elaine, lembrando que o trabalho de combate ao desmatamento é conjunto e precisa envolver diversos órgãos.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com o apoio técnico da Universidade de Brasília (UnB), está desenvolvendo um projeto em 126 assentamentos na região norte de Mato Grosso para fazer a regularização ambiental das áreas e um diagnóstico da produção nesses assentamentos. “Com esse diagnóstico, vamos saber mais sobre a realidade atual para sabermos como agir para resolver o problema”, explicou Elaine Corsini.

Regularização ambiental

A bióloga Alice Thuault, diretora adjunta do Instituto Centro de Vida, destaca que, além da problemática fundiária, o Brasil precisa avançar na regularização ambiental das propriedades rurais para combater desmates e queimadas ilegais.

Para Alice, a demora na implementação do Código Florestal Brasileiro gera uma expectativa de que a legislação não será colocada em prática. Além disso, dá a impressão de que novas áreas poderão ser regularizadas e consolidadas para a produção agropecuária e que a recuperação de passivos ambientais não será cobrada de quem está desmatando agora. “A gente está em 2016, o código foi aprovado em 2012, e poucos avanços aconteceram. Estamos numa situação em que todos estão duvidando que a política pública vai pegar e será colocada em prática”, disse.

Entre as regras previstas no Código Florestal está o Cadastro Ambiental Rural de todas as áreas rurais do país, documento em que o proprietário apresenta o mapeamento das propriedades e informa as áreas consolidadas para atividade produtiva, as áreas de reserva legal e os passivos ambientais que devem ser recuperados nos imóveis rurais.

Em seguida, cada estado vai validar os cadastros. A validação do CAR vai permitir ao estadosaber qual é o passivo ambiental de todas as propriedades rurais de acordo com a lei. A partir daí, os proprietários terão que apresentar uma proposta de regularização das áreas. Essa cobrança ainda não começou a ser feita em nenhum estado brasileiro.

Alice Thualth lamenta que a validação desses cadastros avance lentamente e teme a prorrogação do prazo, previsto para encerrar em maio de 2016. “Já deveríamos estar validando o CAR há quatro anos, mas essa atividade nem começou. Por isso tem muitos rumores sobre a prorrogação do prazo do CAR. Somos contra a prorrogação do CAR, mas sabemos que para ser feito o Estado precisa auxiliar os pequenos produtores a se cadastrarem. Esse, para mim, é um dois maiores fatores do desmatamento”, avalia.

No início de maio, o governo federal prorrogou por mais um ano o prazo para que os mais de 1 milhão de proprietários e posseiros de pequenas terras que ainda não fizeram o cadastro não sejam prejudicados no acesso aos benefícios previstos no Código Florestal. A prorrogação do CAR não vale para propriedades superiores a quatro módulos fiscais, o equivalente a 110 hectares. Nesse caso, os proprietários que não cumpriram o prazo vão perder o direito aos benefícios do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e também ficarão sujeitos a restrições de crédito agrícola após 2017.

A secretária adjunta de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Elaine Corsini, disse que, em Mato Grosso, a validação teve início em setembro e destacou que o estado está à frente dos demais. Segundo ela, a base de cadastros dobrou no último ano, passando de 43 mil para 87 mil propriedades. “Nós migramos os 43 mil cadastros que já tínhamos no sistema do estado para a base de dados do governo federal (Sicar) e em setembro do ano passado começamos a validar os cadastros, com um módulo feito pelo Serviço Florestal Brasileiro”, diz.

A superintendente do Ibama em Mato Grosso, Livia Martins, disse o Código Florestal pode ter influenciado o aumento do desmatamento. “Toda vez que se cria uma expectativa de mudança de legislação, cria-se uma certeza na mentalidade rural de que vai haver alguma facilitação, seja ela qual for. Até virar prátíca, a gente já perdeu uma boa parte da floresta. Então, sempre que há mudança de norma, é preciso haver uma estratégia de comunicação forte para que a gente possa atingir o entendimento daqueles que estão em locais distantes do estado.”

Livia defende que o CAR seja efetivado o quanto antes pois vai viabilizar ao Ibama identificar a regularização e os limites das propriedades onde há, por exemplo, sobreposição com terra indígena, por exemplo, se há reserva legal completa, se há área de preservação permanente conservada.

Ela avalia que, no momento, há uma lacuna entre a legislação estadual e federal, mas alerta os proprietários rurais a cumprirem as regras do código porque, segundo ela, não serãoflexibilizadas. “Até a norma virar prática e os proprietários se habituarem em como os órgãos de controle estão incorporando a legislação nos procedimentos leva um tempo, até que percebam como vai funcionar”, explica. “A ordem é: não vamos desembargar áreas com desmatamento recente. Desmatou recentemente, a área não vai ser desembargada”, afirma.

Problemas fundiários, fiscalização precária e violência são entraves no combate ao desmatamento da Amazônia

Área degradada no município de Colniza, noroeste de Mato Grosso. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Área degradada no município de Colniza, noroeste de Mato Grosso. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Marcelo Camargo/Agência Brasil

As causas para a derrubada da vegetação nativa no noroeste de Mato Grosso são múltiplas. O desmatamento segue uma fórmula conhecida há décadas no estado, tanto nos assentamentos feitos por iniciativas de colonização privadas e públicas nas décadas de 60 e 80, quanto entre os que ainda chegam na região em busca de uma vida melhor. A madeira de alto valor econômico é extraída e depois se faz o corte raso da área, retirando toda a cobertura vegetal nativa para abrir espaço para pastagens ou plantações, em especial a monocultura da soja.

“A extração florestal, que é a parte inicial do desmate, dá o upgrade financeiro para manter o gado em cima, para fazer o pasto, fazer cercas, casas e estrada. É a madeira que dá esse aporte financeiro”, explica Evandro Selva, chefe da unidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Juína, a 754 km de Cuiabá, responsável pela fiscalização de 11 municípios do noroeste do Mato Grosso.

A fiscalização ambiental na região é precária. Três fiscais do Ibama trabalham continuamente em campo em uma área de 150 mil km2. “A área é quase o estado do Paraná. Na unidade temos três fiscais ligados à fiscalização em campo. O pessoal da unidade não é suficiente, por isso nós temos o apoio da operação Onda Verde, que traz mensalmente fiscais de outras partes do país”, disse.

Evandro Selva contou que os fiscais ambientais que atuam na região sofrem ameaças com frequência. O helicóptero do órgão não está fazendo sobrevoos em Colniza, município campeão do desmatamento no estado, porque o serviço de fornecimento de combustível para a aeronave foi interrompido depois de que o caminhão-tanque foi impedido de chegar ao local.

“Recentemente nosso caminhão de combustível foi impedido de permanecer na cidade e foi mandado de volta para Juína. Nossa logística para chegar com a aeronave lá depende de apoio policial para escoltar esse caminhão, para que as equipes possam trabalhar com mais eficácia. Isso não impede que o Ibama trabalhe, só dificulta o nosso trabalho e cria uma certa tensão com as pessoas locais e com os fiscais que são de fora, mas não impede o trabalho”, diz.

A bióloga Alice Thuault, do Instituto Centro de Vida (ICV), avalia que alguns desses municípios são terras sem lei. “A maior parte dos desmatadores sabem o que estão fazendo, são quadrilhas organizadas. Os municípios com maior desmatamento têm também altos índices de violência. É o faroeste, é longe, o acesso é difícil. O mundo político precisa ser renovado e o estado precisa chegar.”

A superintendente do Ibama em Mato Grosso, Livia Martins, concorda que a ausência do Estado pode contribuir para desmatamento. “O noroeste é uma área de difícil acesso, então, na prática, o acesso é via helicóptero. A própria presença reduzida do Estado faz com que a ação de desmatamento aumente”, diz Lívia Martins.

Evandro Selva disse que o Ibama de Juína e a operação Onda Verde estão “focados exclusivamente” na questão do desmatamento. “Sempre tem outros crimes aliados a isso, muitos que fogem da competência do Ibama, como trabalho escravo, formação de quadrilha, desvio de recurso público, mas o que a gente enfrenta e que é competência do Ibama é a investigação dos responsáveis pelo desmatamento”, explica.

Apoio do Poder Público local

O chefe do Ibama no noroeste de Mato Grosso, Evandro Selva, disse que o órgão só conta com o apoio logístico de três prefeituras da região para a retirada de bens apreendidos durante as operações, como toras de madeira e tratores. “São os municípios de Juruena, Castanheira e Juína.” Segundo ele, nos demais municípios, não há parceria. “Hoje não temos que tirar equipamentos apreendidos no interior da terra indígena porque as prefeituras não apoiam nosso trabalho na questão logística. Eles não têm obrigação de fazer isso, seria mais uma questão de cooperação. E o Ibama hoje depende desse tipo de apoio, pois não temos contrato de logística.”

Evandro Selva disse que o Ibama tem processos de licitação em andamento para contratos de logística nessas regiões e que, em algumas operações, contam com o apoio do Exército Brasileiro. “Mas são casos isolados. Precisamos ter uma ferramenta que o Ibama possa lançar mão sempre que necessário”, argumenta.

Fonte: Agencia Brasil

Neste sábado (21), o caminhão estará na zona Sudeste, no bairro Jardim Europa

O Caminhão Verde, projeto desenvolvido pela Prefeitura de Teresina, distribui, todos os finais de semana, cerca de 500 mudas de plantas frutíferas e nativas à população da Capital. Neste sábado (21), a ação acontece dentro da programação da Faxina nos Bairros e contempla os teresinenses que moram no bairro Jardim Europa, na zona Sudeste da cidade.

Segundo Clovis Freitas Júnior, coordenador de Arborização da Prefeitura de Teresina, somente este ano, mais de 10 mil mudas já foram distribuídas. “O Caminhão Verde é um projeto que beneficia as pessoas que não têm como se deslocar até os viveiros municipais para pegar as mudas. Além disso, o projeto ajuda a conscientizar a população para a importância de plantar árvores, principalmente em uma cidade de altas temperaturas como a nossa”, destaca.

O coordenador de Arborização explica ainda que uma equipe da Prefeitura acompanha as ações do Caminhão Verde e distribui folders explicativos com técnicas de plantio. “Nos últimos dois meses, o Caminhão Verde está acompanhando a Faxina nos Bairros. Desta forma, além de orientar a população sobre os riscos do Aedes aegypti, a gente conscientiza sobre a importância das plantas”, completa.

O Caminhão Verde distribui mudas de plantas nativas, como ipês, caneleiros, oitis, Gonçalo Alves e outros; já as plantas frutíferas que são distribuídas são manga, ata, caju, acerola, goiaba e etc. Entre as plantas de pequeno porte, destaca-se o jasmim laranja e o flamboyanzinho, e entre as palmeiras, há distribuição de açaí.

Fonte: capitalteresina

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O primeiro ato oficial de Sarney Filho como novo ministro do Meio Ambiente foi visitar Mariana, onde uma barragem de rejeitos de minério de ferro se rompeu em novembro de 2015, ocasionando o maior acidente ambiental da história do país. O político foi relator da comissão externa da Câmara dos Deputados criada para acompanhar os desdobramentos da tragédia ambiental. Ele sobrevoou a área e se reuniu com o prefeito do município, Duarte Júnior, representantes dos moradores atingidos pelo desastre e por dirigentes da Samarco.

O prefeito de Mariana queria a assinatura do ministro em um documento que permitiria à mineradora retomar suas atividades no município. Mas Sarney Filho se recusou: “Em minha opinião, a Samarco só pode retomar suas atividades quando o episódio do desastre estiver encerrado […] Não vou participar desse ato de assinatura do termo de conformidade”.

Para Sarney Filho, a Samarco precisa apresentar uma nova proposta que atenda a todas as exigências de segurança socioambiental. Quando isso for realidade, o Ministério do Meio Ambiente dará prosseguimento, por meio do Ibama, à avaliação das condições para a retomada das atividades. A economia do município de Mariana depende da atividade mineral e sofre com o desemprego e a falta de arrecadação.

Em entrevista coletiva já em Belo Horizonte, o ministro criticou o fato da sociedade civil não ter sido ouvida para a elaboração do acordo entre a União, os estados afetados e as empresas Samarco, BHP Billiton e Vale, homologado pela Justiça na semana passada. Segundo Sarney Filho, o acordão não poderá ser desfeito, mas o Ministério convocará uma reunião para discutir ajustes pontuais: “Depois de homologado, mexer na essência do processo geraria insegurança jurídica o que não beneficiaria principalmente os atingidos”. No próximo dia 31, haverá uma reunião para tratar do assunto, em Brasília, e Sarney Filho convidará os ministérios públicos dos dois estados envolvidos, além de representantes das vítimas e da sociedade civil.

Encontro do governadores

Após encontro com o prefeito, o ministro foi a Belo Horizonte se encontrar com o governador Fernando Pimentel (PT) e depois voou para Vitória para se encontrar com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB). O objetivo dos encontros era apresentar o relatório da comissão da Câmara, que responsabiliza a empresa Samarco Mineração pela tragédia e suas consequências, mas pede a apuração das responsabilidades dos órgãos envolvidos no licenciamento e fiscalização da atividade.

O licenciamento ambiental da barragem de rejeitos foi feito pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) em 2009. Três semanas após a tragédia, a Assembleia Legislativa do estado flexibilizou ainda mais o licenciamento ambiental de Minas Gerais.

Há seis meses, o rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco deixou 19 mortos, derramou 34 milhões de metros cúbicos de lama sobre o Rio Doce, percorreu mais de 600 quilômetros e atingiu o oceano Atlântico. A lama provocou o desmatamento de 169 hectares de vegetação. A Samarco Mineração é controlada pela Vale e pela BHP Billiton.

Fonte: O Eco

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Região inundada por desastre ambiental no Pantanal do MS, equivale a quase quatro vezes o município de SP, segundo a Embrapa.

Rompimentos do Rio Taquari já inundaram 600 mil hectares de terra, segundo a Embrapa.
A margem esquerda do rio na região, conhecida como Nhecolândia, também já foi atingida.

Navegando pelo leito principal do rio Taquari, é possível ver uma curva que seguiria pelo curso normal em uma direção, mas acabou tomando um novo rumo, rompeu a margem e invadiu fazendas. É o mais recente arrombamento que o Rio Taquari sofreu nas últimas décadas.

A pastagem, bem no ponto onde a boca estourou, é da família do produtor rural Daniel Marinho. Dos 15 mil hectares, 10% ficou debaixo d’água. “Na hora em que a água vai para o campo ela vai perdendo velocidade. Dessa maneira, ela vai parando no meio do capim e aí é como se fosse uma mangueira furada em um jardim: a água para e vai inundando uma área gigantesca”, afirma Marinho.

Daniel coordena a ONG SOS Taquari, que reúne produtores rurais, pescadores e barqueiros que buscam uma solução para amenizar os prejuízos com as mudanças no rio. “O Pantanal está morrendo, está acabando tudo – tanto o pantaneiro como o Pantanal também”, lamenta Daniel.

Se por um lado tem pessoas sofrendo com os alagamentos, quem depende do leito principal do Rio Taquari para sobreviver, agora enfrenta a seca. Onde era um corixo, como os moradores chamam os canais que recebem água do rio, atualmente não tem nada de água. Os pequenos agricultores não conseguem mais produzir.

O Taquari, que mudou a vida de muitas pessoas, também sofreu alterações na sua foz. Como não tem mais uma calha só, encontra diferentes caminhos para chegar ao Rio Paraguai. A foz original é pelo Porto da Manga. Essa foz ficou seca por muito tempo – no ano passado a água até voltou, mas com bem pouco volume.

Seu Armando Lacerda é o dono da área por onde passa o corixo. Na beira do Rio Paraguai, ele e a mulher, dona Marli, abriram uma pousada para explorar o turismo ecológico. Foi o jeito de continuar por ali. A fazenda de 30 mil hectares está desativada. “Esta foi a maneira de continuar com parte das nossas atividades”, afirma Armando.

No local, o lugar onde há mata nativa na margem e aves, também foram encontrados muitos peixes. Os cardumes e a vegetação exuberante no fim de rio são uma exceção. Na imensidão de alagamentos permanentes provocados pelos arrombamentos, a vida aquática é escassa.

A chefe da Embrapa Pantanal, a bióloga Emiko Resende, explica por que o Pantanal depende do ambiente de enchente e depois de seca.  “Quando vem a seca, parte da vegetação morre e serve de adubo para a vegetação terrestre que vem. Quando vem a cheia, a vegetação terrestre é alagada, não suporta inundação e vira matéria orgânica que os peixes comem e outros insetos. Isso refaz a cada ano a cadeia alimentar”, conta.

“Quando isso não acontece e enche o ano inteiro, não tem essa renovação. Então, muito embora tenha muita água, tem pouco alimento dentro dessa água. Aí passa a funcionar como se fosse um enorme deserto aquático”, completa Emiko, que trabalha há 25 anos no Rio Taquari e considera muito grave o que está acontecendo.

O sobrinho do escritor Manoel de Barros, Luciano de Barros, sofre só de pensar em um dia ter que abandonar sua fazenda na Nhecolândia, perto do Rio Taquari. “O que é o Pantanal para nós? É a nossa vida”, diz ele.

Fonte: Globo Rural

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Bruxelas, 02 – A ONG Greenpeace alegou nesta segunda-feira que as discussões em torno do Acordo Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês), negociado entre os Estados Unidos e a União Europeia, ignoram a agenda ambiental.

A ONG divulgou em seu site um documento de 248 páginas com um trecho da última negociação do TTIP, ocorrida em Nova York, em abril. Aspectos do acordo comercial levantaram preocupações dos ambientalistas sobre os níveis de proteção ao consumidor, segurança dos alimentos e do meio ambiente.

O trecho vazado representa quase metade do texto discutido nesta última reunião. De acordo com o Greenpeace, em nenhum ponto do documento há indicação ou preocupação com a agenda climática, por exemplo.

“Está na hora de colocar uma luz sobre essas negociações. O progresso ambiental está sendo trocado a portas fechadas”, afirmou Faiza Oulahsen, representante do Greenpeace na Holanda.

A comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, respondeu rapidamente a essas preocupações, alegando que o bloco europeu não diminuirá o nível de proteção que oferece aos consumidores acerca da segurança alimentar e do meio ambiente. Para ela, as contestações alarmantes do Greenpeace não passam de uma “tempestade em copo d’água”.

“Nenhum acordo da União Europeia jamais diminuirá os níveis de proteção do consumidor ou segurança dos alimentos e do meio ambiente”, disse Malmstrom.

Os dois maiores blocos econômicos têm discutido sobre o tratado desde 2013. O Acordo pretende colocar próximo de zero algumas tarifas de comércio, além de remover ou simplificar uma série de regulamentações que vão desde o comércio de automóveis até a indústria química.

O vazamento de documentos acontece uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tentarem acelerar a assinatura do Acordo para que uma possível resistência dentro dos dois países pudesse fechar a janela de possibilidade para a consolidação do TTIP. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Jornal O Estado de Minas

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