Agronegócio

O setor fechou com déficit de apenas 0,84% na comparação entre contratações e demissões no ano passado. O número foi o menor entre oito segmentos pesquisados pelo governo

 

O agronegócio novamente ajudou a segurar as pontas da economia brasileira, desta vez com uma contribuição para desacelerar o crescente desemprego no país. Em 2016, a agropecuária gerou 987.748 vagas e demitiu 1.000.837 – déficit de 0,84%. Parece ruim, mas, em todos os outros setores pesquisados, o saldo foi ainda mais negativo (veja a lista abaixo). A construção civil, por exemplo, demitiu 13,48% a mais do que contratou, enquanto que a indústria da transformação teve déficit de 4,23%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

Flávio Roberto de França Junior, consultor econômico especialista em agronegócio, analisa que há dois fatores determinantes para o déficit de vagas no agronegócio “As perdas na safra 2015/16 e o próprio processo recessivo no país, que levaram o setor a encolher os investimentos, explicam esse impacto ruim para a renda e nível de emprego do setor”, resume. Segundo ele, especialmente o segmento de máquinas e equipamentos vem acumulando perdas nos últimos três anos, o que ajuda a entender o fechamento de postos de trabalho em parte da indústria movida pela agropecuária.

O professor de economia da Universidade Positivo e consultor da Valuup, Lucas Dezordi, também enfatiza a crise e a queda na safra do ano passado como fatores decisivos para a redução nos números do Caged. Mas ele acredita que o déficit não se trata de uma tendência e as expectativas já para os próximos meses são boas. “A perspectiva é que a safra 2016/17 vai ser boa. Não me preocupo muito com esse resultado negativo no saldo porque eu acredito que isso é uma questão da sazonalidade. Mesmo que já tivesse ocorrido o período de plantio [na época das demissões, principalmente em dezembro], as empresas ainda não tinham renovado os contratos e o momento, pelo ano ter sido ruim, ainda não era bom”, explica.

Veja como fechou cada setor

– Extrativa Mineral: -5,67% (33.618 contratações e 45.506 demissões – saldo de -11.888);

– Indústria de Transformação: -4,23% (2.354.799 contratações e 2.677.325 demissões – saldo de -322.526);

– Serviços Industriais de Utilidade Pública: -3,07% (68.936 contratações e 81.623 demissões – saldo de -12.687);

– Construção Civil: -13,48% (1.503.045 de contratações e 1.861.724 demissões – saldo de -358.679);

– Comércio: -2,22% (3.704.430 contratações e 3.908.803 demissões – saldo de -204.373);

– Serviços: -2,28% (6.018.895 contratações e 6.409.004 demissões – saldo de -390.109);

– Administração Pública: -0,97% (67.175 contratações e 75.818 demissões – saldo de -8643);

– Agricultura: -0,84% (987.748 contratações e 1.000.837 demissões – saldo de -13.089);

– Total do Brasil: -3,33% (14.738.646 contratações e 16.060.640 demissões – saldo de -1.321.994);

Fonte: Gazeta do Povo

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A adoção da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) pode revolucionar o perfil das propriedades rurais. “Das grandes às pequenas, sem distinção”, enfatiza o pesquisador Carlos Eugênio Martins, da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG). Em Minas Gerais, pequenos produtores, como o pecuarista Márcio José de Resende, de Coronel Xavier, viram mudar suas chácaras radicalmente. “Isso aqui era só grama e rabo de burro (erva daninha invasora de pastos)”, lembra. “Hoje, tenho pasto recuperado, pastagem farta e uma safra de madeira para ser aproveitada.”

Na propriedade de 26 hectares, familiar, a adoção da ILPF aconteceu na safra 2009/2010. Leonardo Calsavara, daEmater-MG, entidade que participou da implantação do sistema no sítio, lembra que, naquela época, o custo por hectare da ILPF foi de R$ 2.200. “No primeiro ano, só a produção de milho foi suficiente para cobrir os custos iniciais e gerou um resíduo de R$ 600 por hectare”, diz.

Na propriedade, foram plantados milho, braquiária e eucalipto. As vacas leiteiras passaram a produzir 600 litros de leite por dia após três anos de implantação. “Foi possível preservar a Reserva Legal, pois a madeira (originária da desrama) tornou a fazenda autossuficiente em madeira.”

Em Mar de Espanha (MG), o produtor Vicente Machado também adotou o sistema. “Compramos o sítio em 1979 e, com o uso intensivo dos pastos, ele ficou degradado e eu sem dinheiro para recuperar a área, de 120 hectares”, diz. “Com a ILPF, foi possível recuperar os pastos e ter solo adubado para plantar milho e braquiária. Hoje, a vaca vem comer capim na ponta, não é mais tratada no cocho. É ela quem escolhe o que quer comer, quando quer e quanto quer comer. Só foi preciso mudar nossos hábitos.”

Dúvidas frequentes

1.É possível adotar o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta em pequenas propriedades?
A integração lavoura-pecuária-floresta é um sistema que adapta-se a qualquer tamanho de propriedade, desde que as condições edafoclimáticas (características do clima e solo) não sejam restritivas. É importante lembrar que o plantio consorciado de milho com capim (jaraguá e colonião), nas décadas de 1950 e 1960, foi prática comum na implantação manual de pasto nas “roças de toco”, portanto, pode ser adotada em pequenas áreas. Mas, em propriedades com uso intensivo de máquinas agrícolas e insumos, a escala de produção pode ser determinante da viabilidade econômica do sistema. É preciso ter planejamento eficiente, gestão competente e envolvimento de uma equipe multidisciplinar.

2.Existe um programa de financiamento ou linha de crédito para quem deseja adotar o sistema ILPF na propriedade?
A ILPF é uma das tecnologias incentivadas pelo Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Programa ABC), criado em 2010 pelo governo federal e que concede créditos para quem adota técnicas agrícolas sustentáveis. A taxa de juros é de 5,5% ao ano. O prazo de pagamento pode chegar a 15 anos. O Programa ABC também incentiva a adoção de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de áreas degradadas, plantio de florestas e tratamento de resíduos animais.

3.Como selecionar a espécie florestal para compor o sistema? Existem outras espécies de árvores recomendadas para o sistema ILPF além do eucalipto?
As espécies arbóreas devem ser escolhidas de acordo com a adaptação ao local, arquitetura da copa, facilidade de estabelecimento, exigências do mercado, ritmo de crescimento, tipo de raiz, controle de erosão e escorrimento superficial de águas da chuva, sombra para animais e compatibilidade com pastagens e gado. A espécie de maior potencial de utilização em ILPF é o eucalipto, graças a seu rápido crescimento, oferta de clones adaptados a diferentes regiões, copa rala, elevado rendimento econômico e usos múltiplos com a produção de madeireiros e não madeireiros. Outras espécies sendo utilizadas são acácia, paricá, pinho cuiabano, mogno africano, cedro australiano, canafístula, grevílea ou pínus. Também há pesquisas com mogno brasileiro e teca.

4.Como determinar o espaçamento ideal de árvores e a quantidade de linhas e renques?
Existem arranjos diferentes, de acordo com perfil, localização e objetivos da propriedade. O arranjo mais simples e eficaz é o de aleias, em que as árvores são plantadas em faixas (linhas simples ou múltiplas) com espaçamentos amplos. A distribuição das faixas de plantio das árvores é realizada preferencialmente no sentido leste-oeste e deverá ser em curvas de nível, impedindo a erosão do solo e a perda de água por escoamento superficial.

5.Existem limitações físicas ou geográficas para a implantação do sistema ILPF, como geadas, seca ou terrenos declivosos, arenosos ou muito úmidos?
Em solos declivosos, a principal limitação é a mecanização, mas é possível o uso de implementos com tração animal e a distribuição das faixas de árvores deve ser realizada em curvas de nível. Nas demais situações, já existem conhecimento e tecnologias adaptadas para diferentes condições edafoclimáticas.

6.O produtor que adotar o sistema ILPF deve fazê-lo em toda a área?
Se o produtor não tem experiência com ILPF, recomenda-se começar em áreas menores para conhecer os processos e práticas necessárias e, além disso, minimizar riscos financeiros.

7.É verdade que o eucalipto retira muita água do sistema ILPF?
O eucalipto não consome mais água por unidade de biomassa produzida do que qualquer outra espécie vegetal. O consumo de água de uma floresta de eucalipto é em torno de 900 a 1.200 milímetros por ano.

8.O componente florestal (F) do sistema ILPF é obrigatório em todos os casos?
Não. O conceito de ILPF adotado pela Embrapa, por exemplo, engloba modalidades sem árvores (integração lavoura-pecuária) e com árvores.
9 Depois de quanto tempo é possível obter retorno econômico com a adoção da ILPF?
Em sistema de integração lavoura-pecuária, em dois anos é possível obter retorno positivo. Nos sistemas agrossilvipastoris, dependendo das práticas silviculturais adotadas, os retornos positivos podem ser obtidos entre quatro e oito anos.

Fonte: Embrapa via Globo Rural

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Visando o melhor entendimento sobre as diferenças entre as espécies de mogno africano cultivadas como floresta para extração futura de madeira no Brasil, compartilhamos este artigo de pesquisa de campo realizado pelo senhor Milton Frank, associado da ABPMA (Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano) com relação ao estresse hídrico nas espécies.

Observa-se que a espécie Khaya Ivorenses apesar de possuir madeira mais uniforme e retilínea é menos resistente a seca, principalmente no período pós plantio.

Outra dificuldade relatada em outros artigos na internet é que é mais vulnerável a broca (lagarta que apodrece a madeira) no período adulto.

Já a espécie Khaya Senegalenses possui madeira mais arrepiada, com mais galhos, porem sua resistência é surpreendentemente maior  que a Ivorenses na seca e sem incidência de broca na idade adulta, demandando apenas um maior cuidado na ralhação de galhos. Confira o artigo:

O ESTRESSE HÍDRICO É BENÉFICO PARA O MOGNO IVORENSIS E SENEGALENSIS

Aqui no Mato Grosso em Diamantino no ano passado choveu cerca de 2.100 mm. Foi um ano atípico, pois o normal é um índice em torno de 1.600 mm. Acontece que durante os meses de abril, maio, junho, julho e agosto não caiu uma gota de chuva aqui na região. Veio a chover no dia 29 de setembro de 2014 e mesmo assim apenas 10 mm. A chuva só firmou agora dia 23 de outubro de 2014.

Com este cenário de seca tive o seguinte resultado nos plantios de Mogno Ivorensis e Senegalensis:

MOGNO IVORENSIS:

1-     De uma população de 8.000 mudas plantadas de mogno ivorensis apenas 73 mudas secaram e morreram. 1609 mudas ficaram sem folhas, pois elas caíram em sua totalidade, As demais mudas apenas sentiram a seca com os seguintes sintomas: algumas folhas caíram, algumas folhas ficaram amareladas, algumas folhas secaram nas suas pontas, e algumas folhas murcharam de dia se recuperando à noite.

2-     Logo depois das primeiras chuvas todas as mudas de mogno ivorensis retomaram o crescimento e soltaram brotos. O que me chamou a atenção é que o crescimento médio do mogno ivorensis depois das primeiras chuvas foi de 46,36 cm até hoje dia 29/10/2014. As árvores vão continuar a crescer e vou torná-las a medir quando o período chuvoso terminar no final de março de 2015.

3-     Replantei as 73 mudas que morreram logo após a queda da primeira chuva e elas estão vigorosas.

MOGNO SENEGALENSIS:

1-     De uma população de 8.000 mudas plantadas de mogno senegalensis apenas 6 mudas secaram e morreram. Nenhuma muda ficou sem folhas, As demais mudas não sentiram absolutamente nada.

2-     Logo depois das primeiras chuvas todas as mudas de mogno senegalensis retomaram o crescimento e soltaram brotos. O crescimento médio do mogno senegalensis depois das primeiras chuvas foi de 18,36 cm até hoje dia 29/10/2014. As árvores vão continuar a crescer e vou torná-las a medir quando o período chuvoso terminar no final de março de 2015.

3-     Replantei as 6 mudas que morreram logo após a queda da primeira chuva e elas estão vigorosas.

COMPARATIVO DAS DUAS ESPÉCIES:

1-     O Mogno Senegalensis cresceu mesmo durante a seca. Durante o período de seca o mogno senegalensis cresceu 22,8 cm em média.

2-     O Mogno ivorensis também cresceu na seca, mas seu crescimento médio foi de 1,34 cm.

3-     O mogno senegalensis não sentiu a seca tanto num solo argiloso quanto num solo arenoso com 16% de argila.

4-     O mogno ivorensis não sentiu a seca no solo argiloso, porém ele sentiu a seca num solo arenoso com 16% de argila.

5-     No geral a seca não prejudicou o plantio de nenhuma das duas espécies de mogno.

6-     O mogno ivorensis teve um índice de mortalidade de 0,9125% o que é excelente em silvicultura.

7-     O mogno senegalensis teve um índice de mortalidade de 0,075% o que é espetacular a nível de silvicultura.

MANEJO DESTES DOIS PLANTIOS – SILVICULTURA A MODA ANTIGA USANDO NOVAS TECNOLOGIAS:

1-     Foi dado dois ferros de grade 36 no solo.

2-     Foi jogado 2 toneladas de calcário calcítico por hectare

3-     O solo foi nivelado

4-     Foi aplicado os defensivos SOLARA e SAVANA. A dose foi de 1,5 litros por hectare.

5-     Foi feito uma cova de 60 cm de profundidade para o plantio

6-     No fundo da cova foi colocado 300 gramas de adubo 9%  de nitrogênio, 2% de fósforo, 9% de potássio, 5%de enxofre, 1% de boro, 1% de zinco e 0,5% de manganês.

7-     Depois de depositado no fundo este adubo cobrimos a cova com 30 de terra.

8-     Depois disso plantamos a muda com muito cuidado e manualmente no chão.

9-     Para combater formiga usamos DINAGRO-S que mostrou uma eficiência de 100%, pois nenhuma muda sofreu ataque de formigas. Nosso combate foi feito da seguinte forma: Combate total duas semanas antes do plantio diretamente nas trilhas das formigas e nas intermediações dos olheiros. Quantidade de formicida calculada conforme instruções do fabricante. Depois do primeiro combate fizemos de 3 em 3 meses o combate sistemático.

10-  Não fizemos ainda nenhuma capina ou roçada. O que fizemos foi um coroamento depois do sexto mês de plantio apenas nas mudas que apresentaram mato competição. Após o coroamento aplicamos FORDOR com pulverizador costal na área do coroamento feito.

11-  Aplicamos no pé das mudas no mês de fevereiro e março (antes da seca) o produto REDIRENOVARE que é um produto a base de turfa. Este produto age na facilitação da liberação dos nutrientes que estão no solo. Nossa intenção foi fortalecer as mudas a fim de que elas ficassem aptas para enfrentar a seca.

12-  Usamos também o produto REDISTART que é um bioativador florestal, também considerado um fertilizante líquido e sua aplicação é folear. Este produto foi aplicado em dezembro, de dois a três meses após o plantio. Aplicamos com pulverizadores costais.

OBSERVAÇÃO: Os produtos REDINOVARE e REDISTART foram fornecidos gratuitamente pela REDI FERTILIZANTES que em troca solicitou o acompanhamento dos resultados práticos e a passagem deste resultado para eles.

Milton Frank, associado da ABPMA

Fonte: ABPMA

     Originário da costa ocidental africana, hoje o mogno africano ganha espaço no cenário mundial, especialmente no Brasil, onde é a principal madeira nobre cultivada. Com interessante valor econômico, o mogno africano tem boa cotação no mercado internacional e excelente uso comercial, devido à raridade e beleza da madeira, que é usada em movelaria, construção naval e em sofisticadas peças ornamentais.

     Além do alto aproveitamento econômico, o plantio do mogno africano torna-se interessante pela capacidade de adaptação em todo território nacional, pela revitalização de áreas degradadas e cultivo em consórcio com demais espécies, tais como banana, café, milho, soja, sorgo e outras, além do cultivo também em sistema de integração lavoura-pecuária-floresta.

     Entre as quatro espécies conhecidas pela denominação genérica de mogno africano, a Khaya ivorensis é a que tem apresentado melhor desenvolvimento, seguida da Khaya antoteca e pela K. grandiflora. Apesar de contar com bom crescimento, a Khaya senegalensis esgalha mais demandando maior cuidado .

     Histórico – Em 1976, cinco exemplares da Khaia ivorensis cultivadas na sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém-PA, chamaram a atenção pelo crescimento, altura e diâmetro atingidos. Mas as primeiras sementes do mogno africano só foram produzidas no país em 1989, permitindo que agricultores locais iniciassem a difusão do plantio da espécie.

     Com desenvolvimento mais vigoroso e abundante, a Khaya ivorensis tomou, em alguns casos, áreas onde já havia sido plantado mogno brasileiro no Pará, e de lá a plantação se espalhou também para o centro-sul do país, chegando a Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

     Vantagens – De tronco retilíneo – característica importante para uma espécie madeireira –, o mogno africano ainda leva vantagem sobre seus pares que pertencem à mesma família, como o próprio mogno brasileiro, o cedro e a andiroba. Também fornecedoras de madeira de qualidade, essas espécies são, no entanto, mais vulneráveis ao ataque da broca-das-ponteiras, o que favorece a emissão de ramos laterais e torna o tronco curto, o que faz com que os exemplares percam valor como produto madeireiro.

     Além disso, é possível plantar mogno africano em sítios, chácaras ou fazendas, mesmo que, por se tratar de árvore de grande porte, não seja recomendado o plantio próximo a casas, galpões e redes elétricas e de telefone. Se for necessário, as sementes podem ser armazenadas por mais de um ano, mas precisam estar secas e envasadas em embalagens à prova de vapor d’água, além de mantidas em câmaras frias ou geladeira, sob temperatura entre 5º e 8 ºC.

     O mogno africano tem bom desenvolvimento em solos de terra firme, preferencialmente em locais com clima tropical úmido, mas também se adapta bem a regiões de clima subtropical. As adubações devem ser feitas com base na análise de solo, mas a espécie responde muito bem à adubação orgânica, sendo que uma planta adubada com esterco tem crescimento 50% superior no primeiro ano.

     Entre 15 e 20 anos, o mogno africano atinge a idade de corte. Com os cuidados necessários, como controle de mato, adubação e verificação de doenças, o tronco deverá estar com 12 a 15 metros de comprimento e diâmetro entre 60 e 80 centímetros.

     Devido ao seu alto valor agregado, a busca pelo mogno africano continua a crescer, o que torna o seu plantio um promissor investimento a médio e longo prazo, especialmente pelo fato de que há um déficit da madeira no panorama internacional, o que a torna cada vez mais requisitada. Além disso, a alta rentabilidade da madeira, quando comparada a outras culturas, ajuda a consolidar o mogno africano como um negócio sustentável e altamente lucrativo.

O mogno africano tem boa cotação no mercado internacional e excelente uso comercial, se tornando uma boa opção de investimento a médio e longo prazo.

Fonte: CREA GO

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   Para descobrimos se o Mogno Africano é a melhor opção de investimento em se tratando de Florestas Plantadas e, principalmente, de madeiras nobres, devemos ter em mente dois principais aspectos: primeiro, o seu valor comparado as demais madeiras e, segundo, a sua taxa de desenvolvimento.

 

O Valor de Mercado

    O quadro comparativo abaixo exemplifica que, o Mogno Africano, assim como qualquer outra madeira Nobre, possui alto valor de mercado. Os valores estão em reais por metro cúbico de madeira:

    Vemos que seu valor se iguala ao Jatobá, sendo inferior, somente ao Ypê. Contudo, observamos também, que as madeiras nobres possuem um preço por metro cúbico expressivamente maior que o pinus e o eucalipto.

  Segundo a ITTO (The International Tropical Timber Organization – Organização Internacional das Madeiras Tropicais), o país de Gana exportou o metro cúbico da madeira serrada de Mogno Africano em 2014 a 629 Euros, conforme a tabela acima apresenta.

     A cotação de novembro de 2015 apresenta, ainda, uma alta dos preços. A madeira serrada de Mogno Africano da espécie Khaya Ivorensis foi exportada a 989 euros por m³. 

 O Desenvolvimento

  O Fuste de uma árvore é o comprimento do tronco que pode ser aproveitado em madeira serrada. Conforme demonstrado nas figuras abaixo, a taxa de crescimento do Mogno Africano é, em média, 1 metro de Fuste por ano.

     O DAP é o diâmetro do tronco medido na altura do peito, que no Mogno Africano evolui, em média, 5 cm por ano.

      Dessa forma, aos 10 anos, obtemos um Fuste de 10 metros e um DAP de 50 cm. Isso resulta em um volume de mais de 1,9 m³ de madeira por árvore.

  Podemos usar como parâmetro de comparação o Ipê-roxo, que somente aos 20 anos atinge, em média, um volume de 0,4 m³, conforme tabela abaixo¹.

     Esse desempenho volumétrico baixo não é exceção do ipê, mas pode ser verificado em diversas outras espécies de madeira nobre, tais como mogno brasileiro, teca, jatobá, cumaru, guanandi, entre outros.

     Conclusão

      Ao final dessas análises, concluímos que em termos de valor de mercado, o Mogno Africano se assemelha as demais madeiras nobres. Contudo, seu diferencial consiste em sua elevada taxa de crescimento, que é sensivelmente maior. Sendo, portanto, a melhor opção de investimento.

¹Ciência Florestal, v. 10 , n. 2, 2000, pág 96.

Fonte: Poupança Verde Mudas

Sabia que cada R$ 1,00 investido em Mogno Africano pode render até R$ 29,00*

A Floreste tem o prazer de indicar a seus clientes uma das madeiras mais nobres e rentáveis do mercado. Nossa melhor escolha ao indicar alta produtividade e qualidade de madeira está no Mogno Africano, Khaya Ivorensis.

Ela tem um amplo uso comercial devido às características tecnológicas e a beleza da madeira. De elevada durabilidade, fácil manuseio e secagem, o mogno africano se destaca no mercado europeu que é grande importador principalmente da espécie Khaya ivorensis.

O mogno africano pode ser até  47 vezes mais rentável do que o eucalipto. O valor do metro cúbico do mogno africano, segundo cotação de março de 2013, é de 2.500 reais aos 15 anos de idade. Já o Eucalipto tem seu metro cúbico estere vendido a 77,50 reais aos 6 anos de idade.

A demanda de madeira é alta e o Brasil já entrou em um processo de apagão florestal. Isto significa que faltará madeira para a demanda de consumo interno e externo. Este é um ótimo momento para iniciar um investimento em plantio de florestas.

Conheça o próspero investimento em plantio de Mogno africano. O trabalho da Floreste vai além da venda de mudas de Mogno Africano, é dar aos clientes informações para correção, adubação, limpeza, manejo da floresta para otimizar seu crescimento e o resultado financeiro obtido.

Entre em contato por telefone ou conheça melhor o mogno africano navegando no menu direito.

Floreste Mudas – 67 3331.1371 – 99230-8937

 

Fonte: http://mudasnobres.com.br/mogno-africano

Texto da fonte adaptado para Floreste.

 

O governo do presidente em exercício, Michel Temer, deverá implementar, ainda este ano, medidas de estímulo à produção agrícola e à pecuária, disse, nesta terça-feira (12), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, durante almoço com Temer organizado pela Frente Parlamentar da Agropecuária.

Além de Maggi, participaram de almoço os ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações).

Durante o encontro, Maggi mencionou os desafios de comandar a área que mais contribui com o Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ministro, bastante elogiado pelos parlamentares presentes no encontro, mencionou sua trajetória no setor. “Vivo esse negócio, conheço esse negócio”, frisou Maggi.

Ele mencionou que, caso o processo do impeachment passe pelo Senado, o governo do presidente em exercício, Michel Temer, apresentará medidas direcionadas para estimular o crescimento do agronegócio e melhoria das condições para exportação.

“Nós vamos sugerir algumas iniciativas importantes, mas vamos aguardar nos tornamos um governo definitivo”, disse.

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Ele também mencionou, ainda, que as as medidas não trarão novas imposições legais para o setor, que, na avaliação dele, já sofre com excesso de leis, normativos e decretos regulatórios.

“Ninguém gosta de entrar o ano com uma política e, virando o ano, já ter outra política. Tem uma série de áreas que precisam da atenção política, que precisam de cuidado. Áreas que precisam que o governo olhe para elas, e não que atrapalhe.”

Fonte: Portal Planalto 

 

Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano comanda o Projeto Mogno de Design, que busca familiarizar o público com essa madeira nobre

O Mogno africano é um tipo de madeira nobre com origem na costa ocidental africana. O cultivo da espécie vem ganhando popularidade no Brasil. Além disso, a beleza e raridade da madeira do mogno conferem um grande potencial de uso comercial, sendo assim utilizada em movelaria, construção naval e peças ornamentais.

E é no setor moveleiro que essa madeira recebe considerável atenção no momento, graças ao Projeto Mogno de Design, um dos principais temas da 13ª reunião da Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano (ABPMA), entidade que comanda o projeto.

Segundo Patrícia Fonseca, diretora executiva da ABPMA, uma das metas ao dar início ao Projeto Mogno de Design era divulgar positivamente o mogno africano para todos aqueles que trabalham com madeira nobre, principalmente, o segmento moveleiro, que utilizaria o mogno africano para aproveitar toda sua beleza e se beneficiar de vantagens como rápido crescimento e fornecimento em larga escala. Considerada uma espécie exótica, que não é nacional, o mogno africano é livre para corte e também pode contribuir para a diminuição do desmatamento das florestas brasileiras.

O Projeto Mogno de Design também visa estar perto de estudantes de Design, Decoração e Arquitetura, pessoas que, futuramente, indicarão o mogno africano para clientes. A ideia é futuramente abrir um concurso de Design com premiação para estudantes espalhados por todo o país.

Ao mesmo tempo, o projeto deve se dedicar a ações sociais em parques e ambientes onde o público possa conhecer e ter contato com a matéria-prima. “A apresentação de peças esculturais criadas pelos nossos designers parceiros fomentará nos potenciais consumidores, arquitetos, designers, marcenarias, indústrias, o desejo pelo mogno africano. Queremos que seja inserida no melhor nível de mercado que uma madeira nobre possa alcançar e que seja usada em larga por todos aqueles que trabalham com essa matéria prima”, revela Patrícia Fonseca.

Designers com experiência em trabalhos criativos com madeira e com projeção nacional e internacional são os mais propensos a serem convidados para participar do projeto. Mas, só talento não basta. “É fundamental que se encantem com o mogno africano para que possam usar toda a força de sua criatividade. Fornecemos a madeira sem custo algum e sem nenhuma exigência quanto ao objeto a ser criado”, conta Patrícia.

Até o momento, o Projeto Mogno de Design está sendo divulgado somente a nível nacional, porém, um dos passos mais importantes da ABPMA é atingir o mercado importador de madeiras do Brasil, o que deve fazer com que em breve um plano de divulgação internacional seja colocado em prática.

Fonte: www.emobile.com.br

04/07/16 – O Brasil quer 10% do mercado mundial agrícola em cinco anos. Foi com essa meta que o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, iniciou sua fala no Global Agribusiness Forum (GAF), nesta segunda-feira (4), em São Paulo-SP.

Para isso, o ministro propõe incluir os assentamentos nas estatísticas produtivas brasileiras. Segundo ele, são mais de 47 milhões de hectares de terras pouco produtivas, distribuídas para 640 famílias assentadas. Um estoque de terras e pessoas, de acordo com o ministro, que precisa ser incluído no cenário do agronegócio brasileiro.

E o primeiro passo já foi dado. Diante do presidente interino, Michel Temer – presente na planteia do GAF -, o ministro formalizou o pedido para agilizar o processo de liberação dos títulos das terras sob assentamento. Só assim, segundo o ministro Blairo Maggi, vai ser possível que estes pequenos produtores tenham acesso a crédito e as tecnologias agrícolas. “Ao invés de ficar brigando com esse pessoal, nós vamos incluir e não excluir… Esse movimento, tenho certeza, vai ajudar o Brasil a sair da crise”, declarou.

Além de aumentar a área produtiva com os assentamentos, o ministro pediu atenção para dois outros pontos importantes no processo de ampliação do comércio mundial. O primeiro deles é o Brasil oferecer maior apoio ao trabalho dos diplomatas, que são os responsáveis pelas negociações internacionais. O segundo, é a fiscalização sanitária. Ele demonstrou preocupação com possíveis barreiras no comércio internacional por conta o aparecimento de doenças e pragas. “Nós temos que ter a competência e estrutura para identificar problemas e agir imediatamente”, concluiu.

Fonte: Datagro
Texto extraído do portal Uagro

 

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo realiza no dia 9 de julho o “Dia de Campo Sistemas Integrados”.
O evento acontecerá na sede do Instituto de Zootecnia em Nova Odessa, no interior de São Paulo, e tem como objetivo divulgar práticas sustentáveis de produção animal em sistemas integrados.
As vagas são limitadas e as inscrições são gratuitas.
Veja a programação:
08h00 – Recepção dos participantes
8h30 – Abertura
8h40 – Dinâmicas a campo:
Estação 1: Silvipastoril de mogno-africano com o capim-marandu. Pesquisadora Drª Alessandra Aparecida Giacomini – Instituto de Zootecnia.
Estação 2: Consórcio de milho safrinha e capim-ruziziensis com doses de nitrogênio. Pesquisadora Drª Karina Batista – Instituto de Zootecnia.
Estação 3: Consórcio de leguminosa-macrotiloma e capim-marandu. Pesquisadora Drª Luciana Gerdes – Instituto de Zootecnia.
Estação 4: Importância do banco de germoplasma de forrageiras do IZ para o sistema integrado. Pesquisador Dr. Waldssimiler Teixeira de Mattos – Instituto de Zootecnia.
Estação 5: Programa Leite Mais. Pesquisador Dr.Enilson Geraldo Ribeiro – Instituto de Zootecnia.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail eventos@iz.sp.gov.br.

Fonte: noticiasdapecuaria

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