Educação

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo realiza no dia 9 de julho o “Dia de Campo Sistemas Integrados”.
O evento acontecerá na sede do Instituto de Zootecnia em Nova Odessa, no interior de São Paulo, e tem como objetivo divulgar práticas sustentáveis de produção animal em sistemas integrados.
As vagas são limitadas e as inscrições são gratuitas.
Veja a programação:
08h00 – Recepção dos participantes
8h30 – Abertura
8h40 – Dinâmicas a campo:
Estação 1: Silvipastoril de mogno-africano com o capim-marandu. Pesquisadora Drª Alessandra Aparecida Giacomini – Instituto de Zootecnia.
Estação 2: Consórcio de milho safrinha e capim-ruziziensis com doses de nitrogênio. Pesquisadora Drª Karina Batista – Instituto de Zootecnia.
Estação 3: Consórcio de leguminosa-macrotiloma e capim-marandu. Pesquisadora Drª Luciana Gerdes – Instituto de Zootecnia.
Estação 4: Importância do banco de germoplasma de forrageiras do IZ para o sistema integrado. Pesquisador Dr. Waldssimiler Teixeira de Mattos – Instituto de Zootecnia.
Estação 5: Programa Leite Mais. Pesquisador Dr.Enilson Geraldo Ribeiro – Instituto de Zootecnia.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail eventos@iz.sp.gov.br.

Fonte: noticiasdapecuaria

O Brasil é repleto de jovens talentosos à espera de um empurrãozinho para chegar lá! E um exemplo dessa afirmação é a história de duas jovens gaúchas, Letícia Camargo Padilha, de Novo Hamburgo, e Samantha Karpe, de Ivoti, ambas cidades do Rio Grande do Sul.

Em 2012, quando cursavam o ensino médio e o curso técnico de mecânica, as amigas, na época com 18 e 17 anos, tiveram de criar um projeto científico como trabalho escolar da Fundação Liberato, uma tradicional e conceituada escola de Novo Hamburgo, famosa pelo incentivo que oferece aos alunos no desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação.

E foi desse trabalho escolar que as jovens criaram um produto extremamente inovador e sustentável, o Poliway.

“Com muito esforço, ouvindo muitos ‘nãos’, caminhando sob  sol e  chuva, visitando inúmeras empresas e laboratórios, dias e noites sem dormir, e muita pesquisa,  obtivemos resultados satisfatórios e tiramos uma ideia mirabolante da nossa cabeça para a realidade”, conta Letícia.

A tal “ideia mirabolante”, como define a “inventora”, é um novo estilo de pavimento, que utiliza em sua composição um tipo de plástico reciclado que hoje, muitas vezes, é descartado indevidamente na natureza. “O Poliway é cerca de cinco vezes mais resistentes que os pavimentos convencionais. Enquanto um asfalto normal se rompe, ao suportar mil quilos, o PoliWayaguenta cerca de cinco mil e se deforma três vezes menos. Além disso, nosso produto é, aproximadamente,  15% mais barato que o pavimento convencional e, em relação a material,  cerca de 50%. Tudo isso com a vantagem de preservar o meio ambiente, trazer mais segurança, evitando acidentes e salvando vidas”, explica.

Nos anos que se seguiram à invenção, as amigas foram colecionando prêmios e participações de destaque em diversas amostras e feiras pelo Brasil e também no mundo.

“Participamos da Mostratec, um evento realizado pela própria Fundação Liberato, quando recebemos três prêmios. Um deles foi uma credencial para participar de uma feira na Turquia. Em 2013, participamos da Feicit, da Mostratec e da DOESEF. Em 2014, fomos surpreendidas com o convite para participar de uma eliminatória para o quadro ‘Jovens inventores do Caldeirão do Huck’, na Rede Globo. Fomos selecionadas e ganhamos R$ 30 mil. Também em 2014, ganhamos o Prêmio Jovem Brasileiro na área Meio Ambiente, e o Prêmio Brasil Criativo, na área Arquitetura. Em 2015, fomos finalistas do BraskemLabs, um projeto de fomento a startups que utilizam o plástico para mudar a vida das pessoas”, enumera orgulhosa a agora estudante de Engenharia Civil, fazendo questão de acrescentar uma nova conquista: “E agora, no meio do ano, vamos carregar a Tocha Olímpica das Olimpíadas do Rio de Janeiro”.

 

Em busca de apoio

Apesar de todos os prêmios, as meninas ainda não tiveram os recursos necessários para continuar as pesquisas e transformar o Poliway em um produto comercial.

Hoje Letícia cursa Engenharia Civil, e Samantha, Engenharia Mecânica, e trabalham na área de engenharia, mas não com o produto que inventaram. Como precisam de dinheiro para sobreviver, não conseguem se dedicar mais ao projeto, porém não abrem mão do sonho de viabilizar o produto. “Nosso grande sonho, é poder trabalhar com o nosso projeto, com a nossa ideia. Temos o estudo, o conhecimento e os resultados, mas falta o apoio para tornar tudo real”, comenta Letícia.

À espera de empresas ou investidores que acreditem no projeto, as meninas gaúchas creem  que o futuro reserva grandes planos para elas.  “Ainda acreditamos em fazer um caminho melhor para os nossos filhos e amigos.  Sonhamos com estradas seguras, sem buracos, caminhos ecológicos, com a natureza conservada e limpa. Há muito plástico por aí esperando para virar asfalto”, finaliza.

E, se alguém podia desconfiar de duas meninas de 17 e 18 anos que criaram  um produto dessa complexidade, em uma feira de ciências do interior do Rio Grande do Sul, quem se atreverá agora a não acreditar no plano de Letícia e Samantha?

O Brasil torce por vocês!

 

Saiba mais sobre o trabalho de Letícia e Samantha:

Facebook Poliway

Participação no Programa Caldeirão do Huck

Vídeo sobre o Poliway

Fonte: renataspallicci Blog

Educação ambiental pode passar a ser uma disciplina obrigatória para alunos de todas as séries dos níveis fundamental e médio, caso a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB — Lei 9.394/1996) seja modificada. É o previsto no PLS 221/2015, de autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

O projeto foi acolhido nesta terça-feira (29) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e segue para votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Atualmente, as escolas são orientadas a abordar princípios de educação ambiental de forma integrada a outros componentes curriculares, como explica o autor do projeto, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), na justificação da matéria. O parlamentar, no entanto, considera essa estratégia insuficiente para que os estudantes tenham formação sobre as diferentes dimensões da sustentabilidade e sobre práticas como reciclagem e reúso de água.

O relator na CMA, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), apontou avanços na sociedade em termos de atitudes em favor da preservação ambiental e de conscientização da população, enfatizando, no entanto, que os esforços devem continuar.

— Através das escolas, dos meios de comunicação, das mídias e redes sociais, vamos chegar a 100% de consciência ambiental — declarou.

Na discussão da matéria, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) observou que especialistas em Educação desaconselham a incorporação de novas matérias aos currículos escolares, frente ao grande número de disciplinas obrigatórias.

— A ideia de questões ambientais serem tratada em outros conteúdos, de maneira transversal, não diminui e sim amplia a preocupação com o meio ambiente, na medida em que se forma na criança e no jovem a ideia de analisar a proteção ambiental em diversas áreas do estudo escolar — disse Lídice.

O senador João Capiberibe (PSB-AP) compartilha da opinião e considera que a discussão sobre a inclusão de educação ambiental como disciplina obrigatória, como prevê o PLS 221/2015, poderá ser aprofundada quando o projeto entrar na pauta da Comissão de Educação.

Fonte: Agencia Senado

No clássico Meu Pé de Laranja Lima, o escritor José Mauro de Vasconcellos conta a história de amizade de um menino com sua planta, que fala e expressa sentimentos. É algo bastante irreal, coisa de ficção mesmo. Mas… E se as árvores pudessem ter um documento de identidade de verdade? A ideia não só existe, como já saiu do papel e vem rendendo bons dividendos para Rodolfo Sousa Ramos, 31 anos, CEO da Anubz Innovative Solutions, com sede em Campinas (SP). Ele desenvolveu o Mais Verde, um sistema de identificação de árvores plantadas em projetos de compensação ambiental.

É uma forma de grandes empresas que fazem reflorestamento garantirem — e mostrarem — a legitimidade destas ações. Funciona assim: a Anubz produz uma pequena placa, que Rodolfo chama de “tag”, com um QR Code. Cada árvore plantada recebe uma dessas (no caso de mudas, elas são amarradas, na planta adulta elas são pregadas ao tronco e há a possibilidade de instalar as tags em pequenos totens ao lado da árvore).

A leitura do QR Code leva o usuário à plataforma digital Mais Verde, que mostra todas as informações possíveis sobre a árvore em questão: idade, espécie, habitat, georreferenciamento e, é claro, quem são seus “pais” (a empresa responsável pelo seu plantio). Também dá para verificar o quanto de carbono foi compensado por aquela única planta, bem como por todo o projeto da qual ela é integrante.

Os dados do reflorestamento ser acessados de celulares ou tablets, atualizados em tempo real pela Anubz.

O caminho inverso também é possível. Em vez de identificar o QR Code, o usuário (que pode ser qualquer pessoa – pois o sistema é totalmente aberto) entra diretamente no site e visualiza o mapa das compensações, podendo acessar as informações de qualquer árvore com um clique no mouse.

De certa forma, o sistema chega a ser lúdico, mas não foi exatamente a diversão que motivou Rodolfo a criá-lo. Em 2003, a Prefeitura de Campinas publicou uma lei que determina o controle digital das áreas de reflorestamento fruto de compensações ambientais. E, em 2009, o governo paulista editou medida similar. Em tese, a regra deveria ser seguida por todas as cidades paulistas, mas não havia tecnologia para isso. Não havia até Rodolfo desenvolver esta solução.

“Passou a ser exigido o cumprimento das leis a partir do momento em que passou a existir uma forma de viabilizar o cumprimento delas”, conta ele, e afirma que isso tem provocado uma verdadeira corrida de clientes pelo produto. Entre os clientes da Anubz estão a Pirelli, o Grupo Pão de Açúcar, a construtora Cyrela e a concessionária CCR. Em 2014 a Anubz faturou 234 mil reais, e a previsão era triplicar este valor em 2015. Além de Rodolfo, a empresa conta com três programadores.

A aventura da Anubz entre as árvores começou em 2012. A empresa trabalhava com o desenvolvimento de plataformas de ensino à distância, quando foi procurada por uma construtora para criar um site para a gestão das árvores que plantaria para cumprir um acordo de compensação. Rodolfo quis saber o porquê daquilo. E descobriu ali as legislações que tratam do tema:

“Pensei que, se uma empresa havia me procurado, outras também procurariam. E em vez de fazer um sistema para uma só, resolvi fazer um que pudesse atender outras também”

O papel da Anubz, além de criar e gerenciar o sistema, é produzir as tags – a instalação delas é feita pela empresa que faz o plantio. “Queríamos eficiência. Já que a empresa vai plantar, nada mais coerente que ela instale as tags também. Não faria sentido eu ter uma equipe só para isso. Processo em cima de processo encarece o produto”, diz Rodolfo.

UM PRODUTO À PROVA DE FRAUDES

As tags, aliás, são feitas com material ecológico e têm espaço para divulgação do logotipo da empresa investidora. O custo é de 1 real por mês para cada árvore (a legislação obriga a empresa compensadora a fazer a manutenção da área por dois anos). Mas há descontos progressivos, dependendo da quantidade plantada, que podem derrubar este valor pela metade.

O sistema também favorece a fiscalização do reflorestamento pelos órgãos públicos. Se antes o levantamento das informações de todo o plantio demorava até oito meses, agora é feito em apenas um. E os técnicos nem precisam ir a campo: basta checar o mapa no site.

A Anubz, de Rodolfo, também tem projetos paralelos de educação infantil, para conscientização ambiental.

Outra vantagem é que o sistema exclui a possibilidade de fraude nas compensações. “A empresa é obrigada a plantar 10 mil árvores. Quem vai contar? Agora, com a identificação de cada árvore, sabemos quantas exatamente são e onde estão”, diz Rodolfo. Como a legislação obriga a empresa compensadora a enviar uma foto da muda plantada com sua respectiva identificação, também não é possível criar uma “floresta de tags”. “Desenvolvemos um sistema onde é melhor fazer o certo do que tentar fraudar”, orgulha-se Rodolfo.

A boa aceitação do Mais Verde levou Rodolfo a um evento paralelo da COP21, a Cúpula do Clima, em Paris, no fim do ano passado. Na embaixada brasileira, a convite do governo paulista, ele apresentou seu projeto junto com mais 25 empresas inovadoras. “Fui o primeiro porque foi em ordem alfabética. Não tinha muitas pretensões além de mostrar meu produto. Mas quando terminei minha fala e sentei na cadeira, já tinha gente me cutucando e dizendo ‘não sai daqui sem falar comigo’”, conta.

Para Rodolfo, encarar esse tipo de situação exige 100% de confiança no seu produto. “Quem é Anubz perto de uma Natura, de uma Votorantim? Era esse pessoal que estava lá. Se você senta numa mesa dessas, para fazer esse pessoal tirar o escorpião do bolso, precisa ter o melhor produto do mundo, e é nisso que eu acredito”, afirma.

QUANDO O PROPÓSITO NASCE COM A EMPRESA

Fazer o certo, inclusive, está no DNA da Anubz. O nome da empresa remete ao deus egípcio responsável por julgar os mortos, e determinar se eles poderiam desfrutar do paraíso. Para isso, ele pesava de um lado o coração e de outro a sinceridade do defunto. O acesso ao céu só era permitido se o coração fosse mais leve que o conjunto de verdades da vida do morto. “É um senso de justiça pleno, de fazer o correto. Isso tem me guiado. E para equilibrar essa balança é preciso muita excelência”, diz Rodolfo.

Como muitos empreendedores, Rodolfo é inquieto por natureza. Passou por três faculdades – fez um ano de design, quatro anos de publicidade e propaganda e mais um ano de gestão de TI –, mas nunca terminou nenhuma. Autodidata, precisou montar uma empresa, a Software House, aos 16 anos, para atender a Compaq. “Eu via a teoria na faculdade e já sabia que na prática era tudo diferente. Havia esse conflito”, conta.

Na plataforma digital Mais Verde é possível ver quantas árvores cada projeto plantou.

Com mais um sócio, chegou a liderar uma equipe de 18 pessoas. “Meu sócio era mais velho. A gente ia nas reuniões e todo mundo se dirigia sempre a ele. Nas questões mais técnicas, ele falava ‘olha, é com ele ali que vocês têm que falar’, e apontava para mim”, conta Rodolfo. Além da Compaq, atendia a rede bancária 24h, Motorola e a Associação Comercial de Campinas, entre outros clientes. Mas Rodolfo abandonou a sociedade para criar a Anubz e as plataformas de ensino à distância. Hoje, diz que o carro-chefe da empresa é o Mais Verde e aprendeu algumas lições sobre empreendedorismo:

“Você tem que trabalhar de acordo com os resultados que almeja. Se quer um resultado mais ou menos, se empenhe mais ou menos. Agora, se quiser respeito entre os clientes, se quiser ser reconhecido pela excelência, aí bicho, aí o trabalho é grande”

Entusiasta dos porquês, criador nato e autocrítico ao extremo, Rodolfo diz que busca no esporte uma forma de, literalmente, esfriar a cabeça. “Gosto muito de pedalar. É um sincronia com corpo e mente, você não cansa. Também jogo tênis, que exige concentração total. Se pensar na conta para pagar, perde três pontos na hora.” Entre seus hobbies, Rodolfo ainda enumera a culinária e a música eletrônica. “Fui DJ por dez anos e hoje também atuo como produtor”, conta.

A paixão pelas árvores também não é coisa nova. Aos 5 anos, Rodolfo se mudou com sua família para um sítio, nos arredores de Campinas. “Tudo o que tinha para brincar era um quartinho de ferramentas e um pomar. Eu subia no pé para comer manga. Árvore era uma referência. As pessoas infelizmente perderam isso. Hoje cortam árvore por qualquer motivo. Fico feliz em estar ajudando a mudar isso.”

DRAFT CARD

Draft Card Logo

  • Projeto: Anubz Innovative Solutions
  • O que faz: Identifica árvores em projetos de compensação ambiental
  • Sócio(s): Rodolfo Sousa Ramos
  • Funcionários: 4 (incluindo Rodolfo)
  • Sede: Campinas (SP)
  • Início das atividades: 2012
  • Investimento inicial: NI
  • Faturamento: R$ 234 mil em 2014
  • Contato: talk@anu.bz

Fonte: projetodraft.com

Confira outros exemplos de trotes com atividades solidárias, educativas e sociais

Para marcar o ritual de passagem da escola para a faculdade, o tradicional trote faz parte da vida dos estudantes nesta fase de transformação. Embora o trote seja muitas vezes associado à violência ou humilhação, são muitos os exemplos que provam o contrário, com atividades solidárias, educativas e sociais (veja aqui).

Em Sorocaba, no interior de São Paulo, universitários da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) vão participar nesta quarta-feira, dia 17, de um “Trote Ecológico”, no qual 70 árvores serão plantadas às margens do rio Sorocaba e na Praça dos Amigos.

A ação é realizada pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Facens. O objetivo do projeto é usar a energia dos jovens para uma atividade em prol do meio ambiente, contribuindo para a arborização da cidade.

Os calouros e veteranos, divididos em grupos, serão direcionados a um dos locais, onde haverá uma oficina de plantio com a equipe da Sema. A própria Secretaria vai disponibilizar as mudas. O ponto de encontro da ação será na Praça da Biodiversidade, localizada na marginal direito do rio Sorocaba, entre as pontes Pinga-Pinga e Fernando de Lucca.

Fonte: Catraca Livre

 

 

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